Feminicídio: taxa no DF superou a média nacional em 2025. Veja quem eram as vítimas
O DF registrou 28 vítimas de feminicídio em 2025, o equivalente a 1,8 morte a cada 100 mil habitantes, taxa acima da média nacional (1,43)
atualizado
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O Distrito Federal registrou 28 vítimas de feminicídio em 2025, o equivalente a 1,8 morte a cada 100 mil habitantes, taxa acima da média nacional (1,43) e que coloca a capital federal na oitava posição entre as unidades da Federação. Dados da Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF) indicam ainda que, em média, uma mulher foi assassinada por motivação de gênero a cada 13 dias no DF ao longo do ano.
Além dos feminicídios consumados e confirmados pela Secretaria de Segurança Pública, houve 131 tentativas, ou seja, uma mulher foi atacada a cada 3 dias em 2025.
Em relação a 2024 quando houve o registro de 23 feminicídios, o número de assassinatos contra mulheres na capital aumentou 21,1%. De 2015 até janeiro de 2026, foram confirmadas 227 vítimas e nove ainda estão sob análise da SSP-DF.
Com quatro casos, a região administrativa de Planaltina liderou o número de feminicídios, seguido por Samambaia, que teve três, e Ceilândia, Recanto das Emas e Sobradinho registraram dois casos cada.
Nos três primeiros meses de 2026, seis mulheres já foram vítimas de feminicídio, além de cinco tentativas do crime que acabou não sendo consumado. Em janeiro e fevereiro a SSP-DF registrou 13 tentativas.
O caso mais recente registrado foi o da manicure Luana Moreira Marques, 41 anos, morta pelo ex-companheiro em Planaltina. Um dia depois do Dia da Mulher, o motorista de aplicativo Wellington de Rezende Silva, 43 anos, armou uma emboscada para assassiná-la. A manicure foi morta a facadas, dentro do carro do ex-marido, na DF-128, região de Planaltina (DF).
UF's com maiores taxas de feminicídio em 2025 a cada 100 mil habitantes
Acre – 3,3
Rondônia – 2,9
Mato Grosso – 2,7
Mato Grosso do Sul – cerca de 2,6
Tocantins – cerca de 2,5
Piauí- 2,1
Roraima- 1,9
Distrito Federal- 1,8
Média nacional- 1,43
Veja quem são as vítimas de 2025
Feminicídio dentro do quartel
O último feminicídio registrado em 2025, que vitimou a cabo do Exército Maria de Lourdes Freire Matos, foi um dos principais casos que marcaram aquele ano. O ex-soldado Kelvin Barros da Silva confessou o crime após esfaquear a colega e queimá-la. O ex-militar segue preso aguardando julgamento.
O corpo da militar foi encontrado no dia 6 de dezembro, pouco depois das 16h, carbonizado e com um corte no pescoço pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), que apagou um incêndio no 1º Regimento de Cavalaria de Guardas (RGC), no Setor Militar Urbano. Em nota, os bombeiros confirmaram que encontraram grande quantidade de combustível após extinguirem as chamas.
Vítimas de feminicídio no DF em 2025
Ana Moura Virtuoso, 27 anos, foi morta a facadas pelo marido, Jadison Soares da Silva, 47, na Estrutural. Primeiro feminicídio de 2025, ocorreu em 5 de janeiro.
Gessica Moreira de Sousa, 17 anos, foi morta com um tiro na cabeça, em Planaltina, em 22 de fevereiro, pelo ex-companheiro Vandiel Próspero, 24 anos. Ela estava grávida.
Ana Rosa Rodolfo de Queiroz Brandão, 49 anos, morreu em 26 de fevereiro, no Cruzeiro Velho. Ela foi estrangulada e esfaqueada pelo ex-pastor Antônio Ailton da Silva, 43 anos.
Maria José Ferreira dos Santos, 31 anos, assassinada com duas facadas no peito, em 31 de março, no Recanto das Emas, pelo companheiro Neilton Pereira Soares, 41 anos.
Dayane Barbosa Carvalho, 34 anos, foi morta pelo marido Jovercino Antônio de Oliveira, 39 anos. Crime aconteceu em 29 de março, na Fercal.
Marcela Rocha Alencar, de 31 anos, foi assassinada na noite de 1º de abril pelo morador de rua Renato Carlos de Souza Pereira. O corpo dela foi encontrado na região dos pinheiros do Paranoá.
Elane da Silva Rodrigues Inácio, 36 anos, foi assassinada pelo companheiro Marcelo Inácio da Conceição, 41 anos, em 15 de janeiro. O corpo dela foi localizado em abril, enterrado em um assentamento de Planaltina.
Valdete Silva Barros, 46 anos, morta pelo marido José Ribamar Cunha Pereira, em 19 de abril, no Sol Nascente.
Vanessa da Conceição Sousa, 31 anos, foi vítima de feminicídio, em 18 de maio, em Samambaia Norte. O autor é Silvoneide Carvalho de Torres, de 32, que golpeou a vítima com uma faca na clavícula.
Liliane Cristina de Carvalho, 34 anos, morta com ao menos 11 facadas por Rafael Moreira da Cruz, 34 anos, em Ceilândia. Caso ocorreu em 19 de maio.
Telma Senhorinha da Silva, 51 anos, foi assassinada pelo marido com um tiro na cabeça, em 7 de junho, no Setor Habitacional Lucio Costa. O crime foi cometido pelo motorista e Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) Valdeir Teodoro da Silva, de 47.
Raquel Gomes Nunes, de 46 anos, foi encontrada morta em 17 de junho, no Recanto das Emas. Crime foi cometido pelo companheiro dela, Fábio de Souza Santos, 24 anos.
Cheryla Carvalho de Lima, 43 anos, morta a facadas em 29 de julho, em Samambaia. O autor do crime, João Paulo Silva Matos, de 35 anos, foi preso em flagrante.
Camila Pereira Lopes, 28 anos, foi atingida por facadas dadas William Lopes, também de 28 anos, em 13 de agosto, no Itapoã.
Pâmella Maria Rocha Rangel, 21 anos, morreu após ser atingida por um golpe de faca no peito, em 23 de agosto, em Brazlândia. Flávio do Nascimento Santos, de 42 anos, confessou que estava sob efeito de droga no dia em que matou a companheira.
Marcela Santos Silva, 22 anos, foi morta pelo próprio pai, Marcelo Santos, no Condomínio Mestre D'Armas II, em Planaltina, em 7 de outubro.
Camila Rejaine de Araújo Cavalcante, de 50 anos, morreu após ser ferida com golpes de picareta dados pelo marido Agnaldo Nunes da Mota, 50 anos. Feminicídio ocorreu em 24 de outubro, em Sobradinho II.
Allany Fernanda Oliveira morreu após sofrer um tiro na cabeça que foi efetuado por Carlos Eduardo Pessoa Tavares, de 20 anos. A jovem foi levada ao hospital, mas faleceu horas depois.
Maria de Lourdes Freire Matos, 25 anos, foi morta dentro do quartel do Exército a facadas e depois teve seu corpo queimado pelo ex-soldado Kelvin Barros da Silva, que segue preso e aguardando julgamento.
Os demais casos de feminicídio seguem sob sigilo ou ainda estão em investigação, e os nomes das vítimas não foram divulgados.
Ações de enfrentamento da SSP
A subsecretária de Prevenção à Criminalidade da SSP-DF, Reginele Rozal, afirmou que o enfrentamento da violência doméstica contra a mulher é uma das prioridades da política de segurança pública do DF. "Os dados de 2025 mostram com clareza a dimensão desse desafio. A violência doméstica ainda é um problema grave e persistente da nossa sociedade, mas também indicam que a atuação das forças de segurança tem sido mais firme na responsabilização dos agressores e na proteção das vítimas", disse.
Ela explicou que a estratégia do governo se baseia em análise de dados, integração entre instituições e uso de tecnologia. "A Secretaria tem adotado uma atuação integrada envolvendo a Polícia Civil, a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros e o Detran, além de uma rede ampliada de proteção que inclui o sistema de Justiça e diversos serviços de acolhimento às vítimas", afirmou.
Entre as principais ferramentas estão programas de monitoramento e proteção, como o Programa Viva Flor e o acompanhamento de agressores com tornozeleira eletrônica. "Hoje temos cerca de 2 mil mulheres protegidas por esses programas no Distrito Federal. A mensagem é clara: a violência contra a mulher não é tolerada. Quem agride está sendo responsabilizado e quem precisa de proteção encontra uma rede preparada para agir rapidamente", declarou. A subsecretária também destacou a importância das denúncias para interromper o ciclo da violência.
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"The femicide rate in the Distrito Federal (1.8 per 100k) was above the national average (1.43) in 2025."
Source: Data from the DF Secretary of Public Security (SSP-DF) Named secondary
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"Confronting domestic violence against women is a priority for DF public security policy."
Source: Direct quote from Subsecretary Reginele Rozal of the SSP-DF Primary
Logic Model Inspector
ConsistentExtracted Propositions (5)
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P1
"DF had 28 femicide victims in 2025."
Factual -
P2
"There were 131 attempted femicides in DF in 2025."
Factual -
P3
"Femicides increased 21.1% from 2024 to 2025."
Factual -
P4
"Planaltina had the most cases (4) in 2025."
Factual -
P5
"Six women were victims of femicide in the first three months of 2026."
Factual
Claim Relationships Graph
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=== Propositions === P1 [factual]: DF had 28 femicide victims in 2025. P2 [factual]: There were 131 attempted femicides in DF in 2025. P3 [factual]: Femicides increased 21.1% from 2024 to 2025. P4 [factual]: Planaltina had the most cases (4) in 2025. P5 [factual]: Six women were victims of femicide in the first three months of 2026.
All claims are logically consistent. No contradictions, temporal issues, or circular reasoning detected.