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Três anos após o crime, 5 envolvidos no extermínio de 10 pessoas de uma mesma família foram condenados. Penas, somadas, chegam a 1.258 anos
atualizado
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Três anos após o caso que ficou conhecido como a maior chacina do Distrito Federal, cinco envolvidos no extermínio de 10 integrantes de uma mesma família foram condenados pelo Tribunal de Júri de Planaltina. As penas, somadas, chegam a 1.258 anos de prisão.
Ao longo de seis dias, sete jurados ouviram 18 testemunhas, debates entre o Ministério Público e defesas, além dos cinco réus. Nesse sábado (18/4), depois de 11 horas de votação dos 500 quesitos apresentados, o júri decidiu sobre a matéria de fato e se os acusados deveriam ser condenados ou absolvidos.
Os homicídios que chocaram a capital da República ocorreram entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023. Durante esse período, criminosos sequestraram, degolaram, esquartejaram e carbonizaram as vítimas, incluindo crianças, para tomar um terreno avaliado em R$ 2 milhões – que nem sequer pertencia aos mortos. O plano, então, era assassinar toda a família para que não sobrassem herdeiros.
Confira os crimes pelos quais os envolvidos foram condenados:
Gideon Batista de Menezes: apontado como o mentor do crime, Gideon foi condenado por 10 homicídios qualificados, ocultação e destruição de cadáver, corrupção de menores, sequestro e cárcere privado, extorsão mediante sequestro, constrangimento ilegal com uso de arma, associação criminosa e roubos. A pena total estipulada a ele foi de 397 anos, oito meses e quatro dias de reclusão.
Horácio Carlos Ferreira Barbosa: considerado a segunda mente por trás dos crimes, Horácio foi condenado por 10 crimes de homicídio qualificado, ocultação e destruição de cadáver, corrupção de menores, extorsão mediante sequestro, sequestro e cárcere privado, constrangimento ilegal com uso de arma, associação criminosa, roubos e fraude processual. No total, ele deverá cumprir 300 anos, seis meses e dois dias de reclusão.
Carlomam dos Santos Nogueira: segundo o Ministério Público, Carlomam teve participação direta nos sequestros e mortes. Ele foi condenado por 10 homicídios, extorsão mediante sequestro, corrupção de menor, ocultação e destruição de cadáver, sequestro e cárcere privado, ameaça com uso de arma, associação criminosa, constrangimento ilegal com uso de arma e roubos. A pena determinada a Carlomam foi de 351 anos, um mês e quatro dias de reclusão.
Fabrício Canhedo Silva: condenado por cinco homicídios qualificados, extorsão mediante sequestro, ocultação e destruição de cadáver, corrupção de menores, associação criminosa, roubos, corrupção de menores e fraude processual. A pena definida para Fabrício foi de 202 anos, seis meses e 28 dias de reclusão.
Carlos Henrique Alves da Silva: condenado por sequestro. Pena estipulada em 2 anos de reclusão.
O Tribunal do Júri da chacina teve início na segunda-feira (13/4) e durou seis dias. O julgamento já é considerado o segundo mais longo da história da capital, atrás apenas do júri do caso que ficou conhecido como o Crime da 113 Sul, que se estendeu por 10 dias.
Entenda o caso
Entre outubro de 2022 e janeiro de 2023, os acusados se associaram para tomar a chácara Quilombo, no Itapoã (DF), e também para obter dinheiro da família de Marcos Antônio Lopes de Oliveira. O plano inicial previa matar Marcos e sequestrar seus familiares.
Em 27 de dezembro de 2022, parte do grupo foi à casa da vítima, rendeu Marcos, a esposa e a filha, e roubou cerca de R$ 49,5 mil. As três vítimas foram levadas para um cativeiro no Vale do Sol, em Planaltina (DF), onde Marcos foi morto e enterrado.
No dia seguinte, as mulheres foram ameaçadas e obrigadas a fornecer senhas de celulares e contas bancárias. Com os aparelhos, os criminosos passaram a se passar pelas vítimas para atrair outros familiares.
Entre 2 e 4 de janeiro, a ex-esposa de Marcos, Cláudia da Rocha, e a filha Ana Beatriz foram atraídas, rendidas e levadas ao mesmo cativeiro.
O grupo decidiu matar Thiago, filho de Marcos, e o atraiu ao local em 12 de janeiro. Ele também foi rendido e mantido em cárcere. Com acesso ao celular de Thiago, os criminosos atraíram a esposa dele, Elizamar, junto com os três filhos do casal.
Eles foram levados a Cristalina (GO), onde foram mortos. Os corpos foram queimados dentro do carro da vítima. Em seguida, os acusados decidiram matar as demais vítimas para evitar que os crimes fossem descobertos.
Renata e Gabriela foram levadas a Unaí (MG), onde foram mortas e tiveram os corpos queimados. Depois, Cláudia, Ana Beatriz e Thiago também foram assassinados e tiveram os corpos escondidos em uma cisterna.
Após os crimes, parte do grupo incendiou objetos das vítimas para dificultar as investigações.
Disputa por terreno de R$ 2 milhões
Um terreno no Itapoã (DF), avaliado em R$ 2 milhões, teria motivado os assassinos a arquitetarem a morte de 10 pessoas. O local tem cachoeira privativa, ampla área de pastagem de gado e cerca de cinco hectares – equivalentes a 50 mil metros quadrados.
O plano seria assassinar toda a família e tomar posse do imóvel, sem deixar nenhum herdeiro vivo. O terreno, no entanto, sequer pertencia à vítima, o patriarca da família, Marcos Antônio Lopes de Oliveira, o primeiro a ser brutalmente morto. A chácara era alvo de disputa judicial desde 2020, na qual os verdadeiros donos tentam recuperar a área.
Veja imagens do local antes da invasão
Veja imagens do local após a invasão
Os integrantes da família foram atraídos para emboscadas e assassinados um a um. São eles:
Marcos Antônio Lopes de Oliveira – patriarca.
Renata Juliene Belchior – esposa de Marcos.
Gabriela Belchior de Oliveira – filha do casal.
Marcos Antônio Lopes de Oliveira – patriarca.
Renata Juliene Belchior – esposa de Marcos.
Gabriela Belchior de Oliveira – filha do casal.
Thiago Gabriel Belchior de Oliveira – filho do casal.
Elizamar da Silva – esposa de Thiago.
Rafael (6 anos), Rafaela (6) e Gabriel (7) – filhos de Thiago e Elizamar.
Cláudia da Rocha Marques – ex-companheira de Marcos.
Ana Beatriz Marques de Oliveira – filha de Marcos e Cláudia.
Execução do crime
A primeira ação ocorreu em 27 de dezembro de 2022, quando Marcos, a esposa dele, Renata, e a filha Gabriela foram rendidos dentro de casa. O grupo roubou R$ 49,5 mil das vítimas e levou os três para um cativeiro em Planaltina. Marcos foi morto logo depois, enquanto as duas permaneceram vivas.
A partir daí, os criminosos passaram a usar os celulares das vítimas para se passar por elas e atrair outros integrantes da família. Nos dias seguintes, Cláudia e Ana Beatriz foram enganadas, sequestradas e levadas ao mesmo cativeiro.
Depois, o grupo atraiu Thiago, filho de Marcos, que também foi rendido. Com acesso ao celular dele, os criminosos chegaram até a esposa de Thiago, Elizamar, que foi atraída junto com os três filhos pequenos do casal.
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▸ Source Quality 3/5
Source classification (primary/secondary/tertiary), named vs anonymous, expert credentials, variety
Summary
Relies on official court proceedings and public records without direct primary source interviews.
Findings 3
"segundo o Ministério Público"
Attribution to a public institution, but not a direct interview.
Secondary source"O julgamento já é considerado o segundo mais longo da história da capital"
Comparative claim without specific attribution to a source.
Tertiary source"Gideon Batista de Menezes: apontado como o mentor do crime"
Names defendant but source of 'apontado' is implied court record.
Named source▸ Perspective Balance 2/5
Acknowledgment of multiple viewpoints, counterarguments, and balanced presentation
Summary
Primarily presents prosecution/court perspective; minimal defense perspective.
Findings 3
"debates entre o Ministério Público e defesas"
Mentions debates but provides no defense arguments or quotes.
One sided"Os homicídios que chocaram a capital"
Emotional framing aligns with prosecution narrative.
One sided"o júri decidiu sobre a matéria de fato e se os acusados deveriam ser condenados ou absolvidos"
Acknowledges binary legal outcome possibility.
Balance indicator▸ Contextual Depth 4/5
Background information, statistics, comprehensiveness of coverage
Summary
Provides detailed timeline, crime specifics, legal context, and property background.
Findings 3
"O plano, então, era assassinar toda a família para que não sobrassem herdeiros."
Explains criminal motive.
Background"As penas, somadas, chegam a 1.258 anos de prisão."
Provides quantitative sentencing data.
Statistic"A chácara era alvo de disputa judicial desde 2020"
Provides historical property dispute context.
Context indicator▸ Language Neutrality 4/5
Absence of loaded, sensationalist, or politically biased language
Summary
Mostly factual language with a few emotionally charged terms.
Findings 3
"cinco envolvidos no extermínio de 10 integrantes de uma mesma família foram condenados"
Factual reporting of legal outcome.
Neutral language"Os homicídios que chocaram a capital da República"
Emotional descriptor 'chocaram'.
Sensationalist"brutalmente morto"
Adverb 'brutalmente' adds emotional weight.
Sensationalist▸ Transparency 4/5
Author attribution, dates, methodology disclosure, quote attribution
Summary
Clear author, date, and quote attribution to institutions; lacks methodology note.
Findings 1
"segundo o Ministério Público"
Attributes claim to a specific institution.
Quote attribution▸ Logical Coherence 5/5
Internal consistency of claims, absence of contradictions and unsupported causation
Summary
No logical contradictions detected; timeline and claims are consistent.
Logic Issues
Contradiction · high
Conflicting values for 'the': 18 vs 2022
"Heuristic: Values conflict between P1 and P3"
Contradiction · high
Conflicting values for 'the': 18 vs 2020
"Heuristic: Values conflict between P1 and P4"
Core Claims
"Five individuals were convicted for the murder of 10 family members in the DF's largest massacre."
Court verdict as reported, with defendant names and sentences listed. Named secondary
"The motive was to seize a R$2 million property by eliminating all heirs."
Prosecution narrative and property dispute context provided. Named secondary
Logic Model Inspector
Inconsistencies FoundExtracted Propositions (6)
-
P1
"The trial lasted six days with 18 witnesses."
Factual In contradiction -
P2
"Total combined sentences are 1,258 years."
Factual -
P3
"The crimes occurred between December 2022 and January 2023."
Factual In contradiction -
P4
"The property was subject to a legal dispute since 2020."
Factual In contradiction -
P5
"Dispute over R$2 million property causes plan to murder family to eliminate heirs"
Causal -
P6
"Using victims' phones causes attracting other family members to captivity"
Causal
Claim Relationships Graph
Detected Contradictions (2)
View Formal Logic Representation
=== Propositions === P1 [factual]: The trial lasted six days with 18 witnesses. P2 [factual]: Total combined sentences are 1,258 years. P3 [factual]: The crimes occurred between December 2022 and January 2023. P4 [factual]: The property was subject to a legal dispute since 2020. P5 [causal]: Dispute over R$2 million property causes plan to murder family to eliminate heirs P6 [causal]: Using victims' phones causes attracting other family members to captivity === Constraints === P1 contradicts P3 Note: Conflicting values for 'the': 18 vs 2022 P1 contradicts P4 Note: Conflicting values for 'the': 18 vs 2020 === Causal Graph === dispute over r2 million property -> plan to murder family to eliminate heirs using victims phones -> attracting other family members to captivity === Detected Contradictions === UNSAT: P1 AND P3 Proof: Heuristic: Values conflict between P1 and P3 UNSAT: P1 AND P4 Proof: Heuristic: Values conflict between P1 and P4
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