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Ambev (ABEV3) sobe até 4% após resultados do 4º trimestre: o que animou o mercado?

infomoney.com.br · Felipe Moreira · 2026-02-12 · 1,320 words
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As ações da gigante de bebidas Ambev (ABEV3) operam com forte valorização nesta quinta-feira (12), após a divulgação do balanço do quarto trimestre de 2025. Às 10h24, os papéis subiam 4,06%, cotados a R$ 16,41.

O JPMorgan avalia que a Ambev apresentou resultados amplamente em linha com as expectativas, com leve surpresa positiva em relação às estimativas do próprio banco. A unidade de Cerveja Brasil veio melhor que o esperado, enquanto LAS (operação da América do Sul, excluindo Brasil) ficou abaixo das projeções.

A receita líquida somou R$ 24,8 bilhões, queda de 8,2% na comparação anual reportada e alta orgânica de 4,8%, ficando 0,6% acima do consenso, mas 5,2% abaixo da estimativa do JPMorgan. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) normalizado foi de R$ 8,85 bilhões, recuo de 8% na base anual reportada e avanço orgânico de 1,3%, praticamente em linha com o JPMorgan e 3,7% acima do consenso. O lucro líquido totalizou R$ 4,62 bilhões, queda de 8% ano a ano, 0,2% acima da projeção do banco e 2,8% superior ao consenso.

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Os volumes de Cerveja Brasil surpreenderam positivamente, com queda orgânica de 2,6% na comparação anual, desempenho 0,8 ponto percentual melhor que a estimativa do banco. O EBITDA da divisão também superou as projeções, apoiado por volumes melhores e menores despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A), que ficaram 8,8% abaixo da previsão do JPMorgan, com alta orgânica de 0,1%.

A companhia divulgou guidance de custos para 2026 em Cerveja Brasil, projetando aumento do COGS (custo dos produtos vendidos) por hectolitro entre 4,5% e 7,5%, acima da estimativa do JPMorgan, de 3,6%, frustrando a expectativa inicial do banco de custos abaixo da inflação.

Já o Bradesco BBI avalia que a Ambev segue executando bem o que está sob seu controle. Em 2025, a eficiência em despesas gerais e administrativas, especialmente as economias com logística, foi um destaque relevante. Ainda assim, o BBI questiona o quanto esse movimento pode avançar adicionalmente, considerando que as despesas gerais e administrativas em caixa como percentual da receita já atingiram o menor nível em pelo menos 15 anos.

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O desempenho de preços tem sido misto, e a elasticidade observada nos volumes de cerveja no Brasil após os reajustes no início de 2025 serviu como alerta. Sem preços mais competitivos, o espaço para nova expansão de margens parece limitado, mesmo em um ambiente de custos mais favorável.

O Goldman Sachs, por sua vez, avalia que a combinação de retração de volumes, moderação nos preços, mesmo com um mix mais premium, e aparente desempenho fraco no segmento principal indicam que a fraqueza da demanda é estrutural, e não apenas relacionada a fatores climáticos.

Com a inflação de custos projetada novamente acima da inflação geral em 2026, o Goldman Sachs não vê um ponto claro de inflexão no crescimento da companhia.

O Morgan Stanley destaca que embora o 4T25 tenha mostrado dinâmica fraca de receita no núcleo da operação, as despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A) surpreenderam positivamente, e o EBITDA da principal divisão superou o consenso em cerca de 6%.

A XP Investimentos classifica o resultado como morno, embora isso seja majoritariamente consequência da construção de uma percepção negativa ao longo do ano, marcada por desafios climáticos somados a um cenário de inflação desafiador.

Por outro lado, a XP vê de forma positiva o foco em produtividade e despesas, com uma forte surpresa positiva tanto em Cash COGS/hl (ou custo-caixa dos produtos vendidos/hectolitro) quanto em cash SG&A/hl (ou custo-caixa de vendas, gerais e administrativas/hectolitro), uma promessa cumprida pelas novas gestões.

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Destaques positivos

Entre os destaques positivos, o JPMorgan aponta que os volumes de cerveja no Brasil superaram as projeções, refletindo demanda melhor que o esperado em dezembro, especialmente no período de festas. O EBITDA da divisão também veio acima do previsto, impulsionado pelo volume e pelo controle disciplinado de SG&A, com contração de margem limitada a 60 pontos-base em termos orgânicos.

Na CAC (América Central e Caribe), os volumes orgânicos cresceram 0,4% ano a ano, superando expectativas e mostrando melhora sequencial, apesar de um ambiente setorial mais fraco.

Destaques negativos

Por outro lado, LAS (América Latina Sul) e Canadá continuam estruturalmente mais fracos, com a margem EBITDA de LAS recuando 360 pontos-base em termos orgânicos e volumes no Canadá caindo 0,7% na base anual orgânica. No Brasil, a divisão de NAB (Non-Alcoholic Beverages, bebidas não alcoólicas) segue abaixo do desempenho da indústria, com volumes em queda de 6,6% organicamente e expansão de margem insuficiente para compensar a fraqueza da receita.

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O lucro bruto ficou praticamente estável, com alta orgânica de 0,3%, 3,3% abaixo das expectativas do JPMorgan, e margem bruta em retração de 230 pontos-base, principalmente devido ao efeito do timing de hedge cambial.

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Os resultados da Ambev no 4T25 superaram levemente as estimativas do Itaú BBA, com destaque para a LAS, que mais do que compensou números abaixo do esperado em CAC e uma linha mais pressionada de outras despesas financeiras. A unidade de Cerveja Brasil também contribuiu positivamente, com surpresa de R$ 140 milhões, principalmente em SG&A (despesas com vendas, gerais e administrativas).

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Em relação às perspectivas, o guidance de custo caixa (COGS, custo de produtos vendidos) para Cerveja Brasil em 2026 está alinhado às projeções do Itaú BBA, o que não levou a revisões relevantes nas estimativas por ora.

Valuation

Segundo o Itaú BBA, boa parte das conversas com investidores locais tem se concentrado no valuation atual da companhia, que negocia a cerca de 16 vezes o lucro estimado para 2026 (P/L 2026), patamar que não parece um ponto de entrada especialmente atrativo diante das projeções atuais de crescimento do lucro por ação (EPS).

Ainda assim, a surpresa positiva no resultado do 4T25 tende a sustentar o desempenho das ações no curto prazo, ao não interromper a tendência recente de entrada de fluxo estrangeiro, deixando as discussões sobre valuation em segundo plano neste momento. Dessa forma, o BBA manteve recomendação market perform (desempenho igual a média do mercado, equivalente à neutro) e preço-alvo de R$ 14.

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A questão, após as ações terem sido reprecificadas para um múltiplo P/L de 16,8 vezes para 2026, um prêmio de 15% em relação às cervejarias globais, é o que poderia gerar novas surpresas positivas nos resultados daqui em diante. Com isso, o BBI manteve recomendação neutra e preço-alvo de R$ 13.

O JPMorgan reiterou recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 15. Já o Goldman Sachs manteve recomendaçaõ de venda e preço-alvo de R$ 11,30.

O Morgan Stanley projeta lucro por ação mais de 10% abaixo do consenso em 2027, o que torna a ação cara em sua visão. A cerca de R$ 16 por ação, ABEV3 negocia a aproximadamente 16,2 vezes o lucro projetado (P/L forward) pelo consenso, ou 16,7 vezes nas estimativas do banco, um prêmio de quase 40% em relação a ações locais de consumo, ante um desconto histórico de 6%.

Frente às cervejarias globais, o menor crescimento implica um índice PEG (preço/lucro sobre crescimento) de cerca de 8, contra média de 2 dos pares. O Morgan Stanley recomendação underweight (equivalente à venda) e preço-alvo de R$ 10,50 para a Ambev, sustentado principalmente pela visão de que o mercado de cerveja no Brasil está estruturalmente comprometido.

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4/5 Score

Source classification (primary/secondary/tertiary), named vs anonymous, expert credentials, variety

Summary

Multiple named secondary sources (investment banks) with specific analysis, but no primary sources like company executives.

Findings 4

"O JPMorgan avalia que a Ambev apresentou resultados amplamente em linha com as expectativas"

Named investment bank providing analysis

Secondary source

"Já o Bradesco BBI avalia que a Ambev segue executando bem o que está sob seu controle"

Another named investment bank providing analysis

Secondary source

"O Goldman Sachs, por sua vez, avalia que a combinação de retração de volumes"

Third named investment bank with analysis

Secondary source

"A XP Investimentos classifica o resultado como morno"

Fourth named investment bank with analysis

Secondary source
Perspective Balance 5/5
5/5 Score

Acknowledgment of multiple viewpoints, counterarguments, and balanced presentation

Summary

Multiple perspectives from different banks with varying assessments of the results.

Findings 4

"O JPMorgan avalia que a Ambev apresentou resultados amplamente em linha com as expectativas"

Positive assessment from JPMorgan

Balance indicator

"o Goldman Sachs não vê um ponto claro de inflexão no crescimento da companhia"

Negative assessment from Goldman Sachs

Balance indicator

"A XP Investimentos classifica o resultado como morno"

Mixed assessment from XP

Balance indicator

"O Morgan Stanley recomendação underweight (equivalente à venda)"

Negative recommendation from Morgan Stanley

Balance indicator
Contextual Depth 5/5
5/5 Score

Background information, statistics, comprehensiveness of coverage

Summary

Extensive financial data, historical comparisons, and detailed analysis of different business segments.

Findings 4

"A receita líquida somou R$ 24,8 bilhões, queda de 8,2% na comparação anual reportada"

Specific financial data with year-over-year comparison

Statistic

"tização) normalizado foi de R$ 8,85 bilhões, recuo de 8% na base anual reportada e avanço "

Detailed EBITDA figures with comparisons

Statistic

"as despesas gerais e administrativas em caixa como percentual da receita já atingiram o menor nível em pelo menos 15 anos"

Historical context about expense levels

Background

"a Brasil, projetando aumento do COGS (custo dos produtos vendidos) por hectolitro entre 4,5% e 7,5%, acima da e"

Forward-looking projections with comparisons

Statistic
Language Neutrality 5/5
5/5 Score

Absence of loaded, sensationalist, or politically biased language

Summary

Completely neutral, factual language focused on financial analysis without sensationalism.

Findings 4

"As ações da gigante de bebidas Ambev (ABEV3) operam com forte valorização"

Factual description of stock performance

Neutral language

"O JPMorgan avalia que a Ambev apresentou resultados amplamente em linha com as expectativas"

Neutral reporting of bank analysis

Neutral language

"A XP Investimentos classifica o resultado como morno"

Neutral reporting of assessment

Neutral language

"O Morgan Stanley destaca que embora o 4T25 tenha mostrado dinâmica fraca de receita"

Neutral reporting of critical analysis

Neutral language
Transparency 5/5
5/5 Score

Author attribution, dates, methodology disclosure, quote attribution

Summary

Full attribution of all bank analyses, clear date, author, and specific quote attribution.

Findings 2

"O JPMorgan avalia que a Ambev apresentou resultados amplamente em linha"

Clear attribution to specific source

Quote attribution

"Já o Bradesco BBI avalia que a Ambev segue executando bem"

Clear attribution to specific source

Quote attribution
Logical Coherence 5/5
5/5 Score

Internal consistency of claims, absence of contradictions and unsupported causation

Summary

No logical issues detected; consistent reporting of financial data and analysis.

Core Claims

"Ambev's Q4 2025 results were mixed with some positive and negative aspects"

Multiple investment bank analyses (JPMorgan, Bradesco BBI, Goldman Sachs, XP, Morgan Stanley) Named secondary

"Ambev's stock rose approximately 4% following the earnings release"

Market data and bank analysis Named secondary

"Different banks have varying recommendations from neutral to sell"

Specific recommendations from JPMorgan (neutral), Goldman Sachs (sell), Morgan Stanley (underweight) Named secondary

Logic Model Inspector

Consistent

Extracted Propositions (7)

  • P1

    "Ambev's Q4 2025 revenue was R$24.8 billion, an 8.2% year-over-year decline"

    Factual
  • P2

    "Normalized EBITDA was R$8.85 billion, an 8% year-over-year decline"

    Factual
  • P3

    "Net profit was R$4.62 billion, an 8% year-over-year decline"

    Factual
  • P4

    "Brazil beer volumes declined 2.6% organically year-over-year"

    Factual
  • P5

    "Better-than-expected Brazil beer volumes reflect stronger-than-expected demand in December causes positive EBITDA surprise"

    Causal
  • P6

    "Higher projected COGS per hectoliter for 2026 (4.5-7.5%) above JPMorgan's estimate (3.6%) causes frustrates initial expectations"

    Causal
  • P7

    "Weak demand in Brazil beer market is structural rather than just weather-related causes limited growth prospects according to Goldman Sachs"

    Causal

Claim Relationships Graph

Contradiction
Causal
Temporal
View Formal Logic Representation
=== Propositions ===
P1 [factual]: Ambev's Q4 2025 revenue was R$24.8 billion, an 8.2% year-over-year decline
P2 [factual]: Normalized EBITDA was R$8.85 billion, an 8% year-over-year decline
P3 [factual]: Net profit was R$4.62 billion, an 8% year-over-year decline
P4 [factual]: Brazil beer volumes declined 2.6% organically year-over-year
P5 [causal]: Better-than-expected Brazil beer volumes reflect stronger-than-expected demand in December causes positive EBITDA surprise
P6 [causal]: Higher projected COGS per hectoliter for 2026 (4.5-7.5%) above JPMorgan's estimate (3.6%) causes frustrates initial expectations
P7 [causal]: Weak demand in Brazil beer market is structural rather than just weather-related causes limited growth prospects according to Goldman Sachs

=== Causal Graph ===
betterthanexpected brazil beer volumes reflect strongerthanexpected demand in december -> positive ebitda surprise
higher projected cogs per hectoliter for 2026 4575 above jpmorgans estimate 36 -> frustrates initial expectations
weak demand in brazil beer market is structural rather than just weatherrelated -> limited growth prospects according to goldman sachs

All claims are logically consistent. No contradictions, temporal issues, or circular reasoning detected.

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