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União Europeia prevê retirar sanções contra Venezuela após lei da anistia - Brasil de Fato

brasildefato.com.br By Maria Teresa Cruz 2026-02-23 374 words
A alta representante da União Europeia para Relações Exteriores e Segurança, Kaja Kallas, anunciou nesta segunda-feira (23) que pretende propor o fim das sanções impostas pelo bloco contra a presidenta interina da Venezuela, Delcy Rodríguez.

Em coletiva de imprensa, a chefe da diplomacia europeia disse que a UE vê "duas vias" em relação ao país sul-americano, incluindo a proposta para retirar as sanções, sobre a qual seria necessário verificar se há "consenso" entre os 27 Estados-membros, e uma "discussão mais ampla" para uma "nova abordagem" em relação às autoridades venezuelanas.

"Acho que poderíamos estabelecer alguns parâmetros sobre o que esperamos da Venezuela, para que possamos tomar medidas nós mesmos", declarou Kallas.

O assunto foi levantado após, na semana passada, o ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, ter anunciado que previa propor à UE um levantamento das medidas contra Rodríguez. Segundo o chanceler, o bloco europeu deve "participar e apoiar" o diálogo "pacífico e democrático" entre o governo e a oposição em Caracas.

"Se o atual governo venezuelano, nesta nova fase, estiver tomando medidas na direção que desejamos, a UE deve enviar um sinal claro de que este é o caminho certo e que, se as medidas continuarem a ser adotadas nessa direção, o bloco seguirá avançando", afirmou Albares na sexta-feira (20).

A UE e Espanha deram esse passo poucos dias depois que o Parlamento da Venezuela aprovou um projeto de lei de anistia sob o governo de Rodríguez, que assumiu o cargo interino após o sequestro de Nicolás Maduro por parte dos Estados Unidos.

De acordo com a agência EFE, Kallas destacou que as autoridades venezuelanas "tomaram medidas concretas rumo à reaproximação com a Europa" desde que "libertaram, por exemplo, os presos políticos europeus que estavam na Venezuela", e acrescentou que "no futuro teremos que discutir como enfrentamos a situação" naquele país.

A legislação da anistia, promulgada na última quinta-feira (19), contempla pessoas processadas por crimes políticos ocorridos desde o golpe de Estado contra o governo Hugo Chávez, em abril de 2002, até as eleições regionais de 2025. A medida, no entanto, exclui pessoas envolvidas em violações consideradas mais graves, incluindo crimes contra a humanidade, homicídios dolosos, narcotráfico em larga escala e ações armadas estrangeiras contra a soberania nacional.

*Com Ansa

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