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Quem são os foragidos da operação da PF que prendeu MC Ryan e mais 32

metropoles.com · Guilherme Bianchi · 2026-04-24 · 1,048 words
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Quem são os foragidos da operação da PF que prendeu MC Ryan e mais 32

Cinco suspeitos de integrar esquema que lavou cerca de R$ 1,6 bilhão seguem foragidos. A organização era supostamente chefiada por Ryan SP

atualizado

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Cinco suspeitos de integrar o esquema criminoso que levou à prisão do MC Ryan SP e de outras 33 pessoas seguem foragidos, segundo a Polícia Federal (PF). Thiago Barros Cabral, Jonatas Cleiton de Almeida Santos, Leticia Feller Pereira, Jiawei Lin e Xizhangpeng Hao são investigados por movimentar cerca de R$ 1,6 bilhão.

Os indivíduos são procurados desde 15 de abril, quando foi deflagrada a Operação Narco Fluxo, da PF. Thiago Barros e Jonatas Cleiton não foram localizados durante a execução dos mandados de busca e apreensão e de prisão temporária, enquanto Letícia Feller e os chineses estavam fora do país, em locais que até hoje são desconhecidos.

A ação prendeu artistas, como os MCs Ryan SP e Poze do Rodo, influenciadores, como Raphael Sousa Oliveira, o dono da página "Choquei", e sócios de empresas utilizadas no esquema. Todos os foragidos são investigados por integrarem a associação criminosa voltada à lavagem de dinheiro.

O esquema envolvia a movimentação de quantias por meio de dinheiro em espécie, transferências bancárias e o uso sofisticado de criptoativos, tanto no Brasil quanto no exterior. O grupo, segundo a investigação, camuflava valores de origem ilícita — como de apostas e rifas ilegais e do tráfico internacional de drogas — por meio das indústrias fonográfica e de entretenimento.

Chineses estão envolvidos no "topo da infraestrutura financeira" do esquema

Os chineses Xizhangpeng Hao e Jiawei Lin aparecem envolvidos no "topo da infraestrutura financeira" do esquema. A fintech Golden Cat, atualmente comandada por Hao, era utilizada para pulverizar uma quantia volumosa de dinheiro da organização criminosa. Em apenas três meses (junho a agosto de 2024), a empresa movimentou R$ 1,2 bilhão.

A fintech é uma "grande processadora de pag
amentos que movimenta centenas de milhões de reais e funciona como eixo central para arrecadação de recursos provenientes de apostas ilegais", conforme a Justiça Federal. Os valores multimilionários eram repassados para empresas de associados à estrutura criminosa, além de encaminhar remessas para fora do Brasil.

Um dos destinos expostos pelas investigações foi a conta de Letícia Feller Pereira, que se beneficiava dos repasses multimilionários feitos pela fintech asiática. Outro destino identificado foi a conta de Jiawei Lin, que recebia os valores enviados para o exterior.

Outro foragido está envolvido em empresa de fachada

O papel de Jonatas Cleiton de Almeida Santos na estrutura organizada também foi mapeado pela Polícia Federal. O homem é sócio da companhia Broker Platinum Invest e Tecnologia Ltda, que era operada como empresa de fachada pela organização. A Broker, de acordo com a PF, servia como canal intermediário clandestino para transferir o dinheiro arrecadado por plataformas de apostas ilegais e transferi-lo para contas de laranjas e operadores financeiros.

A empresa declarava exercer atividades financeiras sofisticadas, como corretagem de valores, tratamento de dados e consultoria em TI, para justificar grandes movimentações financeiras. No entanto, não possuía autorização do Banco Central nem da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para operar nesse segmento.

A participação de Jonatas ficou ainda mais clara, quando ele declarou residir no mesmo endereço comercial da Broker, o que indica o uso de um endereço virtual ou que ele atuava como um laranja.

A companhia compartilhava o mesmo endereço de outras fintechs investigadas, como a YCFSHOP (OMS Tecnologia) e a SHOPRMS, o que também fortaleceu o argumento de que as instituições operavam sob o mesmo comando ou estrutura logística.

Esquema era supostamente chefiado por MC Ryan SP

O esquema bilionário de lavagem de dinheiro era supostamente chefiado por Ryan Santana dos Santos, o MC Ryan SP, de acordo com a investigação. Ele teria utilizado empresas ligadas à produção musical e ao entretenimento para misturar dinheiro lícito com recursos provenientes de apostas ilegais e rifas digitais.

Além disso, ele teria tentado blindar o patrimônio ao transferir participações societárias nessas empresas a familiares e outras pessoas, a fim de criar distância entre seu nome e o dinheiro de origem ilícita.

Depois, o dinheiro era lavado por meio do uso desse mesmo dinheiro para a compra de imóveis, veículos de lixo, joias e outros ativos de alto valor. As autoridades também citam um vínculo estrutural do esquema com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

O MC foi preso temporariamente em 15 de abril e teve a prisão preventiva decretada nessa quinta-feira (23/4). A Justiça Federal havia concedido um habeas corpus ao artista e aos demais presos na Operação Narco Fluxo, mas o documento foi substituído por novo pedido da Polícia Federal.

Segundo a PF, a manutenção dos presos se faz necessária para assegurar a "garantia da ordem pública" e a "aplicação da lei penal".

Operação Narco Fluxo

Segundo a PF, mais de 200 policiais federais participaram da operação e cumpriram 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária, expedidos pelo Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal de Santos.

De acordo com a PF, a ação acontece nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.

A PF acredita que o volume financeiro pelo grupo criminoso ultrapassa R$ 260 bilhões. Além de armas, carrões e dinheiro em espécie, a corporação apreendeu documentos e equipamentos eletrônicos que ajudarão na investigação.

Entre os presos na operação desta quarta estão os funkeiros MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e Raphael Sousa, dono da página Choquei.

A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 2,2 bilhões em bens de Ryan.

O bloqueio foi imposto a 77 alvos da PF, entre empresas e pessoas físicas.

De acordo com a decisão judicial, o valor estimado para o bloqueio foi calculado com base no lucro estimado com os crimes que teriam sido praticados: "tráfico internacional de mais de três toneladas de cocaína, somado ao fluxo financeiro identificado nos relatórios de inteligência financeira encaminhados pelo Coaf".

Também foram determinadas medidas de constrição patrimonial, incluindo o sequestro de bens e a imposição de restrições societárias, com o objetivo de interromper as atividades ilícitas e preservar ativos para eventual ressarcimento.

As investigações continuam e os alvos podem responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

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Perspective
Context
Neutrality
Transparency
Logic
Source Quality 3/5
3/5 Score

Source classification (primary/secondary/tertiary), named vs anonymous, expert credentials, variety

Summary

The article relies heavily on police statements and judicial documents, with no direct interviews or named primary sources beyond the police and judiciary. Sources are mostly institutional.

Findings 4

"segundo a Polícia Federal (PF)"

The main source is the Federal Police, an institutional source.

Secondary source

"conforme a Justiça Federal"

Another institutional source, the Federal Judiciary.

Secondary source

"de acordo com a investigação"

Indirect reference to investigation without naming specific investigators.

Secondary source

"Segundo a PF"

Repeated use of police as source, no direct quotes from police officials.

Tertiary source
Perspective Balance 1/5
1/5 Score

Acknowledgment of multiple viewpoints, counterarguments, and balanced presentation

Summary

The article presents only the prosecution's perspective (police and judiciary). No defense or counterarguments from the accused or their representatives are included.

Findings 1

"Cinco suspeitos de integrar o esquema criminoso que levou à prisão do MC Ryan SP e de outras 33 pessoas seguem foragidos"

Only the police view is presented; no defense perspective.

One sided
Contextual Depth 4/5
4/5 Score

Background information, statistics, comprehensiveness of coverage

Summary

The article provides significant context about the operation, the financial scheme, the role of each fugitive, and the scale of money laundering. It includes background on the fintech, the use of shell companies, and the judicial measures.

Findings 3

"a empresa movimentou R$ 1,2 bilhão. A fintech é uma "grande processadora de pag"

Provides specific timeframe and amount for context.

Context indicator

"O esquema envolvia a movimentação de quantias por meio de dinheiro em espécie, transferências bancárias e o uso sofisticado de criptoativos"

Describes the methods used in the scheme.

Context indicator

"A empresa declarava exercer atividades financeiras sofisticadas, como corretagem de valores, tratamento de dados e consultoria em "

Provides background on the shell company's lack of authorization.

Background
Language Neutrality 4/5
4/5 Score

Absence of loaded, sensationalist, or politically biased language

Summary

The article uses mostly neutral language, with a few instances of loaded terms such as 'esquema criminoso' and 'supostamente'. The headline uses neutral wording.

Findings 3

"Quem são os foragidos da operação da PF que prendeu MC Ryan e mais 32"

Headline is factual and neutral.

Neutral language

"esquema criminoso"

Loaded term implying criminality, but common in crime reporting.

Left loaded

"A organização era supostamente chefiada por Ryan SP"

Use of 'supostamente' indicates caution, maintaining neutrality.

Neutral language
Transparency 5/5
5/5 Score

Author attribution, dates, methodology disclosure, quote attribution

Summary

The article clearly displays the author's name, publication date, and attributes quotes to the Federal Police and Federal Judiciary. Methodology is indirectly disclosed through references to the operation and judicial decisions.

Findings 2

"atualizado"

Date stamp or update indicator is present.

Date present

"segundo a Polícia Federal (PF)"

Quotes are attributed to the police.

Quote attribution
Logical Coherence 5/5
5/5 Score

Internal consistency of claims, absence of contradictions and unsupported causation

Summary

No logical contradictions or inconsistencies were detected. The narrative flows logically from the fugitives to the scheme details and the investigation status.

Logic Issues

Contradiction · high

Conflicting values for 'the': 33 vs $1.2 billion

"Heuristic: Values conflict between P2 and P3"

Core Claims

"Five suspects are on the run from the PF operation that arrested MC Ryan SP and 32 others."

Federal Police (PF) Secondary

"The organization was allegedly headed by MC Ryan SP."

Investigation (PF) Secondary

"The scheme laundered about R$1.6 billion."

Federal Police (PF) Secondary

Logic Model Inspector

Inconsistencies Found

Extracted Propositions (4)

  • P1

    "Five suspects are fugitives."

    Factual
  • P2

    "The operation arrested 33 people including MC Ryan SP."

    Factual In contradiction
  • P3

    "The fintech Golden Cat moved R$1.2 billion in three months."

    Factual In contradiction
  • P4

    "Broker Platinum Invest lacked authorization from the Central Bank and CVM."

    Factual

Claim Relationships Graph

Contradiction
Causal
Temporal

Detected Contradictions (1)

  • 1
    Involved propositions: P2 P3

    Conflicting values for 'the': 33 vs $1.2 billion

    Show formal proof
    Heuristic: Values conflict between P2 and P3
View Formal Logic Representation
=== Propositions ===
P1 [factual]: Five suspects are fugitives.
P2 [factual]: The operation arrested 33 people including MC Ryan SP.
P3 [factual]: The fintech Golden Cat moved R$1.2 billion in three months.
P4 [factual]: Broker Platinum Invest lacked authorization from the Central Bank and CVM.

=== Constraints ===
P2 contradicts P3
  Note: Conflicting values for 'the': 33 vs $1.2 billion

=== Detected Contradictions ===
UNSAT: P2 AND P3
  Proof: Heuristic: Values conflict between P2 and P3

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