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Dono de bar é assassinado a facadas dentro do estabelecimento em Vila Velha

agazeta.com.br By Caroline Freitas 2026-02-23 510 words
Repórter / [email protected]

Publicado em 23 de fevereiro de 2026 às 20:25

- Atualizado há 7 horas

Um idoso de 61 anos, identificado como João Carlos Speedo, do Bar do João, muito conhecido e tradicional do bairro Itapuã, em Vila Velha, foi morto a facadas por um homem na noite desta segunda-feira (23), dentro do próprio estabelecimento, na rua Goiânia, próximo à Comunidade São Pedro Pescador.

Imagens registradas por câmeras de segurança do local mostram o momento em que o assassino chega com a faca já em mãos e começa a desferir golpes na vítima, que estava sentada atrás de um balcão.

Outras pessoas que estavam no bar se assustam com a cena e se aproximam do agressor após o homem desferir as facadas, mas logo saem de perto ao notarem a presença do objeto utilizado para matar a vítima ainda em mãos.

Segundo apuração da repórter Cris Martinelli, da TV Gazeta, testemunhas relataram à Polícia Militar que o suspeito costumava frequentar o bar e, na noite de domingo (22), teria se desentendido com João. Nesta segunda (23), retornou ao local e assassinou o dono do estabelecimento, como se o crime tivesse sido premeditado.

Após o assassinato, o suspeito, que não teve a identidade revelada, se dirigiu a um outro bar de Itapuã, em frente à praia, onde acabou preso. Um funcionário desse estabelecimento relatou, em entrevista à TV Gazeta, sem se identificar, que o homem chegou ao local e pediu uma cerveja, como se nada tivesse acontecido. Durante o período em que permaneceu no local, enviou mensagens de áudio para outra pessoa, aparentando bastante irritação. Depois, pediu para pagar a conta, pois poderia ir embora a qualquer momento.

"Foi lá, pediu a conta como se fosse um cliente normal. Eu não esperava que depois fosse aparecer o camburão. Mas, depois disso (pagar a conta), começou a ficar um pouco nervoso, foi puxando papo, e disse que tinha matado alguém, que deu várias facadas. Eu não entendi aquilo direito. E aí ele começou a chorar, disse que estava arrependido, que tinha que ter pensado na filha dele", contou o colaborador.

Ainda segundo esse funcionário, ele tentou acalmar o suspeito, que chegou a lhe mostrar a faca utilizada no crime.

"Pensei que, para girar a chavinha na cabeça dele (e ser a próxima vítima), era coisa de dois segundos, então precisava deixá-lo confortável. Eu comecei a falar com ele, que aquela faca era uma memória ruim e que seria melhor ele se livrar dela. Nisso, ele foi na praia, jogou no mar, voltou e continuou a beber. Nisso, passaram alguns minutos e apareceu o camburão (viatura)."

A Polícia Militar e a equipe de perícia da Polícia Científica estão no local. A Polícia Civil também foi procurada para mais detalhes do caso.

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