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O golpe invisível

revistaoeste.com By Rodrigo Constantino 2026-03-13 959 words
O presidente Donald Trump declarou guerra à imigração ilegal e, em seu primeiro ano da nova gestão, conseguiu praticamente fechar as fronteiras e impedir a entrada de novos imigrantes sem visto. Seus adversários tentam criar a narrativa de que Trump é contra a imigração em si, mas isso é bobagem. Somente alguém muito desatento não nota o que está em curso: uma invasão deliberada de imigrantes ilegais para alterar drasticamente a política da nação.

Isso não é teor
ia da conspiração, mas sim um objetivo confessado por vários líderes de outros países, em especial do México, que busca uma espécie de "Reconquista". É o que mostra Peter Schweizer em The Invisible Coup ("O Golpe Invisível"), sobre como as elites americanas e potências estrangeiras passaram a utilizar a imigração como arma contra os Estados Unidos.

Diz o autor: "Dentre muitas nacionalidades e etnias, somos uma nação e mais fortes por isso. Mas outros países estão utilizando a imigração para os EUA para desestabilizar a nossa república democrática". Ele elabora o argumento com base nas mudanças ocorridas no perfil médio do imigrante:

Há meio século, as pessoas imigraram para cá em busca da liberdade e da oportunidade que só a América poderia proporcionar. Hoje, a migração em massa é cada vez mais concebida para promover agendas malévolas contra os Estados Unidos, incluindo a criação de redes políticas poderosas dentro do nosso país destinadas a minar-nos.

O que se passa com os Estados Unidos hoje, e já aconteceu com a Europa antes, é um "choque de civilizações" dentro do próprio país. E isso não é algo aleatório, mas sim deliberado, pensado por adversários externos e uma elite interna que têm interesse nessa agenda. Uma imigração descontrolada, por si só, já produz inúmeros problemas sociais. Mas quando os imigrantes se recusam a assimilar a cultura que os recebe, isso tem o potencial de criar um clima subversivo e revolucionário:

O fluxo de pessoas através da fronteira dos EUA não é apenas uma questão de imigração, economia e crime. É uma subversão política organizada, com as pessoas sendo utilizadas como ferramentas para minar a soberania do nosso país.

Aqueles que sabem o que estão fazendo trabalham para impedir que essa gente toda possa assimilar os valores americanos, transformando-os em agentes radicais de mudança política. O que está em jogo não é a raça, mas a corrupção do próprio Experimento Americano e, com ela, as liberdades que permitem que pessoas de todas as etnias prosperem juntas.

O primeiro inimigo dos Estados Unidos a usar conscientemente a imigração como arma foi Fidel Castro. Apelidado de "Plano Átila", o chefe do Setor 5 da agência de inteligência cubana lançou a operação. Os benefícios para Cuba e os custos para o seu principal inimigo, os Estados Unidos, eram claros. Castro poderia livrar o seu país de habitantes descontentes e muitas vezes pobres que não apoiavam o seu governo, ao mesmo tempo que usava a enxurrada de refugiados legítimos como camuflagem humana para a exportação estratégica de criminosos violentos, psicopatas, agentes de inteligência e traficantes de drogas para perturbar a pátria americana. Seguir-se-iam a violência e o caos nos EUA, juntamente com os lucros do comércio de drogas.

Num mês, 75 mil cubanos foram transportados para os Estados Unidos. Pouco tempo depois, o número tinha subido para 125 mil. Os americanos que participaram do transporte pensaram que se tratava de uma missão de resgate. Mas foi, na verdade, uma invasão. Criminosos violentos, alguns mentalmente instáveis, eram parte integrante do plano. As estimativas eram de que 16 mil a 20 mil criminosos foram distribuídos entre os migrantes.

Além disso, 300 a 400 outros agentes, fazendo-se passar por refugiados, chegaram para estabelecer operações de distribuição de drogas nos Estados Unidos, principalmente heroína e cocaína. As drogas contribuiriam para a decadência social na América, ao mesmo tempo que gerariam receitas para o governo cubano. O presidente à época, Jimmy Carter, fora enganado pela esperteza de Castro, e achava que estava prestando um serviço humanitário ao "resgatar" esses cubanos todos.

Castro, portanto, foi o primeiro líder moderno a utilizar a migração de forma eficaz contra uma superpotência e vencer. Quando ele fundou o Foro de São Paulo com Lula, esse tema seria de grande importância dentro da estratégia dos comunistas. A instrumentalização da migração em massa se tornaria um dos pilares do Foro de SP, levando à sua declaração: "Um mundo sem fronteiras e com cidadania universal é o que orienta a nossa luta pela emancipação".

Os traficantes gostaram da ideia de fronteiras porosas, especialmente para os Estados Unidos, seu maior mercado. Fronteiras permeáveis facilitam a circulação de seus produtos — cocaína, heroína e seres humanos. Aquilo que começou como uma pequena reunião de comunistas em São Paulo na década de 1990 rapidamente cresceu para se tornar uma megaorganização. Em 2009, os membros do Foro de São Paulo estavam no comando de 14 países da América Latina. Como Lula refletiu mais tarde: "Quando [criamos] o Foro de São Paulo, nenhum de nós imaginava que em apenas duas décadas chegaríamos aonde estamos".

A imigração em massa foi um dos instrumentos usados para desestabilizar o adversário capitalista. Daí se compreende melhor a iniciativa recente de Trump de criar o "Escudo das Américas", com governos conservadores (Lula, obviamente, não foi convidado). É uma forma de se contrapor ao Foro de São Paulo, que o secretário de Estado Marco Rubio conhece muito bem. Controlar as fronteiras e combater o narcotráfico são missões essenciais nessa luta. Classificar o PCC e o CV como grupos terroristas seria um passo importante. Por isso, Lula reage e fala de "soberania": ele teme que seus parceiros traficantes sejam prejudicados nesse processo. A soberania ameaçada não é a do Brasil, mas a do narcoestado criado com a cumplicidade do PT.

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