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"Queremos justiça", diz irmã de gaúcha esquartejada em SC; Polícia Civil prende dona de pousada e vizinho

correiodopovo.com.br By Marcel Horowitz 2026-03-13 529 words
Familiares da gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, 47 anos, morta e esquartejada em Santa Catarina, pedem a punição dos envolvidos no crime. Eles confirmam a prisão de uma mulher de 46 anos e de um homem, apontado como autor do esquartejamento, em Florianópolis. Outras três pessoas, incluindo um adolescente, também são investigadas.

De acordo com Grace Estivalet, irmã da vítima, ela e os suspeitos moravam no mesmo condomínio, na capital cat
arinense. A irmã conta que Luciani era natural de Alegrete, mas passou a maior parte da vida em Canoas, no bairro Mato Grande, atuando como corretora de imóveis. Tinha decidido ir morar no estado vizinho há pouco mais de dois anos.

"Os envolvidos fingiam ser amigos da minha irmã. Acharam que ela estava desamparada lá, que não tinha ninguém que se importasse. Eles fizeram esse crime com a certeza de que não iria repercutir tanto assim", desabafa Grace Estivalet.

O corpo da vítima foi encontrado na beira de um córrego em Major Gercino, no Vale do Itajaí, nessa quarta-feira. Ela estava desaparecida desde 4 de março, sendo vista pela última vez na Praia dos Ingleses.

"Estamos muito abalados. Ela foi esquartejada a sangue frio. Queremos justiça", lamenta a irmã.

Crime c
om motivação financeira

De acordo com Grace Estivalet, a motivação do crime teria sido financeira. Após o desaparecimento, o CPF de Luciani foi utilizado para compras online. A Polícia Civil rastreou o endereço das entregas, abordando um jovem de 14 anos, no momento em que ele retirava um dos produtos, nessa quinta-feira.

O adolescente teria dito que entregaria os materiais ao irmão mais velho, que o esperava em uma pousada. Ali, estavam esse homem, uma mulher e a proprietária da hospedagem. Em diligências no local, os agentes encontraram malas e pertences pessoais da vítima, além do automóvel dela e produtos comprados em seu nome.

A dona da pousada foi detida. Além dela, um vizinho de Luciani, considerado o responsável por esquartejar o corpo, também foi preso. Os dois seguem recolhidos, em ordem de prisão temporária.

Mensagens geraram desconfiança da família

Contatos feitos através do celular de Luciani geraram desconfiança na família. Foram enviadas mensagens por WhatsApp com erros de português e conteúdo atípico. Um dos textos dizia que ela estaria sendo perseguida por um ex-companheiro. Outro, mencionava suposta venda de imóveis.

"A gente desconfiou dessas mensagens. Minha irmã não escrevia daquele jeito. Além disso, costumava mandar áudios", disse Grace Estivalet.

O irmão da vítima, Matheus Estivalet, que mora em Itapema, buscou as autoridades após o alerta. Nesta sexta-feira, ele também pediu justiça, em postagem nas redes sociais,

"Ela confiou demais em pessoas que acreditava serem amigas, mas que não eram. Pessoas que se aproveitaram da sua inocência, da sua confiança, dos seus segredos e da sua vida pessoal e profissional. Ela não merecia isso. Ninguém merece. Nem os piores criminosos deste mundo recebem a crueldade que fizeram com ela. O que fizeram com a minha irmã foi brutal. Foi a verdadeira personificação do mal na Terra. Nem com um animal vemos tamanha crueldade. Tudo isso aconteceu justamente no mês da mulher, na semana da mulher, enquanto o Brasil ainda continua perdendo tantas delas para a violência", publicou o irmão.

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