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S&P 500 e Nasdaq batem recorde com aposta no fim da guerra

exame.com · Caroline Oliveira · 2026-04-15 · 1,108 words
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Perspective Balance 4
Contextual Depth 4
Language Neutrality 5
Transparency 5
Logical Coherence 5
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S&P zera perdas da guerra: S&P já havia recuperado as perdas acumuladas desde o início da guerra e agora opera quase 2% acima do nível observado antes do começo dos confrontos, no fim de fevereiro (wirestock/Freepik)

Caroline Oliveira

Colaboradora na Exame

Publicado em 15 de abril de 2026 às 18h29.

O S&P 500 atingiu uma nova máxima histórica nesta quar
ta-feira, 15, diante de um maior apetite por risco com a expectativa de redução das tensões geopolíticas e de uma temporada forte de resultados corporativos. O indicador subiu 0,80%, aos 7.022,89 pontos, fechando acima do nível de 7 mil pontos pela primeira vez na história.

O Nasdaq também avançou 1,59%, aos 24.016,017 pontos, alcançando a marca inédita de 24 mil pontos. Enquanto que, na contramão, o índice Dow Jones teve queda de 0,15%, aos 48.463,72 pontos.

O S&P já havia recuperado as perdas acumuladas desde o início da guerra e agora opera quase 2% acima do nível observado antes do começo dos confrontos, no fim de fevereiro.

O índice acumula alta superior a 2% nesta semana e caminha para o terceiro avanço semanal consecutivo — sequência que não era observada após outubro. Além disso, desde 30 de março, quando atingiu o ponto mais baixo da recente onda de vendas, o índice já subiu 12%, de acordo com o The New York Times.

O movimen
to marca uma mudança relevante no posicionamento dos investidores. Mesmo com a guerra ainda em curso, o mercado passou a precificar um cenário de escalada limitada no curto prazo — leitura reforçada pelas sinalizações diplomáticas recentes.

O presidente Donald Trump afirmou que as negociações com o Irã para encerrar o conflito podem ser retomadas em breve e resultar em um acordo, após o fracasso das conversas realizadas no fim de semana no Paquistão.

Quando as hostilidades começaram, em 28 de fevereiro, os mercados reagiram com forte aversão ao risco. Dados da R
euters apontam que o S&P 500 chegou a cair até 9%, enquanto o choque no petróleo reacendeu preocupações com inflação e trajetória de juros nos EUA.

Outros índices chegaram a confirmar correção no período. O Nasdaq Composite e o Dow Jones Industrial Average recuaram mais de 10% em relação às máximas recentes.

Agora, a percepção de risco geopolítico diminuiu parcialmente e abriu espaço para a recomposição das posições em ativos de risco. "O mercado está operando supondo que já vimos o pior do conflito", disse Stefano Pascale, analista de ações do Barclays, para o NY Times.

A recuper
ação recente se espalhou pelo mercado norte-americano: mais de 80% das empresas do S&P 500 já valem mais do que no fim de março, segundo o NY Times. O Russell 2000, índice que reúne companhias menores e mais sensíveis ao ciclo econômico, avançou mais de 12% desde 30 de março e iniciou o pregão desta quarta-feira apenas 0,5% abaixo de seu recorde histórico de janeiro.

Apesar do movimento positivo, analistas seguem alertando para riscos relevantes no cenário. Conforme d
ivulgado pelo NY Times, o Bank of America afirmou que as ações norte-americanas ainda enfrentam "riscos de cauda dupla", especialmente caso o conflito volte a escalar. "O risco óbvio é que ainda não tenhamos visto o pior do conflito", disse Pascale ao jornal.

Outro fator relevante por trás da recuperação recente é a expectativa de uma temporada sólida de balanços corporativos. De acordo com a Reuters, executivos de grandes bancos afirmaram que o consumidor norte-americano permanece resiliente e que o fluxo de negócios e de IPOs segue robusto, apesar do choque provocado pela alta do petróleo.

Segundo dados compilados pela LSEG e divulgados pela agência, analistas projetam que as empresas do S&P 500 devem registrar US$ 605,1 bilhões em lucros no primeiro trimestre, acima dos US$ 598,7 bilhões apurados no mesmo período do ano anterior.

Já o The New York Times destaca a expectativa de um sexto trimestre consecutivo de crescimento de lucros em dois dígitos — o que pode configurar a melhor temporada de resultados em cerca de cinco anos e ajudar a sustentar os níveis de avaliação das empresas após a volatilidade observada em março.

Com a melhora das projeções, diversas corretoras passaram a interpretar a queda recente das bolsas como uma oportunidade de compra, já que o conflito reduziu temporariamente os valuations das ações.

"Como os lucros corporativos são o principal motor dos retornos das ações, esse nível de crescimento firme dos ganhos é um sinal incrivelmente positivo, dado que o mercado foi castigado no primeiro trimestre pelo fechamento efetivo do Estreito de Ormuz, que levou os preços do petróleo a dispararem para alguns dos níveis mais altos em décadas", disse Hardika Singh, estrategista da Fundstrat, ao jornal.

Entre os destaques da temporada, o JPMorgan Chase reportou lucro de US$ 17 bilhões no primeiro trimestre, acima das estimativas. O banco reduziu levemente sua projeção anual, mas ainda espera resultados superiores a US$ 100 bilhões em 2025. Conforme divulgado pelo NY Times, executivos destacaram preocupação com o impacto dos custos de energia sobre os consumidores, mas ressaltaram que o mercado de trabalho permanece sólido.

Outras instituições, como Goldman Sachs, Citigroup e Bank of America, também divulgaram resultados robustos nesta semana.

Apesar da recuperação, o cenário segue dependente da evolução geopolítica. Uma nova e
scalada do conflito poderia testar novamente a confiança dos investidores. Segundo o NY Times, parte dos analistas considera a reação dos mercados otimista demais diante do cenário ainda incerto no mercado de energia.

O Estreito de Ormuz — rota estratégica por onde passa parcela relevante do petróleo global — permanece com circulação restrita. Mesmo com
um eventual acordo formal de paz, especialistas avaliam que a normalização logística pode levar tempo, com impactos persistentes sobre portos e infraestrutura energética. A alta dos preços de petróleo e gás já vem pressionando a inflação nos Estados Unidos e afetando a confiança do consumidor.

Nesta terça-feira, 14, o Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou que interrupções prolongadas no mercado de energia podem desacelerar o crescimento global, elevar a inflação e aumentar o risco de recessão.

Ainda que os riscos ligados à guerra diminuam, outras preocupações que já estavam presentes antes do início das hostilidades tendem a voltar ao foco do mercado — especialmente incertezas relacionadas ao impacto econômico da inteligência artificial sobre empresas e setores.

Além disso, cresce a atenção sobre o segmento de crédito privado, em que gestores relatam aumento do risco de resgates diante da postura mais cautelosa de investidores, de acordo com a Reuters.

Ainda assim, o fato de o S&P 500 renovar máximas históricas em meio a um conflito ativo reforça a leitura predominante no mercado: no curto prazo, investidores voltaram a priorizar fundamentos corporativos e perspectivas de lucros — mesmo com a geopolítica ainda no radar.

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Source classification (primary/secondary/tertiary), named vs anonymous, expert credentials, variety

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Good use of named secondary sources (analysts, institutions) and clear attribution to major news agencies, but lacks primary sources like direct interviews.

Findings 3

" Stefano Pascale, analista de ações do Barclays, para o NY"

Named expert source with affiliation.

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" Hardika Singh, estrategista da Fundstrat, ao jornal"

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" Conforme divulgado pelo NY Times, o Bank of America afirmou que as açõ"

Attributed secondary source (institution via media).

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Perspective Balance 4/5
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Acknowledgment of multiple viewpoints, counterarguments, and balanced presentation

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Article acknowledges both the positive market recovery and persistent risks/concerns, presenting a balanced view.

Findings 3

" Apesar do movimento positivo, analistas seguem alertando para riscos relevantes no cenário. Conforme d"

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Quote presenting a cautionary view.

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Acknowledges ongoing uncertainty.

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Background information, statistics, comprehensiveness of coverage

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Provides good historical context, statistical data on market movements, and background on geopolitical and economic factors.

Findings 4

" Quando as hostilidades começaram, em 28 de fevereiro, os mercados reagiram com forte aversão ao risco. Dados da R"

Provides historical starting point.

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Language Neutrality 5/5
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Absence of loaded, sensationalist, or politically biased language

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Language is consistently factual, descriptive, and neutral throughout, with no observed sensationalist or politically loaded terms.

Findings 3

" O S&P 500 atingiu uma nova máxima histórica nesta quar"

Neutral reporting of fact.

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Descriptive, neutral analysis.

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Author attribution, dates, methodology disclosure, quote attribution

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Findings 3

"Publicado em 15 de abril de 2026 às 18h29."

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" de acordo com o The New York Times. O movimen"

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Logical Coherence 5/5
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Internal consistency of claims, absence of contradictions and unsupported causation

Summary

Article presents a logically consistent narrative linking market recovery to shifting risk perceptions and corporate earnings, with no detected contradictions or unsupported leaps.

Core Claims

"The S&P 500 and Nasdaq reached record highs due to expectations of reduced geopolitical tensions and strong corporate earnings."

Attributed to market analysts (e.g., Stefano Pascale, Hardika Singh) and data from Reuters/NY Times. Named secondary

"Markets are now pricing in limited short-term escalation of the conflict, despite it still being active."

Attributed to analyst Stefano Pascale via The New York Times. Named secondary

"Significant risks remain, including potential conflict re-escalation and persistent energy market disruptions."

Attributed to the Bank of America and analysts via The New York Times. Named secondary

Logic Model Inspector

Consistent

Extracted Propositions (8)

  • P1

    "S&P 500 rose 0.80% to 7,022.89 points on April 15, 2026."

    Factual
  • P2

    "Nasdaq advanced 1.59% to 24,016.017 points on the same day."

    Factual
  • P3

    "S&P 500 now operates almost 2% above its pre-war level from late February."

    Factual
  • P4

    "JPMorgan Chase reported a Q1 profit of $17 billion, above estimates."

    Factual
  • P5

    "Expectation of reduced geopolitical tensions causes increased risk appetite in markets."

    Causal
  • P6

    "Strong corporate earnings projections causes support for stock valuations."

    Causal
  • P7

    "Closure of the Strait of Hormuz causes led oil prices to surge to multi-decade highs."

    Causal
  • P8

    "Prolonged energy market disruptions causes could slow global growth and increase inflation/recession risk."

    Causal

Claim Relationships Graph

Contradiction
Causal
Temporal
View Formal Logic Representation
=== Propositions ===
P1 [factual]: S&P 500 rose 0.80% to 7,022.89 points on April 15, 2026.
P2 [factual]: Nasdaq advanced 1.59% to 24,016.017 points on the same day.
P3 [factual]: S&P 500 now operates almost 2% above its pre-war level from late February.
P4 [factual]: JPMorgan Chase reported a Q1 profit of $17 billion, above estimates.
P5 [causal]: Expectation of reduced geopolitical tensions causes increased risk appetite in markets.
P6 [causal]: Strong corporate earnings projections causes support for stock valuations.
P7 [causal]: Closure of the Strait of Hormuz causes led oil prices to surge to multi-decade highs.
P8 [causal]: Prolonged energy market disruptions causes could slow global growth and increase inflation/recession risk.

=== Causal Graph ===
expectation of reduced geopolitical tensions -> increased risk appetite in markets
strong corporate earnings projections -> support for stock valuations
closure of the strait of hormuz -> led oil prices to surge to multidecade highs
prolonged energy market disruptions -> could slow global growth and increase inflationrecession risk

All claims are logically consistent. No contradictions, temporal issues, or circular reasoning detected.

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