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Pacheco deve acompanhar, pela segunda vez no ano, agenda de Lula em Minas

otempo.com.br By Érika Giovannini 2026-03-17 656 words
O senador Rodrigo Pacheco (PSD) deve acompanhar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas agendas oficiais previstas para a próxima sexta-feira (20/3) em Betim e Sete Lagoas. A visita do presidente a Minas ainda não foi confirmada pelo Palácio do Planalto, mas parlamentares informaram a O TEMPO que Lula estará no estado para inauguração de uma usina fotovoltaica e entrega de ônibus escolares.

A previsão de Pacheco desembarcar no estado junto com o presidente foi trazida por alguns interlocutores. Se a expectativa se concretizar, essa será a segunda vez que o senador aparece ao lado de Lula em Minas Gerais, após dividirem palanque em sete compromissos ao longo de 2025.

Há quase dois anos, em junho de 2024, Lula já apontava o senador como seu preferido para a disputa pelo Palácio Tiradentes. O "sim" definitivo ainda não veio, mas nesta terça-feira (17/3), o senador, que raramente faz publicações nas redes sociais, usou seu perfil do Instagram para exaltar a parceria com o governo Lula. Além disso, interlocutores informaram a O TEMPO que o senador vai deixar o PSD até o dia 3 de abril. A data marca o fim da janela partidária — período em que, neste ano, deputados podem mudar de partido sem perder o mandato.

Apesar do futuro político de Pacheco ainda ser incerto, o movimento de migrar de legenda até o final da janela indica uma intenção de Pacheco disputar as eleições deste ano. Isso porque como senador, ele não está sujeito à regra da janela e poderia trocar de partido a qualquer momento sem risco de perda de mandato. No entanto, para disputar o governo de Minas, precisará estar filiado ao partido que pretende representar até seis meses antes da eleição, que, neste ano, seria 4 de abril.

Agendas Pacheco e Lula

A última vez que Lula e Pacheco estiveram juntos em Minas foi no final de fevereiro para uma visita a Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa, na Zona da Mata, cidades fortemente atingidas por volumes intensos de chuva durante a semana. Na ocasião, a presença de Pacheco "quebrou o gelo" após o parlamentar ter ficado um tempo sem aparecer nas agendas de Lula. Lula chamou Pacheco de "convidado especial" e brincou que eles ficaram sem conversar por muito tempo

Em 2025, Pacheco também era presença constante nas agendas de Lula no estado. Entretanto, recusou um convite feito em dezembro, quando houve uma viagem do presidente a Itabira, na região Central de Minas. Aquela seria a primeira agenda no estado após o senador receber do próprio presidente a confirmação de que não seria indicado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar de ser cotado para a disputa ao governo de Minas, a preferência do parlamentar era pela cadeira no tribunal, conforme interlocutores.

Antes, em setembro os dois estiveram juntos em solo mineiro durante a agenda de Lula no Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte. Na ocasião, o petista esteve na capital mineira para lançar o programa Gás do Povo. Naquela ocasião, Pacheco voltou a ser tratado como pré-candidato e chegou a ser chamado de "futuro governador" pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD).

Em abril, desembarcaram em Montes Claros, no Norte de Minas, durante agenda do presidente em evento que anunciou investimentos de R$ 6,4 bilhões da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk na expansão de sua fábrica no estado.

Dois meses depois, em junho, eles apareceram juntos em Contagem, na Região Metropolitana de BH, e em Mariana, na região Central. Na ocasião, Pacheco não só figurou ao lado do petista como também adotou um discurso de pré-candidato, com críticas ao governador de Minas, Romeu Zema (Novo), e declarações que pregavam a reconstrução do estado.

Em julho, Lula e Pacheco voltaram a dividir o palanque durante visita do presidente da República a Minas Novas, no Vale do Jequitinhonha. Um mês depois, em agosto, eles apareceram novamente lado a lado durante passagens por Contagem e Montes Claros.

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