The MST organized a five-day march in Pará to mark 30 years since the Eldorado dos Carajás massacre. On April 17, 1996, military police opened fire on landless workers who were blocking the PA-150 highway in protest for land reform. The incident left 21 dead and dozens wounded.
The Landless Workers' Movement (MST) is an organization that fights for agrarian reform in Brazil. The Eldorado dos Carajás massacre occurred on April 17, 1996, when military police opened fire on landless workers who were blocking highway PA-150 to demand the expropriation of an unproductive farm, resulting in 21 deaths and dozens of injuries.
Trabalhadores rurais percorrem 5 dias entre Curionópolis e Eldorado dos Carajás para lembrar os 21 mortos em 1996, enquanto dados oficiais revelam impunidade e contexto de violência agrária no estado.
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realiza uma marcha de cinco dias entre os municípios de Curionópolis e Eldorado dos Carajás, no Pará, para marcar os 30 anos do massacre que deixou 21 mortos. O episódio ocorreu em 17 de abril de 1996, na Curva do S, quando trabalhadores protestavam pela desapropriação da Fazenda Macaxeira. Dezenas de sobreviventes ficaram feridos. A área desapropriada posteriormente deu origem ao assentamento 17 de Abril, nome que homenageia a data da tragédia [1].
O processo judicial do massacre, documentado em diários oficiais, revela um cenário de impunidade. Dos 144 policiais denunciados, 142 foram absolvidos, resultando na condenação de apenas dois agentes [2]. Apesar da ampla repercussão nacional e internacional, os fundamentos jurídicos que levaram à absolvição da maioria dos acusados permanecem como um marco da aplicação da justiça no caso. Documentos da Câmara dos Deputados, datados de 2009, referem-se ao episódio como "um exemplo da impunidade" [3].
O contexto do Pará como epicentro de conflitos agrários no Brasil é corroborado por registros públicos. O estado lidera o ranking nacional de violência no campo, com sete dos dez municípios mais violentos situados em seu território. Diários da Câmara dos Deputados, já em 1996, afirmavam que "a questão agrária é tratada à bala no Pará" [4], demonstrando a persistência histórica do problema. A Delegacia de Polícia Civil de Eldorado dos Carajás, por exemplo, possui 18 processos indexados no sistema Escavador, com o Ministério Público do Estado do Pará sendo a parte mais frequente [5].
A memória das vítimas é mantida através de medidas de reparação. Diários Oficiais do Estado do Pará (DOEPA) registram a concessão de pensões especiais no valor de R$ 415,00 a sobreviventes como Benjamin Pinheiro Dias, Júlia Pereira da Silva e Antônio Manoel da Costa [6]. Em 2013, o estado concordou em pagar indenizações de R$ 30.000,00 aos dependentes de cada uma das 19 vítimas fatais, em acordo relacionado a um caso na Comissão Interamericana de Direitos Humanos [7].
A dimensão documental do massacre ganhou projeção internacional através do trabalho do fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado [8]. Sua cobertura, que integra um amplo acervo sobre conflitos sociais, ajudou a transformar um episódio de interesse local em um símbolo nacional da luta pela terra, conforme registrado em diários da Câmara em 2011 [9]. A marcha atual do MST, três décadas depois, ocorre em um município – Eldorado dos Carajás – cuja prefeitura possui 121 processos judiciais indexados apenas no estado do Pará [10], reforçando o cenário de disputas que permanece.
What the sources say
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The massacre occurred on April 17, 1996, at Curva do S in Eldorado dos Carajás, Pará
The workers were protesting for the expropriation of Macaxeira Farm
Dozens of survivors were wounded
The farm was expropriated and became the 17 de Abril settlement
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MST organized a five-day march between Curionópolis and Eldorado dos Carajás to mark 30 years
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144 police officers were charged and 142 were acquitted
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Pará leads the ranking of agrarian conflicts with seven of the ten most violent municipalities
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Photographer Sebastião Salgado documented the massacre
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