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PP quer definir vice até vinda de Flávio Bolsonaro ao RS

correiodopovo.com.br By Correio do Povo; Flávia Simões 2026-03-16 503 words
Após um início de relação conturbado, as bancadas estaduais e federais do PP e do PL realizaram, nesta segunda-feira, sua primeira reunião conjunta. O encontro serviu para os partidos compartilharem as primeiras estratégias para a disputa ao Palácio Piratini. Os deputados discutiram, também, a organização para a vinda do pré-candidato à presidência ao Rio Grande do Sul, Flávio Bolsonaro (PL).

Marcado para 11 de abril, o desembarque de Flávio no Estado intensifica no PP as discussões sobre quem irá disputar a vaga de vice-governador ao lado de Luciano Zucco (PL), que deverá encabeçar a chapa. Entre as opções, dois nomes se destacam: o do senador Luís Carlos Heinze, que foi, inclusive, convidado por Zucco para ocupar o posto ainda em 2025. E a deputada estadual Silvana Covatti, que tem a simpatia da bancada feminina.

Apesar de não comparecer no encontro – um almoço em um restaurante da Capital –, o senador fez um movimento em torno de seu nome: encaminhou a todos os deputados uma mensagem defendendo sua indicação e afirmando que seu nome encontra "respaldo real".

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Presidente estadual do PP e deputado federal, Covatti Filho não adianta qualquer decisão, tampouco garante que o nome será escolhido até dia 11, embora esse fosse o cenário perfeito. Acontece que Covatti quer realizar as discussões sobre a definição sem inflamar os ânimos dentro do partido que ainda se recupera de um racha.

A fissura se deu em função dos anseios de diferentes alas do partido.
Uma delas tinha como líder o deputado estadual Ernani Polo, que defendia a candidatura própria ou uma aliança ao candidato do governo, o vice-governador Gabriel Souza (MDB). Enquanto a outra parte, que saiu exitosa, defendia a aliança com o PL.

Com o recuo de Ernani, que vinha tentando emplacar seu nome, o caso se deu por vencido, mas a divisão ainda é perceptível: o deputado não compareceu na reunião com o PL desta segunda. Os deputados Frederico Antunes, que é líder do governo, e Adolfo Brito, também não. Ambos integravam o grupo de Ernani.

Sanados os problemas internos, Covatti ainda precisa resolver outra pendência na sua aliança com o PL: a indicação ao Senado. Isso porque a proposta do PL ao PP previa, além da vaga de vice-governador, uma das duas vagas à Câmara Alta. Entretanto, a chapa de Zucco já está completa, com os deputados federais Marcel van Hattem (Novo) e Sanderson (PL) como pré-candidatos.

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