C
21/30
Fair

Trabalhadores de universidades e institutos federais de Porto Alegre entram em greve quinta-feira (26) - Brasil de Fato

brasildefato.com.br By Walmaro 2026-02-23 371 words
Servidores técnico-administrativos em educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (Ufcspa) e do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) decidiram entrar em greve a partir de quinta-feira (26). A paralisação foi aprovada em assembleia geral do sindicato da categoria realizada na Faculdade de Educação da Ufrgs, e integra o movimento nacional coordenado pela Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (FAsubra Sindical).

Conforme explica a direção do Sindicato dos Técnico-Administrativos em Educação da Ufrgs, Ufcspa e IFRS (Assufrgs), a mobilização ocorre diante do descumprimento do acordo de greve firmado em 2024 e em reação ao Projeto de Lei 6170/2025, apontado pelos servidores como ameaça a direitos da carreira. A assembleia aprovou a paralisação por ampla maioria, com quatro abstenções.

Entre as principais reivindicações estão o cumprimento integral do acordo de 2024, a defesa da jornada de 30 horas e da flexibilização já implementada em setores das instituições, a inclusão dos aposentados nos benefícios da carreira e a rejeição à reforma administrativa e à PEC 38. A pauta também menciona a preparação da campanha salarial para 2027.

Os servidores aprovaram ainda a instalação do Comando Local de Greve (CLG), no dia 26 de fevereiro, e elegeram representantes da entidade para o Comando Nacional de Greve (CNG), que será instalado em Brasília em 2 de março.

Durante a assembleia, representantes de entidades sindicais e movimentos sociais manifestaram apoio à paralisação. Também foram aprovadas moções de solidariedade à Ocupação Sarah Domingues, que atua no acolhimento de mulheres, e de repúdio a ataques considerados imperialistas, com menção à defesa da soberania da Palestina, Venezuela e Cuba.

A mobilização se insere em um cenário nacional de insatisfação com o descumprimento de acordos. Os trabalhadores ressaltaram que a greve não se limita a questões salariais, mas envolve a defesa de um projeto de universidade pública, gratuita e de qualidade. "Sem greve, não conquistamos nada. É preciso ir para as ruas e mostrar que nossa luta é justa", afirmou a categoria.

Segundo a Assufrgs, um levantamento da Fasubra informa que dos sindicatos da categoria em todo o país, 29 aprovaram a greve, enquanto 19 votaram contra.

Tap highlighted text for details

Source Quality
Perspective
Context
Neutrality
Transparency
Logic