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Quer dormir melhor? Essas práticas dos atletas olímpicos de inverno podem ajudar

exame.com · Marina Semensato · 2026-02-12 · 749 words
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Source Quality 4
Perspective Balance 4
Contextual Depth 4
Language Neutrality 5
Transparency 5
Logical Coherence 5
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Distúrbios do sono: como atletas olímpicos driblam a dificuldade para descansar entre competições (iStock/Thinkstock)

Marina Semensato

Colaboradora

Publicado em 12 de fevereiro de 2026 às 10h30.

A pesquisa Global Sleep Survey da ResMed (2024-2025) diz, nos seus primeiros parágrafos, que constatou uma "crise global de sono". Cerca de 34% dos entrevistados relataram dificuldade para adormecer e 29% para manter o sono, três ou mais vezes por semana.

O problema vai além do cansaço e da queda de desempenho no dia seguinte. Com o passar do tempo, distúrbios do sono podem colaborar para uma série de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão.

As estatísticas não são muito diferentes no mundo olímpico. Um estudo de 2024 com 1.603 atletas da Seleção Americana revelou que quase 40% relataram dormir mal. A rotina de treinos pesados, viagens e pressão psicológica são fatores associados à piora no sono dos atletas.

A esquiadora Tess Johnson, de 25 anos, que está entre as competidoras na categoria esqui moguls das Olimpíadas deste ano, relata que sempre teve dificuldades para dormir na véspera de competições. "Às vezes acordo no meio da noite e fico remoendo coisas", afirma ao New York Times. "Seja algo relacionado ao meu desempenho no esqui ou ao resultado."

Num cenário onde já existe pressão suficiente sobre os resultados, adicionar mais uma preocupação — no caso, com o sono — pode ser contraproducente. É o que diz Emily Clark, psicóloga do Comitê Olímpico e Paralímpico dos EUA, ao jornal norte-americano, que reuniu estratégias adotadas por atletas e dicas de psicólogos para dormir melhor.

Com espaços apertados e camas desconfortáveis, dormir na Vila Olímpica pode ser um grande desafio para quem já tem essa dificuldade. Johnson, que competiu nos Jogos de 2018, lembra das paredes "finas como papel" em Pyeongchang. "Eu conseguia ouvir perfeitamente as pessoas acima de mim, abaixo de mim e ao meu lado", disse. Ela passou a usar fones de ouvido com cancelamento de ruído e ruído branco.

A esquiadora Julia Kern, da equipe de cross-country dos EUA, costuma viajar com travesseiro próprio e um mini umidificador para manter estabilidade durante a temporada, em que frequentemente troca de hotel.

As duas esquiadoras adotam estratégias relacionadas ao controle do ambiente. Segundo Clark, o objetivo é fazer o possível para deixar o espaço o mais adequado possível — escuro, silencioso e fresco — sem se esquecer de que algumas interrupções são inevitáveis.

Kern também rumina durante a noite, principalmente sob pressão olímpica. "Às vezes, após uma corrida, fico repassando a prova na minha cabeça e entro nesse ciclo", disse. Para se concentrar novamente, ela imagina estar em casa, visualiza espaços vazios ou pratica exercícios de respiração.

Esses exercícios ajudam a relaxar, pois sinalizam para o sistema nervoso simpático que é hora de desacelerar. Além deles, Clark recomenda criar um "ritual" para dormir, com banho quente, música relaxante ou diário. A psicóloga sugere evitar telas e atividades agitadas antes de dormir.

Ir para a cama em horário específico pode ser um desafio — tanto para pessoas comuns quanto para atletas de elite, que por vezes precisam competir à noite.

Jim Doorley, psicólogo do Comitê Olímpico e Paralímpico dos Estados Unidos, aconselha focar em uma "janela de tempo" para acordar. Manter essa regularidade ajuda na qualidade do sono, especialmente se houver uma dose de luz natural. Se não for possível, exercícios e alimentação adequada são alternativas para redefinir o relógio biológico.

O monitoramento do sono pode trazer benefícios, mas Doorley alerta que também pode levar à "pressão e ao perfeccionismo". Ele já viu atletas compararem pontuações de sono de dispositivos e até competirem entre si. "Às vezes, com mais conhecimento, vem quase a maldição do conhecimento", disse.

Johnson experimentou rastreadores por um tempo, mas o estresse de "acordar e ser informada de que dormi mal quando, na verdade, me senti bem" não compensava. Kern monitora o sono com dispositivo e geralmente acha útil, mas evita verificar resultados em fins de semana de corrida.

As diretrizes do Comitê Olímpico e Paralímpico dos Estados Unidos observam que, embora sono consistente seja importante, "uma noite de sono ruim raramente é suficiente para prejudicar seu desempenho quando você tem a adrenalina a seu favor e o acúmulo de boas noites de sono das anteriores".

O conselho de Doorley é desenvolver uma "relação infantil com o sono" — dormir quando estiver cansado e não pensar demais. Johnson concorda: "Isso é algo que tive que aprender ao longo dos anos. Consegui alguns dos meus melhores resultados com, tipo, quatro horas de sono, provavelmente."

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Source Quality 4/5
4/5 Score

Source classification (primary/secondary/tertiary), named vs anonymous, expert credentials, variety

Summary

Good mix of named expert sources and direct athlete quotes, but lacks primary documents or on-record officials.

Findings 5

"Tess Johnson, de 25 anos, que está entre as competidoras na categoria esqui moguls"

Named athlete provides direct experience.

Named source

"Emily Clark, psicóloga do Comitê Olímpico e Paralímpico dos EUA"

Named expert with clear credentials.

Expert source

"Jim Doorley, psicólogo do Comitê Olímpico e Paralímpico dos Estados Unidos"

Named expert with clear credentials.

Expert source

"A esquiadora Julia Kern, da equipe de cross-country dos EUA"

Named athlete provides direct experience.

Named source

"A pesquisa Global Sleep Survey da ResMed (2024-2025) diz"

Cites a survey but not primary data or authors.

Secondary source
Perspective Balance 4/5
4/5 Score

Acknowledgment of multiple viewpoints, counterarguments, and balanced presentation

Summary

Presents multiple athlete experiences and expert advice, though focused on a single solution-oriented perspective.

Findings 3

"O monitoramento do sono pode trazer benefícios, mas Doorley alerta que também pode levar à "pressão e ao perfeccionismo"."

Presents both benefits and drawbacks of sleep tracking.

Balance indicator

"Kern monitora o sono com dispositivo e geralmente acha útil, mas evita verificar resultados em fins de semana de corrida."

Shows nuanced, conditional use of a strategy.

Balance indicator

"Johnson experimentou rastreadores por um tempo, mas o estresse de "acordar e ser "

Presents a different personal outcome with the same tool.

Balance indicator
Contextual Depth 4/5
4/5 Score

Background information, statistics, comprehensiveness of coverage

Summary

Provides good statistical context, athlete anecdotes, and expert explanations, but limited historical background.

Findings 4

"Cerca de 34% dos entrevistados relataram dificuldade para adormecer e 29% para manter o sono"

Provides specific data from a survey.

Statistic

"Um estudo de 2024 com 1.603 atletas da Seleção Americana revelou que quase 40% relataram dormir mal."

Provides specific data linking to the article's focus.

Statistic

"Com o passar do tempo, distúrbios do sono podem colaborar para uma série de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão."

Provides background on general health consequences.

Background

"Johnson, que competiu nos Jogos de 2018, lembra das paredes "finas como papel" em Pyeongchang."

Provides specific historical context from a past event.

Context indicator
Language Neutrality 5/5
5/5 Score

Absence of loaded, sensationalist, or politically biased language

Summary

Language is consistently factual, descriptive, and free of sensationalist or politically loaded terms.

Findings 3

"Distúrbios do sono: como atletas olímpicos driblam a dificuldade para descansar entre competições"

Headline is descriptive and neutral.

Neutral language

"A rotina de treinos pesados, viagens e pressão psicológica são fatores associados à piora no sono dos atletas."

Factual, cause-and-effect description.

Neutral language

"O conselho de Doorley é desenvolver uma "relação infantil com o sono""

Uses a metaphorical but descriptive and neutral term.

Neutral language
Transparency 5/5
5/5 Score

Author attribution, dates, methodology disclosure, quote attribution

Summary

Full author attribution, clear date/time, and all quotes are properly attributed to their sources.

Findings 4

"Marina Semensato"

Author is clearly named.

Author attribution

"Publicado em 12 de fevereiro de 2026 às 10h30."

Precise publication date and time provided.

Date present

""Às vezes acordo no meio da noite e fico remoendo coisas", afirma ao New York Times."

Quote clearly attributed to Tess Johnson and the interview source.

Quote attribution

"É o que diz Emily Clark, psicóloga do Comitê Olímpico e Paralímpico dos EUA, ao jornal norte-americano"

Expert quote clearly attributed with context.

Quote attribution
Logical Coherence 5/5
5/5 Score

Internal consistency of claims, absence of contradictions and unsupported causation

Summary

No logical inconsistencies detected; the article builds a coherent argument about sleep challenges and strategies.

Core Claims

"Olympic athletes face significant sleep challenges due to training, travel, and pressure, but employ specific strategies to manage them."

Supported by quotes from named athletes Tess Johnson and Julia Kern, and experts Emily Clark and Jim Doorley. Named secondary

"Sleep monitoring can be beneficial but also lead to pressure and perfectionism."

Directly attributed to expert Jim Doorley and illustrated with athlete anecdotes. Named secondary

Logic Model Inspector

Consistent

Extracted Propositions (7)

  • P1

    "34% of Global Sleep Survey respondents reported difficulty falling asleep."

    Factual
  • P2

    "A 2024 study of 1,603 US athletes found nearly 40% reported poor sleep."

    Factual
  • P3

    "Tess Johnson competed in the 2018 Pyeongchang Olympics."

    Factual
  • P4

    "The US Olympic & Paralympic Committee has guidelines noting one bad night rarely harms performance."

    Factual
  • P5

    "Heavy training routines, travel, and psychological pressure causes are factors associated with worse athlete sleep."

    Causal
  • P6

    "Breathing exercises help relax by signaling causes the sympathetic nervous system to slow down."

    Causal
  • P7

    "Maintaining a regular wake-up time helps causes sleep quality, especially with natural light."

    Causal

Claim Relationships Graph

Contradiction
Causal
Temporal
View Formal Logic Representation
=== Propositions ===
P1 [factual]: 34% of Global Sleep Survey respondents reported difficulty falling asleep.
P2 [factual]: A 2024 study of 1,603 US athletes found nearly 40% reported poor sleep.
P3 [factual]: Tess Johnson competed in the 2018 Pyeongchang Olympics.
P4 [factual]: The US Olympic & Paralympic Committee has guidelines noting one bad night rarely harms performance.
P5 [causal]: Heavy training routines, travel, and psychological pressure causes are factors associated with worse athlete sleep.
P6 [causal]: Breathing exercises help relax by signaling causes the sympathetic nervous system to slow down.
P7 [causal]: Maintaining a regular wake-up time helps causes sleep quality, especially with natural light.

=== Causal Graph ===
heavy training routines travel and psychological pressure -> are factors associated with worse athlete sleep
breathing exercises help relax by signaling -> the sympathetic nervous system to slow down
maintaining a regular wakeup time helps -> sleep quality especially with natural light

All claims are logically consistent. No contradictions, temporal issues, or circular reasoning detected.

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