← Voltar ao feed

60% dos brasileiros não souberam que Senado rejeitou Jorge Messias ao STF

2 fontes · 19 May 2026
2 consensos · 1 parciais · 0 contradições

Quase seis em cada dez brasileiros (59%) não souberam que o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira. O advogado-geral da União foi barrado por 42 votos contra 34 favoráveis em 29 de abril — a primeira rejeição de um indicado presidencial ao STF desde 1894.

Citações da imprensa (2)
G1

"59% das pessoas não souberam que o advogado-geral da União foi recusado para a vaga na Corte pelo Senado Federal, no dia 29 de abril"

Agência Senado

"Por 42 contrários a 34 votos a favor, o Plenário rejeitou nesta quarta-feira (29) a indicação de Jorge Rodrigo Araújo Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal"

Entre os 41% que tomaram conhecimento da decisão, apenas 19% disseram estar bem informados sobre o caso, segundo o levantamento feito com 2.004 pessoas em 139 municípios nos dias 12 e 13 de maio. O desconhecimento foi maior entre eleitores de Lula (61%) do que entre eleitores de Bolsonaro (50%), e chegou a 72% entre quem pretende votar branco ou nulo.

Citações da imprensa (2)
G1

"Dentre os 41% que disseram ter tomado conhecimento, 19% afirmaram estar bem informados, 18% mais ou menos, e 4% mal informados"

DCM

"Entre eleitores que pretendem votar em branco, nulo ou em nenhum candidato, a taxa chegou a 72%"

Dos entrevistados que souberam da rejeição, 53% acreditam que o episódio enfraqueceu o governo, enquanto 7% disseram que ele saiu fortalecido. Para ser aprovado, Messias precisava de pelo menos 41 votos dos 81 senadores — a maioria absoluta exigida pela Constituição para indicações ao STF.

Citações da imprensa (2)
DCM

"Entre os entrevistados que souberam do episódio, 53% disseram que a derrota deixou o governo mais fraco, enquanto 7% avaliaram que ele saiu mais forte"

Agência Senado

"A aprovação da indicação (MSF 7/2026) dependia do voto favorável de pelo menos 41 senadores"

A última vez que o Senado rejeitou indicados presidenciais ao Supremo foi em 1894, durante o governo do marechal Floriano Peixoto, quando cinco nomes foram barrados. O caso mais emblemático foi o de Cândido Barata Ribeiro, médico-cirurgião sem formação jurídica que chegou a atuar como ministro por dez meses antes da rejeição.

Citações da imprensa (2)
Estadão Blog Do Fausto Macedo

"Em 128 anos, só cinco indicados pelo presidente para ocupar vaga de ministro do STF foram barrados pelos parlamentares, de acordo com o Senado. E todas as rejeições ocorreram em 1894, no governo do marechal Floriano Peixoto"

Estadão Blog Do Fausto Macedo

"O caso mais emblemático é o de Cândido Barata Ribeiro, médico-cirurgião e professor de Medicina no Rio. [...] chegou a atuar como ministro do STF (naquela época, o escolhido podia começar os trabalhos antes dos senadores votarem a indicação) e foi reprovado depois de dez meses de trabalho"

1. O que se sabe (2)

A pesquisa Datafolha ouviu 2.004 pessoas em 139 municípios nos dias 12 e 13 de maio, com margem de erro de 2 pontos percentuais

2 fontes DCM G1

Foi a primeira rejeição de indicado presidencial ao STF desde 1894

2 fontes DCM G1
2. Onde a cobertura é mais esparsa (1)

Cobertos por apenas algumas fontes, ou onde os relatos divergem.

Cobertos por apenas algumas fontes (1)

Lula pode tentar reindicar Jorge Messias, mas norma do Senado de 2010 impede reapreciação no mesmo ano

Reportado por: DCM G1
3. O que ainda não se sabe (3)
  • Qual será a próxima indicação de Lula para a vaga no STF?

    Por que ainda não se sabe: O presidente não anunciou se vai reindicar Messias ou escolher novo nome

  • Como se compara o nível de conhecimento público sobre outras decisões do Senado?

    Por que ainda não se sabe: Não há dados de pesquisas anteriores sobre conhecimento público de confirmações ou rejeições pelo Senado

    Não cobriram: G1 DCM
  • Qual foi a composição partidária dos 42 votos contrários a Messias?

    Por que ainda não se sabe: A votação foi secreta, impedindo identificação individual dos votos

Todas as fontes

2