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O que causa a síncope vasovagal, que fez Ivete Sangalo desmaiar?

uol.com.br By De VivaBem; Em São Paulo 2026-02-26 570 words
O que causa a síncope vasovagal, que fez Ivete Sangalo desmaiar?

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Ivete Sangalo explicou que teve uma síncope vasovagal, que teria causado um desmaio.

O que aconteceu

A cantora repassou a explicação que seus médicos deram sobre o desmaio. Ivete teve uma síncope vasovagal, que é quando um gatilho superestimula o nervo vago e provoca uma queda súbita na frequência cardíaca e pressão arterial.

No caso dela, o gatilho para a síncope foi uma desidratação causada por diarreia: "Eu tenho essa predisposição. Você que tem 'vagovagal', deixe de ser vagal e vá procurar um médico", riu.

Entenda a condição

A síndrome ou síncope vasovagal é uma condição que provoca a diminuição da pressão arterial e dos batimentos cardíacos. A partir daí, origina sintomas como fraqueza, palidez, calor, náuseas, tontura, dor de cabeça e, por fim, o desmaio.

O problema ocorre quando um estímulo ativa de forma inadequada o nervo vago, parte do sistema nervoso autônomo. Isso leva à dilatação dos vasos sanguíneos e à queda dos batimentos cardíacos, reduzindo temporariamente o fluxo de sangue para o cérebro. O resultado é o desmaio.

Entre os gatilhos mais frequentes estão:

ficar muito tempo em pé parado

ambientes que
ntes e abafados

dor

estresse emocional

desidratação

esforço físico intenso

coleta de sangue

infecções

descondicionamento físico

A síndrome é autolimitada. A recuperação costuma ocorrer em menos de dois minutos.

Sintomas e sinais de alerta

Antes do desmaio, o corpo costuma avisar. Entre os principais sintomas estão:

tontura

calor

palidez

sudorese

mal-estar

fraqueza

náuseas

visão escurecida

dor abdominal

diarreia

Perda da consciência ou sensação de desmaio geralmente vem acompanhada de sinais como palpitações, calor, calafrio, tontura, mal-estar, náuseas e sudorese. Ao cair ou se deitar, o fluxo de sangue para o cérebro volta ao normal rapidamente.

Por que algumas pessoas têm mais predisposição

A predisposição pode ser genética ou estar ligada a fatores transitórios do organismo. Pacientes suscetíveis podem apresentar episódios frequentes, mesmo diante de estímulos leves.

Em outros casos, a síncope ocorre apenas em situações específicas, como durante coleta de sangue. Existem pacientes com fatores desencadeantes bem definidos, como aqueles que reagem quando vão tirar sangue, principalmente se não se tomar providências para evitar ou atenuar a resposta.

Como diferenciar de outras doenças

A rápida recuperação é uma característica da síncope vasovagal. Na epilepsia, é diferente: após a crise, o indivíduo fica algum tempo atordoado até se recuperar totalmente. Já na labirintite ocorre mais uma sensação de desequilíbrio do que propriamente o desmaio.

Cuidados e prevenção

Conhecer os gatilhos é a primeira forma de controle. Medidas simples podem reduzir muito o risco de novos episódios. Recomendações básicas:

manter hidratação intensa

aumentar a ingestão de sal (se não houver contraindicação)

evitar longos períodos em pé

evitar locais abafados

sentar ou deitar ao perceber sintomas iniciais

tratar dores que possam desencadear a crise

fazer exercícios para melhorar circulação e tônus muscular

Em situações de alerta —como tontura, calor súbito ou visão turva— as manobras de contração muscular ajudam a elevar a pressão arterial. Os especialistas orientam movimentos como contrair panturrilhas ou puxar uma mão contra a outra com força.

No caso de Ivete, o quadro pode ter sido desencadeado por uma desidratação causada por diarreia. Quadros graves de diarreia podem causar desidratação e exigir hospitalização, principalmente quando há muitos episódios em poucas horas, vômitos ou sangue nas fezes. Crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas são mais vulneráveis e precisam de atenção redobrada.

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