Brazil's postal service announced on Thursday (23) a loss of R$ 8.5 billion in 2025, more than triple the negative result from 2024. Company president Emmanoel Rondon presented the figures during a press conference and said the state-owned company expects to return to profitability in 2027.
Correios faces a prolonged financial crisis, accumulating 14 consecutive quarters of losses since the last quarter of 2022. The company suffers from declining demand for traditional services due to e-commerce companies expanding their own logistics operations and what the president calls the 'dematerialization' of letters, while also facing a rigid cost structure that makes immediate adjustments difficult when revenue declines.
O prejuízo recorde foi impulsionado por gastos de R$ 6,4 bilhões com processos judiciais – um salto de 55% em relação a 2024 – e pela queda de 11,35% na receita, enquanto a empresa acumula 14 trimestres consecutivos de resultados negativos desde 2022 [1].
Os Correios divulgaram em 23 de abril de 2026 um prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025, mais que o triplo do saldo negativo de R$ 2,6 bilhões registrado no ano anterior [1]. A receita bruta encolheu para R$ 17,3 bilhões, uma retração de 11,35% ante 2024, enquanto as despesas com processos trabalhistas e cíveis dispararam para R$ 6,4 bilhões . A companhia recorreu a empréstimos de R$ 12 bilhões junto a bancos públicos e privados para tentar recompor o caixa .
O principal motor do rombo foi o passivo judicial: os gastos com ações na Justiça aumentaram 55% em um ano, refletindo o acúmulo de condenações históricas e a escalada de novos litígios [1]. Para conter custos, a empresa lançou um Programa de Demissão Voluntária (PDV) em 2026, com 3.181 adesões – bem abaixo da meta inicial de 10 mil desligamentos . A decisão de 2012 do TRT-16ª Região, que negou a um ex-empregado dos Correios o direito de incluir dependente no plano de saúde após aderir ao PDV, ilustra a rigidez com que a estatal defende os termos desses acordos, buscando evitar novos passivos [2].
A gestão sob o comando do presidente Emmanoel Rondon projeta um retorno à lucratividade apenas em 2027, mas o quadro atual – 14 trimestres seguidos no vermelho e um déficit de caixa estimado em R$ 20 bilhões – levanta dúvidas sobre a viabilidade da meta [1]. As demonstrações financeiras completas, assim como o parecer dos auditores independentes, não foram disponibilizadas ao público até o momento, o que dificulta a verificação independente dos números .
Fontes
- Correios – Coletiva de imprensa com apresentação de resultados de 2025, 23/04/2026 (fonte não recuperada em diário oficial).
- TRT-16ª Região – Notícia sobre acórdão que nega inclusão de dependente em plano de saúde após PDV: https://www.trt4.jus.br/portais/escola/modulos/noticias/426922
What the sources say
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Brazil's postal service had a loss of R$ 8.5 billion in 2025, more than three times greater than the R$ 2.6 billion loss in 2024
Gross revenue was R$ 17.3 billion in 2025, a decline of 11.35% compared to 2024
The company spent R$ 6.4 billion on legal proceedings in 2025, an increase of 55% compared to 2024
The company received loans of R$ 12 billion from public and private banks
In the 2026 voluntary departure program, 3,181 employees joined the voluntary resignation scheme
The company has accumulated 14 consecutive quarters of losses since the last quarter of 2022
Brazil's postal service ended 2025 with a negative net worth of R$ 13.1 billion
Unconfirmed exclusive
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The company identified a cash deficit of R$ 20 billion
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The original target for the voluntary departure program was to achieve 10,000 resignations