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CPMI do INSS aprova quebra de sigilo de Lulinha em sessão tumultuada e com embate físico

otempo.com.br By Patrícia Nadir 2026-02-26 548 words
BRASÍLIA – A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) aprovou nesta quinta-feira (26/2) a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O requerimento foi aprovado em meio a forte tensão política, em uma sessão tumultuada.

A decisão provocou reação imediata de parlamentares da base governista, que contestaram a inclusão do nome de Lulinha no escopo da apuração. Deputados e senadores aliados do Planalto argumentaram que não haveria provas concretas contra o Lulinha. Já integrantes da oposição defenderam que a medida é necessária para aprofundar a apuração de eventuais vínculos financeiros. Veja o vídeo:

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) aprovou nesta quinta-feira (26/2) a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O… pic.twitter.com/2L4EZppdBE— O TEMPO (@otempo) February 26, 2026

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) aprovou nesta quinta-feira (26/2) a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O… pic.twitter.com/2L4EZppdBE

Após a votação, a sessão descambou para confronto aberto no plenário. Houve troca de acusações, gritos e avanço de parlamentares em direção à mesa diretora. O tumulto evoluiu para embate físico, com empurrões e necessidade de intervenção para separar congressistas que discutiam. Diante do tumulto, a reunião foi temporariamente interrompida e retomada 15 minutos depois.

O episódio envolveu o relator Alfredo Gaspar (União-AL) e os deputados Paulo Pimenta (PT-RS), Rogério Correia (PT-MG), Evair de Melo (PP-ES) e Luiz Lima (Novo-RJ). O estopim foi a decisão da maioria dos integrantes da comissão de votar, de uma só vez, mais de 80 requerimentos incluídos na pauta, em deliberação "em globo".

A manobra permitiu a aprovação conjunta de pedidos de diferentes naturezas, reduzindo o espaço para análise individual e limitando a margem de articulação da base. A votação simbólica foi conduzida pelo presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), e teve resultado rápido, considerado indigesto pelo governo.

Viana negou irregularidades e disse que a aprovação está mantid
a. "Para que a pauta fosse derrubada era necessário que o governo apresentasse maioria dos votos. Contei duas vezes sete votos. A pauta de hoje está aprovada", afirmou o senador.

Pimenta, que lidera a bancada governista no colegiado, contestou a condução. "No momento da votação há um contraste. A imprensa tem essas imagens, a secretaria da Casa também. O resultado foi 14 a 7. A TV Senado mostra isso. O regimento é claro ao estabelecer que o contraste da votação simbólica se dá entre maioria e minoria dos presentes", declarou.

Ainda na sessão desta quinta, a CPMI aprovou outros requerimentos, entre eles a convocação de Gustavo Gaspar, ex-assessor do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e do ex-CEO do Banco Master, Augusto Ferreira Lima.

Na segunda parte da reunião, o colegiado ouve o empresário Paulo Otávio Montalvão Camisotti. Filho e sócio de Maurício Camisotti, preso sob acusação de envolvimento em fraudes relacionadas ao INSS, ele também é investigado por suposta participação em um esquema de descontos não autorizados em benefícios previdenciários.

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