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Flávio Bolsonaro buscaria cassação de Castro para lançar nome da esposa ao Senado - Revista Fórum

revistaforum.com.br By Henrique Rodrigues 2026-02-23 553 words
Apunhalar pelas costas já é hábito

Flávio Bolsonaro buscaria cassação de Castro para lançar nome da esposa ao Senado

Traição em nível máximo já estaria em marcha. Senador, que é pré-candidato à Presidência, "mataria dois coelhos como uma cajadada só" e colocaria mais um familiar no Congresso

Senador Flávio Bolsonaro articula nos bastidores a cassação do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, pelo TSE.

Objetivo de Flávio é viabilizar a candidatura de sua esposa, Fernanda Bolsonaro, ao Senado em 2026.

Cláudio Castro é julgado no TSE por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, com julgamento marcado para 10 de março.

Nos bastidores fervilhantes da política fluminense e nos corredores de Brasília, o clima entre o clã Bolsonaro e o Palácio Guanabara já não é de aliança, mas de pura sobrevivência política. Informações de bastidores indicam que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não apenas observa o desgaste do governador Cláudio Castro (PL), como estaria operando ativamente para que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) finalize o julgamento e decrete sua cassação. A estratégia é vista por analistas como um movimento calculado da realpolitik: ao ver Castro fora do jogo, Flávio eliminaria o maior obstáculo interno para o controle total do Rio de Janeiro nas eleições de 2026.

A movimentação de Flávio teria dois objetivos centrais. Primeiro, encerrar o desgaste das negociações com Castro sobre quem será o candidato à sucessão no governo estadual. Segundo, e mais pessoal, abrir o caminho para o Senado. Com Castro cassado e inelegível, a vaga para a Câmara Alta ficaria livre de concorrência interna pesada, permitindo a entrada de um novo nome do clã: Fernanda Bolsonaro, esposa do senador. A entrada de Fernanda na disputa reforçaria o projeto de hegemonia familiar, que já projeta Michelle Bolsonaro pelo Distrito Federal e Carlos Bolsonaro por Santa Catarina. No Rio, a estratégia é clara: descartar aliados que já não possuem serventia para expandir o poder direto da família nos espaços de decisão.

O futuro de Cláudio Castro está pendurado por um fio jurídico. Ele é acusado de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, envolvendo contratações irregulares e os chamados "cargos fantasmas" no Ceperj e na Uerj. O julgamento foi paralisado em novembro de 2025 após um pedido de vistas do ministro Antônio Carlos Ferreira, mas com o processo liberado, o TSE marcou a continuidade do caso para o dia 10 de março. A relatora, ministra Isabel Gallotti, já votou pela cassação, descrevendo um esquema elaborado de uso da máquina pública, o que alimenta o ímpeto de Flávio em ver o processo concluído o quanto antes.

Enquanto Castro tenta desesperadamente articular uma saída política, cogitando inclusive uma renúncia antecipada para tentar salvar sua elegibilidade, o grupo de Flávio Bolsonaro já parece trabalhar com o cenário pós-Guanabara. Para a família, a lealdade é um conceito elástico: Cláudio Castro foi útil para manter a máquina girando, mas agora transformou-se em um estorvo para as pretensões presidenciais de Flávio e para a acomodação de sua esposa no Congresso Nacional. Se a cassação se concretizar em março, o Rio de Janeiro poderá ver uma reorganização brutal das forças de extrema direita, onde o sobrenome Bolsonaro voltará a ser a única moeda de troca permitida.

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