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“Não precisamos de ajuda”, diz Trump após OTAN negar apoio no Irã

ultimosegundo.ig.com.br By Vitor Hugo Girotto 2026-03-17 442 words
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (17) que países da OTAN recusaram apoiar a operação militar contra o Irã no Oriente Médio e declarou: "não precisamos da ajuda de ninguém".

A negativa dos aliados ocorre após pressão dos Estados Unidos para que países da OTAN ajudassem a desbloquear o Estreito de Ormuz, rota considerada essencial para o mercado mundial de petróleo

O presidente também criticou a aliança militar e disse não se surpreender com a decisão. "Sempre considerei a OTAN, onde gastamos centenas de bilhões de dólares por ano protegendo esses mesmos países, como uma via de mão única — nós os protegeremos, mas eles não farão nada por nós, em particular, em um momento de necessidade", afirmou.

Trump declarou que as forças dos Estados Unidos tiveram sucesso nas ações contra o Irã e que isso reduz a necessidade de apoio externo. "Destruímos as Forças Armadas do Irã — sua Marinha acabou, sua Força Aérea acabou, sua defesa antiaérea e seus radares acabaram", disse.

"Seus líderes, em praticamente todos os níveis, se foram, para nunca mais nos ameaçar, aos nossos aliados no Oriente Médio ou ao mundo", escreveu na declaração.

Guerra no Oriente Médio

Os Estados Unidos e Israel bombardearam o Irã em 28 de fevereiro. O ataque atingiu instalações militares e estruturas consideradas estratégicas pelo regime iraniano. Explosões foram registradas na capital, Teerã, e em outras cidades importantes para o Regime Aiatolá.

O ataque matou o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei. A confirmação da morte foi divulgada, horas depois dos primeiros ataques, pela imprensa estatal iraniana. Os ataques e a perda do principal líder político e religioso do Irã provocou reação imediata do governo. Mojtaba Khamenei, filho de Ali, assumiu o posto.

O Irã respondeu com ataques contra alvos ligados aos Estados Unidos e a Israel no Oriente Médio. Foram disparados mísseis e drones contra bases militares e infraestruturas estratégicas em diferentes países do Oriente Médio.

A Guarda Revolucionária iraniana anunciou, nos dias seguintes, o fechamento do Estreito de Ormuz. A passagem
marítima conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é uma das principais rotas usadas para exportação de petróleo no mundo.

No estreito passam cerca de 20% do petróleo transportado por navios no planeta. Autoridades iranianas afirmaram que embarcações que tentassem atravessar a área poderiam ser atacadas.

Para autorizar a travessia pelo estreito, o Irã colocou como condição da passagem à retirada da embaixada dos Estados Unidos do país de origem da embarcação e vice-versa.

Os Estados Unidos negam que a rota tenha sido completamente bloqueada. Porém, desde então, incidentes envolvendo navios comerciais passaram a ser registrados no entorno da passagem.

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