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Suspense com o Copom: Selic terá corte de meio ponto, 0,25 p.p. ou será mantida?

infomoney.com.br · Élida Oliveira · 2026-03-18 · 1,285 words
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As incertezas no cenário externo agravadas pelo conflito no Oriente Médio elevaram o risco de inflação à frente e fizeram com que alguns bancos e casas de investimento revissem a projeção de corte da taxa básica de juros, a Selic. Se, em janeiro, a expectativa da maioria era de que o início de cortes seria em março, de 0,50 ponto percentual, agora as projeções passaram a considerar um corte menor, de 0,25 p.p., ou até de manutenção.

Leia também: Juros nos EUA: como o choque do petróleo pode impactar a decisão do Fed?

Incertezas reduzem magnitude do corte da Selic

Entre as instituições que revisaram a magnitude de corte, estão o JP Morgan, Bank of America (BofA), Itaú BBA, ASA e Banco Pine.

Viva do lucro de grandes empresas

Elas citam a incerteza elevada e o balanço de riscos menos favorável associado à alta do petróleo, que passou de US$ 72 por barril para uma média de US$ 103.

O BofA sustenta a projeção baseado nos efeitos da política monetária restritiva para validar o corte. Mas, com os riscos de alta no petróleo devido à guerra, o tamanho deste corte seria reduzido.

O JP Morgan usa a expressão "incertezas significativas" para falar da duração e magnitude dos efeitos da guerra sobre os preços globais e sobre o real brasileiro. A instituição diz que o Banco Central deve optar pelo corte de 0,25 p.p. para manter o compromisso sinalizado na reunião anterior, de iniciar a redução do juro, mas sem abrir mão da necessidade de mais dados antes de seguir com maior firmeza no plano.

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"Embora choques externos possam produzir efeitos secundários na economia brasileira, seus contornos só se tornarão claros com o tempo e os dados, o que torna mais provável que o Banco Central reforce a dependência de dados nas decisões futuras, e mantenha um corte de 0,25 p.p", diz o relatório.

Mario Mesquita, economista-chefe do Itaú, avalia que a estimativa de inflação no horizonte relevante (até o terceiro trimestre de 2027), deve subir de 3,2% para 3,4%. "Em nossa avaliação, essa piora não inviabiliza o início da flexibilização, mas, com projeções no limiar do que seria aceitável, a conjuntura requer um ajuste mais comedido, de 25 p.b", afirma, em relatório.

Cristiano Oliveira, diretor de pesquisa macroeconômica do Banco Pine, também diz que a desaceleração da atividade econômica aumentou a probabilidade de o Copom ser mais cauteloso e cortar apenas 0,25 p.p., apesar de ver espaço para um corte mais amplo, de 0,50 p.p.

O ASA mudou a projeção de inflação e corte de juro pelo risco da alta das commodities energéticas, em especial do petróleo. "Ainda que o BC tenda a olhar para a curva da commodity e não apenas para o spot, a elevação recente dos preços amplia os riscos para a inflação doméstica, tanto de forma direta, via combustíveis, quanto indireta, por eventuais efeitos secundários sobre expectativas e preços administrados", afirma a nota.

A estimativa do ASA é de inflação a 3,6% no horizonte relevante, longe do centro da meta. "Esse deslocamento, por si só, já reforça a conveniência de um início de ciclo mais parcimonioso", diz a nota.

José Alfaix, economista da Rio Bravo, destaca que o cenário doméstico, por si só, não justificaria tamanha cautela. "O Copom chega a esta quarta-feira num cenário em que as condições internas ainda comportariam afrouxamento gradual. O problema é que a geopolítica não pede licença. Um corte menor, de 0,25 ponto percentual, parece o desfecho mais provável", afirma.

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Leia também: Copom deve cortar juros de olho no petróleo e no risco de inflação, mas a que ritmo?

Cenário adverso fará Copom manter juro em 15%

Já a XP vê "o copo meio vazio" na leitura de cenários. A instituição reviu a projeção de corte de 0,50 p.p. da Selic e, agora, estima que o Comitê de Política Monetária (Copom) deverá manter a taxa básica de juros como está, em 15%.

Em relatório assinado pelo economista Caio Megale, há uma piora no quadro de inflação, e não somente devido à guerra. Ele cita os indicadores de janeiro e fevereiro que apontam aceleração da atividade econômica, após queda nos números do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre de 2025. Megale afirma que o mercado de trabalho segue aquecido, e o consumo das famílias ainda demonstra força na demanda interna.

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Os dados do IPCA, que mede a inflação oficial do país, também entram na análise do Megale, já que indicam uma inflação acima da meta na medida dos núcleos, interrompendo a queda dos últimos meses. Muito embora os casos de recuperações judiciais das empresas estejam aumentando e a taxa de câmbio esteja atuando como um "amortecedor" na alta dos preços do petróleo, Megale ainda projeta que o Copom deverá manter os juros inalterados, até que o quadro amplo se estabilize.

"Acreditamos que o Copom manterá a taxa Selic em 15,00% nesta semana. Nossa projeção anterior indicava um corte de 0,50 p.p.. O Comitê poderia optar por uma redução de menor magnitude (0,25 p.p.). Contudo, em nossa avaliação, dado o nível elevado da taxa Selic, esse pequeno ajuste faria pouca diferença para a economia e poderia transmitir um sinal menos claro aos mercados. Acreditamos que, se o Copom não estiver confiante para cortar a taxa de juros em 0,50 p.p., é melhor deixá-la inalterada e fazê-lo com mais embasamento em abril", afirma o economista, em relatório.

Nem todos descartam corte de 0,50 p.p.

Apesar das mudanças de cenário, há quem mantenha a expectativa de corte em 0,50 p.p. Rodolpho Sartori, economista da Austin Rating, afirma que reconhece o cenário externo adverso, mas não vê motivo para o corte de 0,25 p.p. "Achamos que há espaço para corte de 0,50 p.p. e não será 0,25 p.p. a mais ou a menos que irá mudar o cenário", avalia.

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A Austin ainda não revisou a taxa terminal, e projeta Selic ao fim de 2025 em 11,50%. Segundo Sartori, a leitura do cenário poderá ser modificada após a divulgação do teor do comunicado.

A Warren Investimentos segue a mesma linha. A expectativa de corte de 0,50 p.p. se manteve, apesar da probabilidade de um Copom mais conservador.

A casa defende que o Banco Central vai considerar os efeitos restritivos da política monetária, e que há margem para o início de corte e, caso o cenário mais negativo se materialize, o BC poderá suspender a calibragem de juros. Mas, enquanto nada se confirma, a Warren segue projetando cortes seguidos de 0,50 p.p. até uma Selic terminal em 12%.

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Projeção de corte de juros e Selic ao fim de 2026

Projeção de corte de juros e Selic ao fim de 2026

Corte (p.p.)
Selic ao fim de 2026 (%)
Magnitude
Revisou

Corte (p.p.)

Selic ao fim de 2026 (%)

Magnitude

Revisou

XP
0,00
13,00
200
sim

XP

0,00

13,00

200

sim

ASA
0,25
12,00
300
sim

ASA

0,25

12,00

300

sim

BofA
0,25
11,75
325
sim

BofA

0,25

11,75

325

sim

C6
0,25
12,50
250
não

C6

0,25

12,50

250

não

Forum
0,25
12,50
300
sim

Forum

0,25

12,50

300

sim

G5 Partners
0,25
12,50
250
sim

G5 Partners

0,25

12,50

250

sim

Itaú BBA
0,25
12,25
275
sim

Itaú BBA

0,25

12,25

275

sim

JP Morgan
0,25
11,75
325
sim

JP Morgan

0,25

11,75

325

sim

Pine
0,25
11,50
350
sim

Pine

0,25

11,50

350

sim

Polo Capital
0,25
13,00
200
sim

Polo Capital

0,25

13,00

200

sim

Suno
0,25
12,50
250
sim

Suno

0,25

12,50

250

sim

Austin Rating
0,50
11,50
350
não

Austin Rating

0,50

11,50

350

não

Warren
0,50
12,00
300
não

Warren

0,50

12,00

300

não

Tap highlighted text for details

Source Quality
Perspective
Context
Neutrality
Transparency
Logic
Source Quality 4/5
4/5 Score

Source classification (primary/secondary/tertiary), named vs anonymous, expert credentials, variety

Summary

Multiple named secondary sources from financial institutions, but no primary sources like direct interviews with central bank officials.

Findings 4

"Mario Mesquita, economista-chefe do Itaú"

Named expert with title and affiliation.

Named source

"Cristiano Oliveira, diretor de pesquisa macroeconômica do Banco Pine"

Named expert with title and affiliation.

Named source

"José Alfaix, economista da Rio Bravo"

Named expert with title and affiliation.

Named source

"Rodolpho Sartori, economista da Austin Rating"

Named expert with title and affiliation.

Named source
Perspective Balance 5/5
5/5 Score

Acknowledgment of multiple viewpoints, counterarguments, and balanced presentation

Summary

Article actively explores multiple perspectives on the interest rate decision, presenting evidence for different forecasts.

Findings 4

"Se, em janeiro, a expectativa da maioria era de que o início de cortes seria em março, de 0,50 ponto percentual, agora as projeções passaram a considerar um corte menor, de 0,25 p.p., ou até de man..."

Presents three different possible outcomes.

Balance indicator

"Já a XP vê "o copo meio vazio" na leitura de cenários."

Acknowledges a pessimistic viewpoint.

Balance indicator

"Nem todos descartam corte de 0,50 p.p."

Explicitly introduces a counter-perspective.

Balance indicator

"A Warren Investimentos segue a mesma linha."

Notes another institution holding a different view.

Balance indicator
Contextual Depth 4/5
4/5 Score

Background information, statistics, comprehensiveness of coverage

Summary

Provides good context on external factors (war, oil prices) and domestic economic indicators, supported by specific data.

Findings 4

"As incertezas no cenário externo agravadas pelo conflito no Oriente Médio elevaram o risco de inflação"

Provides geopolitical context for economic risk.

Background

"que passou de US$ 72 por barril para uma média de US$ 103."

Provides specific oil price data.

Statistic

"deve subir de 3,2% para 3,4%."

Provides specific inflation projection data.

Statistic

"após queda nos números do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre de 2025."

Provides historical economic performance context.

Background
Language Neutrality 5/5
5/5 Score

Absence of loaded, sensationalist, or politically biased language

Summary

Language is consistently factual and neutral, reporting forecasts and analysis without sensationalism or loaded terms.

Findings 4

"As incertezas no cenário externo agravadas pelo conflito no Oriente Médio elevaram o risco de inflação"

Neutral, descriptive language.

Neutral language

"Mario Mesquita, economista-chefe do Itaú, avalia que"

Neutral attribution of statement.

Neutral language

"A estimativa do ASA é de inflação a 3,6% no horizonte relevante"

Neutral reporting of a statistic.

Neutral language

"Projeção de corte de juros e Selic ao fim de 2026"

Neutral, tabular data presentation.

Neutral language
Transparency 4/5
4/5 Score

Author attribution, dates, methodology disclosure, quote attribution

Summary

Clear author attribution, date, and specific quote attribution to individuals and institutions. No disclosed methodology.

Findings 2

""Embora choques externos possam produzir efeitos secundários na economia brasileir"

Quote is clearly attributed to a report.

Quote attribution

""Em nossa avaliação, essa piora não inviabiliza o início da flexibilização"

Quote is clearly attributed to Mario Mesquita via a report.

Quote attribution
Logical Coherence 5/5
5/5 Score

Internal consistency of claims, absence of contradictions and unsupported causation

Summary

No logical inconsistencies detected; the article presents a coherent analysis of differing forecasts based on shared economic variables.

Core Claims

"Uncertain external factors (Middle East conflict, oil prices) have caused financial institutions to revise their projections for Brazil's Selic interest rate cut."

Aggregate reporting of forecasts from multiple named financial institutions (JP Morgan, BofA, Itaú BBA, ASA, Pine, XP, Austin Rating, Warren). Named secondary

"The Copom (Monetary Policy Committee) is likely to implement a smaller rate cut (0.25 p.p.) or maintain the current rate (15%), rather than the previously expected 0.50 p.p. cut."

Forecasts attributed to specific economists at JP Morgan, Itaú, Pine, ASA, Rio Bravo, and XP. Named secondary

"Some institutions (Austin Rating, Warren) maintain the expectation of a 0.50 p.p. cut."

Forecasts attributed to economists Rodolpho Sartori (Austin Rating) and the Warren Investimentos team. Named secondary

Logic Model Inspector

Consistent

Extracted Propositions (6)

  • P1

    "Oil prices rose from $72 to an average of $103 per barrel."

    Factual
  • P2

    "The Selic rate was at 15% as of the article's context."

    Factual
  • P3

    "The Copom meeting was scheduled for the week of the article's publication."

    Factual
  • P4

    "High oil prices causes increased inflation risk -> more cautious monetary policy (smaller/no rate cut)"

    Causal
  • P5

    "Middle East conflict causes global price uncertainty -> more data-dependent central bank decisions"

    Causal
  • P6

    "Heated labor market and strong domestic demand causes inflationary pressure -> argument for maintaining rates"

    Causal

Claim Relationships Graph

Contradiction
Causal
Temporal
View Formal Logic Representation
=== Propositions ===
P1 [factual]: Oil prices rose from $72 to an average of $103 per barrel.
P2 [factual]: The Selic rate was at 15% as of the article's context.
P3 [factual]: The Copom meeting was scheduled for the week of the article's publication.
P4 [causal]: High oil prices causes increased inflation risk -> more cautious monetary policy (smaller/no rate cut)
P5 [causal]: Middle East conflict causes global price uncertainty -> more data-dependent central bank decisions
P6 [causal]: Heated labor market and strong domestic demand causes inflationary pressure -> argument for maintaining rates

=== Causal Graph ===
high oil prices -> increased inflation risk  more cautious monetary policy smallerno rate cut
middle east conflict -> global price uncertainty  more datadependent central bank decisions
heated labor market and strong domestic demand -> inflationary pressure  argument for maintaining rates

All claims are logically consistent. No contradictions, temporal issues, or circular reasoning detected.

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