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Operação mira grupo chinês ligado ao PCC suspeito de movimentar até R$ 1,1 bilhão

veja.abril.com.br By Bruno Caniato 2026-02-12 343 words
Operação mira grupo chinês ligado ao PCC suspeito de movimentar até R$ 1,1 bilhão

Empresa atua na distribuição de eletrônicos para todo o país; investigações apontam complexo esquema financeiro para lavar dinheiro da facção

Uma empresa de eletrônicos de origem chinesa sediada em São Paulo é alvo de operação nesta quinta-feira, 12, por suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). As investigações apontam que o grupo criminoso, atuando como fachada, chegou a movimentar 1,1 bilhão de reais em sete meses em valores suspeitos.

O esquema, segundo as autoridades, envolve um complexo sistema de fluxo de caixa para ocultar a origem de valores supostamente arrecadados com a venda de equipamentos eletrônicos para todo o Brasil. Os pagamentos dos clientes seriam redirecionados da plataforma principal para companhias de fachada, que operavam como contas-laranja, enquanto outras empresas seriam responsáveis pela emissão de notas fiscais.

Entre os sócios do grupo chinês investigado estão integrantes ligados ao PCC, que também aparecem como proprietários de imóveis de luxo vinculados à empresa. De acordo com as investigações, a entrada da facção criminosa no esquema visava a blindagem do patrimônio, e as autoridades apuram se houve lavagem de dinheiro originado do tráfico de drogas ou outras atividades ilícitas.

Na manhã de hoje, são cumpridos três mandados de prisão e vinte de busca e apreensão em endereços localizados em São Paulo e Santa Catarina — o valor bilionário bloqueado inclui 25 milhões de reais em imóveis de alto padrão e veículos de luxo, além de contas de fachada utilizadas para movimentar o dinheiro e aplicações do mercado financeiro em diversas modalidades.

A operação deflagrada nesta quinta-feira é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Proteção ao Patrimônio Público (Gaepp), do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), em conjunto com o Departamento de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil e com a Secretaria da Fazenda de São Paulo (Sefaz-SP). Atuam na força-tarefa cerca de cem policiais civis, além de vinte auditores da Receita Estadual e dois promotores de Justiça que realizam buscas em endereços ligados à organização criminosa.

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