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Servidores de três universidades federais entram em greve na Capital

correiodopovo.com.br By Correio do Povo; Renê Almeida 2026-02-26 516 words
Os Técnicos-Administrativos em Educação da UFRGS, da UFCSPA e do IFRS entraram em greve nesta quinta-feira, em Porto Alegre. A categoria reivindica o cumprimento de pontos do acordo de greve de 2024, a redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais, a implementação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) para toda a categoria — incluindo aposentados e pensionistas — e a rejeição da Reforma Administrativa no Congresso Nacional. O movimento integra uma greve nacional convocada pela Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (FASUBRA), atingindo universidades e institutos federais em todo o país.

Uma reunião com as lideranças do movimento nesta quinta definiu os próximos passos da mobilização na Capital. O encontro foi realizado no auditório do Sindicato dos Técnico-Administrativos em Educação da UFRGS, UFCSPA e IFRS (ASSUFRGS). A entidade tem cerca de 3 mil filiados nas três instituições. Segundo o coordenador-geral, Ítalo Guerreiro, a mobilização conta com a adesão de 32 universidades em todo o Brasil. "A greve é por adesão, então as pessoas escolhem se vão ingressar, mas estamos observando que há muita disposição e uma vontade muito grande de entrar no movimento", afirma.

Ele afirma que, desde 2024, os técnicos-administrativos vivem em estado de greve permanente, pois, dos 16 pontos do acordo firmado com o governo federal à época, apenas quatro foram parcialmente cumpridos. "Há uma parcela da recomposição salarial que ainda não recebemos, prevista para abril. Há também pautas não remuneratórias, como a jornada de 30 horas, que o governo disse que implementaria e não implementou. E a questão dos aposentados: eles precisam ser reposicionados e não estão sendo. Permanecem no mesmo patamar da carreira de quando se aposentaram, o que gera um grande problema em relação aos valores que recebem mensalmente", destaca Guerreiro.

Ele explica que a redução da jornada para 30 horas semanais permitiria organizar escalas e manter os serviços da universidade abertos nos três turnos. Outro ponto reivindicado pelos grevistas é a paridade nas eleições em comissões e conselhos — atualmente, o voto dos professores tem peso de 70% nas votações.

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O coordenador também informa que atividades estão previstas durante a greve. "Principalmente conversar com os colegas, visitar os setores que ainda não aderiram ao movimento. Também serão planejadas ações para dialogar com a sociedade, como atos e panfletagens", afirma.

Conforme a ASSUFRGS, um ofício foi enviado às reitorias dentro do prazo legal comunicando a greve, e a paralisação foi aprovada em assembleia nacional da categoria. Segundo a entidade, os ministérios da Educação e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos também já foram notificados sobre a mobilização.

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