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Alunos de escola cívico-militar são punidos com flexões por não usar uniforme

jornalggn.com.br By Camila Bezerra 2026-02-27 462 words
Estudantes do CED 1, no Itapoã, foram punidos com flexões e ajoelhamento por uso de agasalhos fora do padrão. Sindicato dos Professores do DF critica punição e destaca falta de casacos oficiais para alguns alunos. PMDF afastou agentes envolvidos; governo do DF promete apuração e possíveis medidas administrativas.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Estudantes do Centro Educacional 1 (CED 1), escola de modelo cívico-militar localizada na região administrativa do Itapoã, no Distrito Federal, foram obrigados a fazer flexões de braço e a permanecer de joelhos como forma de punição na última quarta-feira (25). Os alunos têm entre 14 e 17 anos. O episódio foi gravado e divulgado nas redes sociais.

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A direção da unidade e a Polícia Militar do Distrito Federal confirmaram a ocorrência. De acordo com o Sindicato dos Professores do DF, a medida teria sido aplicada porque alguns estudantes usavam agasalhos fora do padrão de cor do uniforme escolar.

Para o diretor da entidade, Samuel Fernandes, a atitude foi "humilhante, constrangedora e desproporcional", sem qualquer finalidade pedagógica. Ele afirmou ainda que parte dos estudantes estaria sem o casaco oficial por não ter recebido o material fornecido pela Secretaria de Educação. "A escola deve acolher, não punir em razão da condição social. A disciplina precisa respeitar a dignidade dos alunos", declarou.

O sindicato defende apuração rigorosa do caso e eventual responsabilização dos envolvidos, para evitar que situações semelhantes se repitam.

Equívoco

Em nota, a Secretaria de Educação do Distrito Federal informou que a direção da escola avaliou ter havido um "equívoco" na condução do episódio. A pasta também destacou que nenhum estudante será prejudicado por ausência ou inadequação de uniforme.

O governo do Distrito Federal afirmou que os fatos serão apurados e que poderão ser adotadas medidas administrativas, caso necessário.

Também por meio de nota, a Polícia Militar do Distrito Federal comunicou que os agentes envolvidos foram afastados e substituídos. A corporação declarou que não concorda com práticas que possam ser consideradas constrangedoras ou incompatíveis com o ambiente escolar e reiterou que o caso será investigado para eventual adoção das providências cabíveis.

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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