B
25/30
Good

Apoio ao fim da escala 6x1 dispara e chega a 71%, diz Datafolha - Revista Fórum

revistaforum.com.br By Ivan Longo 2026-03-15 908 words
Pesquisa

Apoio ao fim da escala 6×1 dispara e chega a 71%, diz Datafolha

Novo levantamento confirma que a proposta para acabar com a escala 6x1 é apoiada pela ampla maioria dos brasileiros

Pesquisa Datafolha mostra que 71% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6x1, alta de 7 pontos em relação a dezembro de 2024 (64%).

Levantamento indica que 76% consideram que a redução da jornada será boa ou ótima para a qualidade de vida.

Lula defendeu a mudança na Conferência Nacional do Trabalho e afirmou que a proposta deve ser construída por meio de negociação entre trabalhadores, empresários e governo.

A pesquisa foi feita entre 3 e 5 de março, com 2.004 entrevistas em 136 municípios; margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Nova pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (14) aponta que o apoio dos brasileiros ao fim da escala 6×1 disparou ao longo dos últimos anos. Segundo o estudo, 71% da população se diz favorável à proposta em discussão no Congresso Nacional que visa pôr fim à jornada com 6 dias de trabalho e apenas um de folga na semana.

Em dezembro de 2024, o Datafolha havia apontado que o apoio ao fim da escala 6×1 era de 64%. Ou seja, índice disparou em 7 pontos percentuais. Já aqueles que que se manifestam contra o fim da escala 6×1 são 27%. 3% dos entrevistados não opinaram.

Veja os números:

O levantamento aponta ainda que 76% acreditam que o fim da escala 6×1 será ótimo ou bom para a qualidade de vida, enquanto apenas 12% consideram que a redução da jornada de trabalho será ruim ou péssimo. 19% disseram que o impacto da mudança será regular e outros 3% não sabem ou não responderam.

A pesquisa Datafolha contou com 2004 entrevistas feitas com pessoas de 16 anos ou mais em 136 municípios brasileiros, entre os dias 3 e 5 de março. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Governo Lula apoio o fim da escala 6×1

Recentemente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender o fim da escala 6×1 e afirmou que a mudança precisa ser construída por meio de negociação entre trabalhadores, empresários e o governo. O tema foi um dos destaques da abertura da Segunda Conferência Nacional do Trabalho, realizada no Distrito Anhembi, em São Paulo, na noite do dia 3 de março.

Durante o discurso, Lula afirmou que a
discussão sobre a jornada precisa considerar as diferentes realidades do mercado de trabalho brasileiro. "Você não pode tratar a mesma jornada de trabalho de um cara que tem uma oficina mecânica e que trabalha com dois sobrinhos do lado dele com o que trabalha na Petrobras", disse.

O presidente defendeu a construção de uma regra geral, mas com possibilidade de adaptação para cada setor. "Qual é a jornada ideal? Para muitas categorias tem jornadas diferenciadas. Para muitas categorias. E nós vamos encontrar o que é bom para cada um. Você pode ter até uma regra geral. Mas na hora de regulamentar essa regra geral, vai ter que cair na especificidade, em função da realidade de cada categoria".

Segundo Lula, a negociação é o caminho mais equilibrado para garantir avanços sem prejudicar a economia. "É melhor vocês construírem negociando do que vocês terem que engolir uma coisa aberta [vinda do Congresso], e depois ter de recorrer à Justiça do Trabalho", disse. Ele acrescentou que o objetivo é chegar a um acordo amplo. "Tanto será melhor para nós se o que sair for o resultado de um acordo entre os empresários, os trabalhadores e o governo".

O presidente também afirmou que o governo pretende buscar uma solução que beneficie o conjunto da sociedade. "O governo não vai fazer como antigamente, pender para um lado". E reforçou o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores: "O que nós estamos tentando é construir um conjunto de propostas que interessa a empresários e a trabalhadores, que interessa ao país, para dar mais comodidade nesse mundo nervoso, para que as pessoas tenham mais tempo de estudar, mais tempo de ficar com a família, de descansar".

A discussão ocorre em um momento em que o governo e o Congresso avaliam caminhos para mudar a legislação. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que o país já tem condições de avançar no debate e não descartou a apresentação de um projeto de lei para tratar do tema. A ideia é acelerar a tramitação, já que Propostas de Emenda à Constituição (PEC) exigem dois turnos de votação na Câmara e no Senado.

A proposta também foi defendida por integrantes do governo durante o evento. O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que a redução da jornada acompanha uma tendência internacional. "Na Constituição de 1988, foi reduzida a jornada de trabalho de 48 para 44 horas semanais. Quase quatro décadas se passaram. O ser humano não é máquina para trabalhar, trabalhar, trabalhar".

A ministra do Planejamento, Simone Tebet, também destacou que a mudança é viável. "Dizer que um país como este não suporta e vai quebrar com o fim da escala 6×1 é não conhecer a realidade do Brasil", afirmou.

Nos bastidores do Congresso, o tema ainda enfrenta resistência de setores empresariais e da oposição. Mesmo assim, o governo pretende ampliar o debate e buscar maioria para avançar com a proposta. "É preciso construir a maioria", afirmou Lula

Siga nosso canal no WhatsApp

Siga-nos no

Siga-nos no

Deixe um comentário para nossos editores.

Tap highlighted text for details

Source Quality
Perspective
Context
Neutrality
Transparency
Logic