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De férias com o golpe | Intercept Brasil

theintercept.com/brasil By Fabiana Moraes 2026-01-31 203 words
Janeiro: mês de férias, de renovação, de torcer por um tempo melhor.

Janeiro: mês de tentativa de golpes, de invasão de país, de sequestro de ditador, de massacres.

É foda constatar, mas nos últimos tempos parece que roubaram de vez o nosso desejoso "Feliz Ano Novo". Aquele troço-sentimento-coisa que a gente, por mais clichê que seja, deseja de verdade e vem carregado de fé, de "força na peruca!", de vontade real de amor e paz.

Mas, nos últimos anos, nem bem tiramos a roupa branca dividida em 3x no cartão de crédito e lá vem bomba: invasão do Capitólio nos EUA (2021); destruição da Praça dos Três Poderes no Brasil (2023); invasão e sequestro de Nicolás Maduro (e sua mulher, Cilia Flores, 2026); massacre de milhares de pessoas no Irã (também 2026).

Acompanhei todos estes eventos dentro do time de quem tem a sorte de estar de férias nesse começo de ano, quando há um sol para cada brasileira/o. É uma experiência meio doida e um bocado estranha: lá está você aproveitando um belíssimo dia à beira mar, embalada pelo citado troço-sentimento-coisa típico do Réveillon, quando no seu celular, na rádio e na televisão, começam a pipocar imagens de depredação, gritaria e mortes.

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