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Guerra terrestre e minas em Hormuz seriam “pesadelo” para EUA e Israel, diz analista iraniano - Revista Fórum

revistaforum.com.br By Ivan Longo 2026-03-15 962 words
Exclusivo

Guerra terrestre e minas em Hormuz seriam "pesadelo" para EUA e Israel, diz analista iraniano

Diretamente de Teerã, Hamidreza Gholamzadeh falou com exclusividade à TV Fórum sobre os riscos de escalada do conflito no Oriente Médio

Analista iraniano Hamidreza Gholamzadeh afirmou que guerra terrestre no Irã seria "pesadelo" para EUA e Israel.

Declaração foi dada em entrevista à TV Fórum neste domingo (15), diretamente de Teerã.

Gholamzadeh disse que Irã tem vasta experiência em combate terrestre, diferentemente de sua fraqueza em defesa aérea.

Ele afirmou que bloqueio do Estreito de Hormuz com minas levaria horas para ser implementado e meses para ser desfeito.

O analista internacional iraniano Hamidreza Gholamzadeh afirmou que uma eventual guerra terrestre contra o Irã ou o bloqueio total do Estreito de Hormuz poderiam se tornar um "pesadelo" para os Estados Unidos e seus aliados. A declaração foi feita em entrevista exclusiva concedida diretamente de Teerã à TV Fórum neste domingo (15).

As afirmações ocorrem em meio à escalada das tensões no Oriente Médio diante de ataques dos Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos, incluindo civis, que ampliaram o risco de um conflito regional mais amplo.

Gholamzadeh é secretário-geral do Asian Mayors Forum (Fórum de Prefeitos Asiáticos) e diretor do think tank DiploHouse (Casa da Diplomacia), em Teerã, dedicado a estudos sobre política externa e relações internacionais. Doutor em Estudos Americanos, ele atua há mais de duas décadas analisando a política internacional e as relações entre Irã e Estados Unidos.

Guerra terrestre

Durante a entrevista, o analista afirmou que uma eventual operação militar terrestre com tropas estrangeiras em território iraniano seria um erro estratégico e representaria um "pesadelo" para os EUA. Até o momento, o conflito tem ocorrido sobretudo no campo aéreo, com ataques realizados por meio de mísseis, bombas e drones.

"Há alguns rumores sobre os Estados Unidos trazerem forças Delta e forças para colocar tropas em solo aqui no Irã. Isso seria um erro ainda maior em comparação com a própria guerra. Porque, se eles colocarem tropas em solo, o que o Irã receberia de bom grado, isso seria um pesadelo para eles."

"Há alguns rumores sobre os Estados Unidos trazerem forças Delta e forças para colocar tropas em solo aqui no Irã. Isso seria um erro ainda maior em comparação com a própria guerra. Porque, se eles colocarem tropas em solo, o que o Irã receberia de bom grado, isso seria um pesadelo para eles."

Segundo ele, o país teria experiência acumulada em conflitos terrestres ao longo das últimas décadas.

"O Irã não é forte em ataques aéreos e em defender seu espaço aéreo. Mas é um especialista, um especialista profissional, em lutar batalhas terrestres."

Ele citou como exemplo a guerra entre Irã e Iraque nos anos 1980 e a atuação iraniana em conflitos na região.

"Tem boa experiência em oito anos de guerra. Tem boa experiência na Síria apoiando os sírios contra o ISIS e o grupo terrorista Daesh e no Iraque apoiando-os contra os grupos terroristas."

O analista afirmou ainda que uma eventual invasão poderia resultar em grandes perdas para forças estrangeiras.

"Então, a experiência que o Irã tem em combate terrestre seria algo que de fato superaria a experiência americana em guerra. E então, seria um pesadelo para eles, porque haveria muitas baixas e muitas detenções, na verdade muitos prisioneiros ficariam nas mãos do Irã se eles ousassem pisar em solo iraniano."

"Então, a experiência que o Irã tem em combate terrestre seria algo que de fato superaria a experiência americana em guerra. E então, seria um pesadelo para eles, porque haveria muitas baixas e muitas detenções, na verdade muitos prisioneiros ficariam nas mãos do Irã se eles ousassem pisar em solo iraniano."

Estreito de Hormuz

Gholamzadeh também comentou a possibilidade de fechamento total do Estreito de Hormuz, um dos corredores marítimos mais estratégicos do planeta, por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo.

Segundo ele, o Irã teria capacidade de bloquear rapidamente a passagem com o uso de minas.

"Em termos de aspectos militares e da capacidade do Irã de continuar esta guerra, especialmente fechando o estreito — para esse fechamento do Estreito de Hormuz, isso seria muito fácil.", pontuou.

"Leva apenas algumas horas para plantar minas ali. E remover minas levaria meses. Então, pelo menos três a seis meses seriam necessários para remover essas minas que o Irã pode plantar na área em poucas horas."

"Leva apenas algumas horas para plantar minas ali. E remover minas levaria meses. Então, pelo menos três a seis meses seriam necessários para remover essas minas que o Irã pode plantar na área em poucas horas."

O analista afirmou que uma situação desse tipo teria impacto global.

"Isso seria um pesadelo para o mundo inteiro, é claro."

"Isso seria um pesadelo para o mundo inteiro, é claro."

Outros temas da entrevista

Na entrevista, Gholamzadeh também comentou a situação cotidiana em Teerã durante os ataques, afirmou que o Irã teria direito de buscar o assassinato do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu em um contexto de guerra e elencou o que considera mentiras contadas sobre seu país no Ocidente.

O analista também abordou a reação da população iraniana ao conflito, dizendo que ataques externos tendem a aumentar a unidade interna no país, e falou sobre os impactos econômicos e geopolíticos da guerra, especialmente para o mercado global de energia.

Ao longo da conversa, ele ainda discutiu a possibilidade de ampliação do conflito para outros países da região, o papel das bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio e os interesses estratégicos ligados ao petróleo iraniano.

A entrevista completa com Hamid Reza Gholamzadeh tem 44 minutos de duração e será exibida na íntegra na programação da TV Fórum.

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