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Mercado debate quando e quanto a Selic vai cair

oantagonista.com.br By José Inácio Pilar 2026-03-16 366 words
Mercado debate quando e quanto a Selic vai cair

Decisão do Copom nessa semana sobre primeiro corte da taxa de juros Selic deve pautar expectativas para crédito e investimentos

A semana da reunião do Copom, o Comitê de Política Monetária do Banco Cent
ral, começou com uma convicção quase consensual dos investidores de que o ciclo de queda da Selic deve começar agora, depois de meses com a taxa em 15%.

A divergência aparece no tamanho do primeiro passo. Parte importante do mercado passou a projetar corte de 0,25 ponto percentual, enquanto outra parcela ainda aposta em redução de 0,50 ponto.

Grande parte dos economistas e gestores concorda sobre o início do movimento, mas segue dividida sobre a velocidade da flexibilização monetária.

Algumas casas avaliam que o nosso Banco Central tende a i
niciar o ciclo de forma gradual para observar a trajetória da inflação e o comportamento do câmbio.

Outras instituições defendem um movimento mais forte já na primeira reunião para sinalizar mudança de direção após um período prolongado de política restritiva.

A diferença de leituras se deve ao ambiente externo mais instável e à incerteza sobre o impacto de commodities energéticas, como petróleo, diesel e gás natural.

A principal dúvida entre economistas já não é mais se a taxa básica cairá, mas qual será o tamanho inicial do corte. Parte das projeções considera redução de 0,25 ponto por causa das incertezas ligadas ao conflito no Oriente Médio e ao avanço recente do valor do petróleo, que já está gerando aumento de preços dos combustíveis no Brasil, fatores que tendem a pressionar a inflação.

Mesmo assim, alguns analistas veem espaço para corte maior, de 0,50 ponto
, diante de sinais de desaceleração gradual da nossa atividade econômica.

Esse debate ganhou peso porque projeções de mercado indicam trajetórias diferentes para a taxa ao longo do ano. Estimativas mostram cenários com Selic em torno de 12,5% no fim de 2026, embora algumas casas trabalhem com níveis um pouco menores ou maiores, dependendo do ritmo de cortes.

O ponto comum entre analistas é que a decisão inicial do Copom tende a influenciar as expectativas para crédito, consumo e investimentos nos próximos meses, enquanto investidores recalibram apostas em renda fixa e bolsa.

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