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Silvia Penna: “A Uber nunca pode esquecer que as viagens acontecem no dia a dia real das pessoas”

exame.com By Esfera Brasil 2026-03-16 503 words
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Silvia Penna foi premiada na categoria Inovação e Tecnologia do 5º Prêmio Mulheres Exponenciais, da Esfera Brasil. (Divulgação / Esfera Brasil)

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Publicado em 16 de março de 2026 às 21h52.

Quando Silvia Penna entrou na Uber, há quase uma década, a empresa ainda consolidava sua presença no Brasil. Engenheira civil de formação, ela começou na área de operações — posição que, segundo a própria executiva, moldou profundamente sua forma de liderar o negócio. Hoje, quatro anos após assumir o cargo de diretora-geral Brasil na Uber, segue recorrendo aos aprendizados do "campo" para orientar decisões estratégicas.

"É muito importante lembrar que as viagens acontecem fisicamente no dia a dia das pessoas", afirma. Para ela, esse olhar operacional é essencial em uma empresa que combina tecnologia e mobilidade urbana. Embora a plataforma funcione como um marketplace digital, o impacto da atividade se materializa nas ruas, na experiência de usuários e motoristas parceiros.

Silvia foi premiada na categoria Inovação e Tecnologia do 5º Prêmio Mulheres Exponenciais, da Esfera Brasil, realizado no dia 3 de março. Segundo a executiva, o tamanho do mercado brasileiro exige atenção às diferentes realidades locais. O serviço se consolidou como parte da mobilidade urbana em grandes centros e também em cidades menores, muitas vezes complementando o transporte público. Um dos usos mais frequentes do aplicativo, por exemplo, é a chamada "primeira e última perna" de deslocamento — o trajeto que conecta estações de metrô ou ônibus à casa do usuário.

Para compreender melhor os desafios da plataforma, Silvia mantém um hábito pouco comum entre CEOs: ocasionalmente dirige como motorista parceira. A prática também é incentivada entre lideranças da empresa no País. A ideia é experimentar, na prática, as dificuldades e oportunidades enfrentadas por quem está na ponta da operação.

Participação feminina

Outro tema que mobiliza a executiva é a ampliação da participação feminina entre motoristas. Hoje, as mulheres representam cerca de 8% dos condutores cadastrados na plataforma. Embora o número ainda seja reduzido, ela destaca que houve crescimento de 160% nos últimos anos, impulsionado por iniciativas voltadas à segurança e ao incentivo à entrada de novas motoristas.

Entre essas iniciativas está o recurso Uber Mulher, que permite às passageiras priorizar corridas com motoristas do mesmo gênero. A ferramenta, testada inicialmente em algumas cidades, vem sendo expandida para capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Recife e Salvador.

Internamente, Silvia Penna afirma buscar uma liderança baseada em proximidade e transparência. Para ela, ouvir equipes e incentivar a circulação de ideias é fundamental em uma empresa que opera em ritmo acelerado. "As ideias valem mais do que a hierarquia", diz.

Ao pensar no legado que gostaria de deixar, a executiva evita referências a cargos ou resultados financeiros. Prefere destacar princípios. "Eu gostaria de ser lembrada como alguém que tomou decisões pensando em fazer a coisa certa", pondera — especialmente em um negócio que impacta milhões de pessoas todos os dias.

Assista ao vídeo completo da entrevista com Silvia Penna:

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