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Como a agricultura pode produzir mais emitindo menos - Nexo Jornal

nexojornal.com.br · Emanuel Galdino · 2026-04-20 · 1,938 words
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Como a agricultura pode produzir mais emitindo menos

Emanuel Galdino

Setor brasileiro combina altas emissões com potencial de captura de carbono. Aposta em tecnologias tropicais e sistemas integrados esbarra na adoção prática no campo

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A principal fonte brasileira de emissões de gases de efeito estufa está ligada à forma como o solo é usado e transformado. Mudanças no uso da terra, especialmente o desmatamento, respondem por 42% das emissões de CO2 (dióxido de carbono) do país.

Na sequência, aparece o setor agropecuário, com 29% das emissões. Desse total, cerca de 20% têm origem na agricultura, sobretudo no uso de fertilizantes nitrogenados e na aplicação de calcário no solo. Os dados são do relatório de 2025 do Seeg (Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa).

Neste texto, o Nexo analisa como um dos pilares da economia brasileira pode expandir sua produção para atender à crescente demanda global por alimentos sem abrir mão do caminho rumo à neutralidade de emissões, necessária no contexto da mudança climática.

A agricultura reúne, ao mesmo tempo, o problema e parte da solução climática. É um dos poucos setores em que há tanto lançamento quanto redução de gases de efeito estufa. Isso ocorre porque, além de emitir, o setor pode remover carbono da atmosfera. No crescimento das plantas, por meio da fotossíntese, por exemplo, o CO2 é capturado e incorporado à biomassa vegetal.

A principal prática que responde pelas emissões do setor é o uso de fertilizantes nitrogenados, essenciais para elevar a produtividade agrícola. Parte desse nitrogênio é convertida no solo em N2O (óxido nitroso), um gás de efeito estufa de alto impacto climático. Outra fonte importante é a chamada calagem, a aplicação de calcário para corrigir a acidez do solo, que libera CO2 durante sua reação no ambiente.

Apesar de não ser possível eliminar essas práticas, é possível utilizar fertilizantes e calcário de forma mais eficiente, em sistemas agrícolas mais equilibrados, segundo Carlos Eduardo Pellegrino Cerri, professor da Esalq-USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo) e diretor do CCarbon (Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical). "Hoje existem fertilizantes mais modernos, tecnologias mais avançadas. Aplicamos nitrogênio porque a planta precisa, mas com menor emissão de gás para a atmosfera", disse.

Tecnologias que podem tornar o uso de fertilizantes mais eficiente incluem a liberação controlada dos nutrientes, por meio do encapsulamento (coating), que permite sua incorporação gradual ao solo, e o uso de inibidores que retardam as reações químicas responsáveis por parte das emissões.

A chamada agricultura de precisão também pode tornar os sistemas agrícolas mais equilibrados. "Em vez de aplicar a mesma quantidade de insumo em toda a área, você faz um mapeamento e trabalha com taxas variáveis. O calcário, por exemplo, não é eliminado, mas pode ser reduzido quando o sistema está balanceado", afirmou Cerri.

Para a agricultura brasileira, deve-se ainda pensar em soluções específicas. Embora os princípios agrícolas sejam universais, sua prática nos trópicos impõe dinâmicas próprias. Nesses sistemas, a produção tende a ser mais intensa — com possibilidade de múltiplas safras ao longo do ano — e é marcada por desafios específicos relacionados ao clima e às características dos diferentes solos.

"Na agricultura temperada, pratica-se uma cultura principal e, dependendo da latitude, há neve cobrindo o solo ou simplesmente não há condições de cultivo durante parte do ano. A terra descansa. No Brasil, é diferente. Fazemos duas, até três safras por ano, usando mais intensivamente a terra, que é um recurso finito", segundo Marilia Folegatti Matsuura, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).

Quando bem manejadas, as múltiplas safras nas regiões tropicais não apenas aumentam a produtividade, mas tornam o sistema agrícola mais eficiente do ponto de vista biológico. Segundo a pesquisadora da Embrapa, ao permitir diferentes cultivos ao longo do ano, o solo permanece coberto, o que reduz a perda de carbono, água e nutrientes para a atmosfera.

Além disso, a associação entre diferentes culturas cria relações de complementaridade. "O exemplo clássico é a combinação entre uma leguminosa e uma gramínea", disse Matsuura. Enquanto as leguminosas, como a soja e o feijão, capturam nitrogênio da atmosfera e o incorporam ao solo — reduzindo a necessidade de fertilizantes —, as gramíneas crescem rapidamente, produzem grande volume de biomassa e formam uma camada de palhada que protege a terra. Ao se decompor, parte dessa matéria orgânica libera gases de efeito estufa, mas outra parte é incorporada ao solo, promovendo a ciclagem de nutrientes e o acúmulo de carbono.

Outra estratégia para uma agricultura de baixa emissão é o plantio direto, já consolidado no Brasil, segundo os especialistas consultados para esta reportagem. Na agricultura convencional, o preparo do solo envolve aração e gradagem. Essas operações revolvem a terra, fragmentam sua estrutura e expõem o carbono armazenado, favorecendo sua liberação na forma de CO2. No plantio direto, ao contrário, a movimentação do solo é mínima. A nova cultura é implantada sobre a palhada da anterior, sem revolvimento intenso.

Outra frente importante apontada pelos pesquisadores são os sistemas integrados, como a ILPF (integração lavoura-pecuária-floresta) e, em menor complexidade, a ILP (integração lavoura-pecuária). Dados da Rede ILPF indicam que mais de 17 milhões de hectares no Brasil já adotam essas práticas, que combinam diferentes atividades produtivas na mesma área ao longo do tempo.

Em vez de manter uma única cultura, a área passa por rotações que combinam lavouras, pastagens e árvores. Sempre há uma cultura principal, mas ela é alternada com outras atividades, como o cultivo de capim para a pecuária ou o plantio de espécies florestais. As árvores, por exemplo, oferecem sombra e melhoram o bem-estar animal, enquanto também capturam carbono e geram madeira.

"Esses arranjos sequestram carbono, emitem menos gases para a atmosfera e ainda reduzem a necessidade de fertilizantes. Hoje, o Brasil tem dezenas de milhões de hectares cultivados com grãos e cerca de 37 milhões sob plantio direto, mas ainda há espaço para avançar. Em modelos como a ILPF, é possível triplicar ou até quadruplicar a área adotada no país", segundo Cerri.

Os pesquisadores também destacam tecnologias ainda em desenvolvimento que podem ampliar a redução das emissões no campo. Nessa linha, a Embrapa aposta, por exemplo, nos inoculantes, que são microrganismos aplicados no tratamento de sementes para estimular a fixação biológica de nitrogênio, com o objetivo de minimizar o uso de fertilizantes nitrogenados. Segundo Matsuura, essa estratégia já é amplamente utilizada em leguminosas e começa a ser estudada também em outras culturas, como o milho.

Entre as inovações, o professor Cerri destaca ainda os bioinsumos, produtos de origem biológica que estimulam a atividade de microrganismos e aumentam a eficiência do sistema agrícola. Outra aposta é o biocarvão, ou biochar, produzido por pirólise (um processo que aquece matéria orgânica na ausência de oxigênio), que melhora a saúde do solo e contribui para a retenção de carbono.

Mais do que desenvolver novas soluções, o desafio está em levar essas tecnologias ao campo e adaptá-las às diferentes realidades do país. É nesse contexto que atua o CCarbon, coordenado por Cerri. "A lacuna que buscamos preencher é justamente adaptar e escalar essas tecnologias para um país de dimensões continentais como o Brasil, que tem uma enorme diversidade de climas, solos, biomas, culturas e níveis tecnológicos. À medida que essas práticas se ampliam, entendemos melhor as dificuldades no campo e o que precisa ser ajustado para que façam sentido para mais produtores. A estratégia não é inventar algo novo a todo momento, mas ampliar o uso do que já funciona", explicou.

De acordo com Matsuura, o desafio envolve também mudanças culturais no campo. Mesmo quando há condições para adotar novas práticas, muitos produtores mantêm métodos tradicionais por hábito ou resistência à mudança. "Instituições como a Embrapa têm parte do seu quadro dedicada à transferência de tecnologia. Existe um esforço para que essas inovações cheguem ao produtor, mas muitos ainda não têm acesso. Há também a questão financeira, quando a adoção depende de insumos. Mas, mesmo quando têm condições, muitos produtores continuam fazendo como sempre fizeram", afirmou.

Apesar dos desafios, o Brasil tem condições de transformar a sustentabilidade agrícola em vantagem competitiva e, ao mesmo tempo, ampliar sua produção. Para a pesquisadora Camila Genaro Estevam, do Centro de Estudos do Agronegócio da FGV (Fundação Getulio Vargas), isso depende de construir uma narrativa mais consistente e baseada em dados sobre a agricultura brasileira.

O país ainda não tem um sistema unificado para medir as emissões do setor, o que significa que os números podem estar distorcidos e inflados, segundo a pesquisadora. Muitas métricas usadas hoje foram desenvolvidas para sistemas do Hemisfério Norte. Elas não refletem bem a realidade tropical e podem deixar de considerar características como as múltiplas safras ao longo do ano e outras práticas sustentáveis já adotadas no país.

"Quando ajustamos essa análise para o contexto tropical, a margem de mudança não é tão grande, mas ainda é possível evidenciar um potencial de redução. Por isso, é fundamental entender o que está sendo considerado em cada cálculo", disse.

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Para ela, o principal problema surge quando certificações globais impõem metodologias padronizadas, com pouca flexibilidade para incorporar as especificidades locais. Nesse cenário, empresas brasileiras podem acabar reportando emissões superestimadas e, com isso, serem penalizadas em cadeias produtivas internacionais.

"Há cerca de três anos, fizemos um estudo para uma empresa internacional de sementes com operação no Brasil. Eles tinham estabelecido metas de descarbonização. Quando eles chegaram aos números, perceberam que estavam muito inflados. Nós revisamos esses dados e mostramos que havia uma superestimativa da ordem de 80%. Isso impacta diretamente a operação no Brasil, especialmente no caso de multinacionais", afirmou.

Esses fatores têm impacto direto na viabilidade da transição para uma agricultura de baixa emissão de carbono, que envolve custos, adoção de novas técnicas, aquisição de maquinário e exposição a riscos. Nesse contexto, mecanismos de incentivo tornam-se centrais, como o acesso a crédito e a valorização de produtores que adotam essas práticas.

Um exemplo de incentivo adotado no Brasil é o crédito diferenciado, incorporado no início do Plano ABC (Agricultura de Baixo Carbono), programa do governo federal que associou práticas sustentáveis a condições de financiamento mais favoráveis. Outro instrumento são os selos de baixo carbono, que vêm sendo desenvolvidos para produtos como soja, milho, sorgo, algodão e trigo.

Apesar dessas iniciativas, a pesquisadora da FGV aponta um desalinhamento entre o tempo da transição e o prazo das políticas. "No Plano ABC, muitas vezes estamos falando de um crédito de curto prazo. Mas a transição não acontece do dia para a noite. O produtor precisa testar, começar [as novas práticas] com uma parte da propriedade, avançar gradualmente. Nem sempre isso conversa com as linhas de crédito disponíveis, que exigem retorno rápido", disse.

"Nem todos os produtores estão no mesmo ponto. Alguns estão próximos de uma produção mais sustentável, outros ainda têm um caminho maior. Tratar todos da mesma forma cria distorções e dificulta a adoção", acrescentou.

Emanuel Galdino é bolsista Fapesp na modalidade Mídia Ciência

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Source classification (primary/secondary/tertiary), named vs anonymous, expert credentials, variety

Summary

Multiple primary sources including named experts from Esalq-USP, Embrapa, and FGV, with direct quotes and credentials provided.

Findings 4

"Carlos Eduardo Pellegrino Cerri, professor da Esalq-USP (Escola Superior de "

Named expert with full credentials, direct quote provided.

Primary source

"Marilia Folegatti Matsuura, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente"

Named expert from a reputable institution, direct quote provided.

Primary source

"Camila Genaro Estevam, do Centro de Estudos do Agronegócio da FGV"

Named expert from FGV, direct quote provided.

Primary source

"Dados da Rede ILPF indicam que mais de 17 milhões de hectares no Brasil já adotam essas práticas"

Citing an organization's data, but no named individual from Rede ILPF.

Secondary source
Perspective Balance 3/5
3/5 Score

Acknowledgment of multiple viewpoints, counterarguments, and balanced presentation

Summary

Article primarily presents the optimistic view that agriculture can reduce emissions, but includes some challenges such as resistance to change and financial barriers.

Findings 3

"Mesmo quando há condições para adotar novas práticas, muitos produtores mantêm métodos tradicionais por hábito ou resistência à mudança."

Acknowledges resistance, but does not present counterarguments from critics of these technologies.

Balance indicator

"Apesar dos desafios, o Brasil tem condições de transformar a sustentabilidade agrícola em vantagem competitiva"

Acknowledges challenges but maintains an overall optimistic tone.

Balance indicator

"A agricultura reúne, ao mesmo tempo, o problema e parte da solução climática."

Frames agriculture as a solution without critically examining potential downsides or trade-offs.

One sided
Contextual Depth 5/5
5/5 Score

Background information, statistics, comprehensiveness of coverage

Summary

Comprehensive context provided with historical background, statistical data from Seeg, and detailed explanations of agricultural practices.

Findings 3

"sformado. Mudanças no uso da terra, especialmente o desmatamento, respondem por 42% das emissões de CO2 (dióxido de carbono)"

Provides specific emissions data from a named source (Seeg 2025).

Statistic

"A principal prática que responde pelas emissões do setor é o uso de fertilizantes nitrogenados"

Explains the mechanism behind agricultural emissions.

Background

"No Brasil, é diferente. Fazemos duas, até três safras por ano, usando mais intensivamente a terra"

Provides context comparing tropical and temperate agriculture.

Context indicator
Language Neutrality 4/5
4/5 Score

Absence of loaded, sensationalist, or politically biased language

Summary

Mostly neutral language, but uses some potentially loaded terms like 'combate' in the title and 'inflados' in quotes.

Findings 3

"Como a agricultura pode produzir mais emitindo menos"

Title implies a solution, but is not overly sensational; neutral overall.

Sensationalist

"A agricultura reúne, ao mesmo tempo, o problema e parte da solução climática."

Balanced phrasing, not emotionally charged.

Neutral language

"inflados"

Used in a quote to describe emissions data, but could imply exaggeration.

Left loaded
Transparency 5/5
5/5 Score

Author attribution, dates, methodology disclosure, quote attribution

Summary

Full author attribution, publication date, clear quote attribution, and disclosure of funding for the author.

Findings 3

"Emanuel Galdino"

Author name clearly stated.

Author attribution

"segundo Carlos Eduardo Pellegrino Cerri, professor da Esalq-USP"

All quotes are attributed to named individuals with credentials.

Quote attribution

"Emanuel Galdino é bolsista Fapesp na modalidade Mídia Ciência"

Discloses author's funding source.

Methodology
Logical Coherence 5/5
5/5 Score

Internal consistency of claims, absence of contradictions and unsupported causation

Summary

No contradictions or logical issues detected. The article flows logically from problem to solutions to challenges.

Core Claims

"A agricultura pode aumentar a produção e reduzir emissões por meio de tecnologias como agricultura de precisão, plantio direto, sistemas integrados e bioinsumos."

Supported by quotes from Carlos Eduardo Pellegrino Cerri (Esalq-USP), Marilia Folegatti Matsuura (Embrapa), and Camila Genaro Estevam (FGV). Primary

"As métricas atuais de emissões podem superestimar as emissões brasileiras por não considerar práticas tropicais."

Supported by quote from Camila Genaro Estevam (FGV) citing a study showing 80% overestimation. Primary

Logic Model Inspector

Consistent

Extracted Propositions (8)

  • P1

    "Mudanças no uso da terra respondem por 42% das emissões de CO2 do país."

    Factual
  • P2

    "O setor agropecuário responde por 29% das emissões."

    Factual
  • P3

    "Mais de 17 milhões de hectares no Brasil já adotam ILPF."

    Factual
  • P4

    "Cerca de 37 milhões de hectares estão sob plantio direto."

    Factual
  • P5

    "Uso de fertilizantes nitrogenados causes emissões de N2O"

    Causal
  • P6

    "Calagem causes liberação de CO2"

    Causal
  • P7

    "Plantio direto causes menor liberação de CO2 comparado à aração"

    Causal
  • P8

    "Sistemas integrados (ILPF) causes sequestro de carbono e redução de emissões"

    Causal

Claim Relationships Graph

Contradiction
Causal
Temporal
View Formal Logic Representation
=== Propositions ===
P1 [factual]: Mudanças no uso da terra respondem por 42% das emissões de CO2 do país.
P2 [factual]: O setor agropecuário responde por 29% das emissões.
P3 [factual]: Mais de 17 milhões de hectares no Brasil já adotam ILPF.
P4 [factual]: Cerca de 37 milhões de hectares estão sob plantio direto.
P5 [causal]: Uso de fertilizantes nitrogenados causes emissões de N2O
P6 [causal]: Calagem causes liberação de CO2
P7 [causal]: Plantio direto causes menor liberação de CO2 comparado à aração
P8 [causal]: Sistemas integrados (ILPF) causes sequestro de carbono e redução de emissões

=== Causal Graph ===
uso de fertilizantes nitrogenados -> emissões de n2o
calagem -> liberação de co2
plantio direto -> menor liberação de co2 comparado à aração
sistemas integrados ilpf -> sequestro de carbono e redução de emissões

All claims are logically consistent. No contradictions, temporal issues, or circular reasoning detected.

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