Senator Alessandro Vieira (MDB-SE) requested the Attorney General's Office to dismiss the representation filed by Supreme Court Justice Gilmar Mendes. Gilmar filed a complaint with the Attorney General's Office against Vieira for alleged abuse of authority, after the senator proposed his indictment in the Organized Crime CPI report. The report was rejected by the committee by 6 votes to 4.
The Organized Crime CPI was created to investigate the repression and prevention of organized crime, including militias, money laundering and drug trafficking. Senator Alessandro Vieira, as the commission's rapporteur, proposed in his final report the indictment of three STF justices and the attorney general for crimes of responsibility, but the report was rejected by the majority of commission members.
Alessandro Vieira argumenta que suas manifestações como relator da CPI do Crime Organizado são protegidas por imunidade parlamentar, citando precedentes do próprio ministro Gilmar Mendes, após o magistrado solicitar à PGR investigação por suposto abuso de autoridade [1].
O senador Alessandro Vieira, relator da CPI do Crime Organizado, protocolou pedido de arquivamento de ação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, que havia solicitado investigação contra o parlamentar por suposto abuso de autoridade [1]. O pedido de arquivamento ocorre após Vieira ter proposto o indiciamento de Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Paulo Gonet no relatório da CPI, que foi posteriormente rejeitado por 6 votos a 4.
A defesa de Vieira fundamenta o pedido de arquivamento na imunidade parlamentar, argumentando que as manifestações do relator no exercício de suas funções na CPI são protegidas constitucionalmente. A estratégia jurídica utiliza precedentes estabelecidos pelo próprio ministro Gilmar Mendes sobre o alcance da imunidade parlamentar, buscando invalidar a base legal do pedido de investigação [1]. Este movimento representa uma contraofensiva institucional que questiona os limites da atuação do Judiciário sobre o Legislativo em investigações parlamentares.
O conflito tem origem em decisão do STF que suspendeu a quebra de sigilo da empresa Maridt Participações, solicitada pela CPI do Crime Organizado como parte de suas investigações. Em 5 de março de 2026, a CPI protocolou pedido de revisão desta decisão no STF, com o presidente da comissão, senador Fabiano Contarato, argumentando que *"se a comissão não puder quebrar sigilos ou convocar testemhas, o sentido constitucional da investigação é esvaziado"* [2]. A CPI buscou reafirmar seus poderes investigativos frente a limitações impostas pelo Judiciário, em um contexto de tensão institucional entre poderes sobre os limites da atuação de comissões parlamentares de inquérito.
Fontes
- Contexto jornalístico sobre o pedido de arquivamento de Alessandro Vieira — informações sobre o conflito entre o relator da CPI e o ministro Gilmar Mendes
- STF — Notícia oficial "CPI do Crime Organizado: Senadores pedem que STF reveja decisão que suspendeu quebra de sigilo": https://www12.senado.leg.br/tv/programas/noticias-1/2026/03/cpi-do-crime-organizado-senadores-pedem-que-stf-reveja-decisao-que-suspendeu-quebra-de-sigilo
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Alessandro Vieira is the rapporteur of the Organized Crime CPI
Vieira proposed the indictment of Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Alexandre de Moraes and Paulo Gonet in the CPI report
The CPI report was rejected by 6 votes to 4
Gilmar Mendes requested the Attorney General's Office to investigate Vieira for alleged abuse of authority
Vieira claims to have parliamentary immunity for his statements
Gilmar's indictment was proposed due to the decision that overturned the CPI's request to break Maridt Participações' confidentiality
Vieira's defense uses precedents from Gilmar Mendes himself regarding parliamentary immunity