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Flávio esteve com Moraes para pedir prisão domiciliar a Bolsonaro

otempo.com.br By O TEMPO Politica 2026-03-17 519 words
BRASÍLIA - O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse, na noite desta terça-feira (17/3), que esteve com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para reforçar o pedido de prisão domiciliar humanitária ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A reunião aconteceu na Suprema Corte antes da visita de Flávio a Bolsonaro no hospital DF Star, em Brasília, onde o ex-presidente está internado desde a última sexta-feira (13/3). O senador atua oficialmente como advogado do pai no STF desde o início de março. Paulo Cunha Bueno, também advogado do ex-presidente, esteve presente.

Entenda: Defesa de Jair Bolsonaro inclui Flávio como advogado do pai no STF

"Foi uma conversa objetiva como advogados que pediram audiência com o juiz da causa. Foi bastante tranquila, mas objetiva, onde nós expusemos nossas razões e ele, no momento oportuno, ficou de avaliar esse novo pedido", contou Flávio. "(Moraes) Não deu prazo para a decisão. Ele tem o tempo que achar necessário como juiz da causa", acrescentou.

A defesa de Bolsonaro protocolou no STF nesta terça-feira um novo pedido de prisão domiciliar humanitária por conta
das condições de saúde do ex-presidente, diagnosticado com broncopneumonia bacteriana nos dois pulmões.

Na nova manifestação, a defesa pede que Moraes reconsidere a decisão do dia 4 de março, que negou a transferência do regime prisional de Bolsonaro. Segundo os
advogados, o ex-presidente apresenta um "quadro de fragilidade clínica relevante", que passa de "hipóteses abstratas ou de risco meramente projetado" para a "concretização de evento clínico grave".

Na Papudinha, onde está preso desde janeiro, Bolsonaro tem acesso a uma equipe médica de prontidão, mas a defesa afirma que a estrutura montada não é mais compatível com os riscos que o ex-presidente corre.

"A partir
desse dado objetivo, verifica-se que a permanência do Peticionário no atual ambiente de custódia expõe o quadro clínico a um risco progressivo, na medida em que a ausência de vigilância contínua e de intervenção imediata favorecem a repetição de eventos semelhantes, com potencial de maior gravidade, especialmente em cenário de comorbidades múltiplas e já documentadas", diz a peça.

Os advogados citam, como exemplo, que Bolsonaro sentiu os primeiros sintomas às 2h da manhã da última sexta-feira, mas o atendimento médico chegou às 6h45.

"A prisão
domiciliar humanitária, nesse contexto, não se apresenta como medida de privilégio, mas como providência necessária para assegurar condições mínimas de tratamento médico adequado, de modo a não se operar uma ampliação indevida dos riscos clínicos", afirma a defesa.

O último boletim médico divulgado pelo DF Star informa que Bolsonaro apresenta melhora em seu quadro de saúde e confirma
que ele foi transferido para uma um novo quarto de UTI. Ele passou de "cuidados intensivos" para "cuidados intermediários", segundo a assessoria do hospital.

"Ontem, no período vespertino, foi transferido para uma nova acomodação em terapia intensiva, mais adequada para o quadro clínico atual. Manteve melhora clínica e laboratorial nas últimas 24 horas, com nova queda nos marcadores inflamatórios. Segue em tratamento com antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora. Não há previsão de alta da UTI neste momento", informa o boletim.

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