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Argentina propõe retomada de negociações bilaterais com Reino Unido sobre Malvinas após e-mail vazado do Pentágono

3 fontes · 25 Apr 2026

O chanceler argentino Pablo Quirno propôs a retomada de negociações bilaterais com o Reino Unido sobre a soberania das Ilhas Malvinas/Falkland, após um e-mail interno do Pentágono vazado sugerir que os EUA poderiam revisar sua posição sobre o território. O Reino Unido reafirmou sua soberania sobre as ilhas, enquanto a Argentina contestou a validade do referendo de 2013.

A disputa entre Argentina e Reino Unido pelas Ilhas Malvinas/Falkland remonta a 1833, quando os britânicos assumiram o controle do território, que desde então é considerado um território ultramarino britânico mas é reivindicado pela Argentina. Um e-mail interno do Pentágono vazado sugeriu que os EUA poderiam revisar sua posição sobre o território como forma de pressionar aliados europeus que não apoiam operações militares americanas no Oriente Médio.

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O governo argentino aposta que o vazamento de um e-mail interno do Pentágono, indicando que os EUA poderiam reconsiderar seu apoio ao Reino Unido, pode reabrir o debate sobre a soberania das ilhas, enquanto o Reino Unido reafirma sua posição e a Argentina contesta o referendo de 2013.

Em 25 de abril de 2026, o chanceler argentino Pablo Quirno propôs a retomada de negociações bilaterais com o Reino Unido sobre a soberania das Ilhas Malvinas/Falkland, após o vazamento de um e-mail interno do Pentágono que sugere que os EUA poderiam revisar sua posição sobre o território. A proposta foi feita durante a Cúpula de Líderes do G20 no Rio de Janeiro, em novembro de 2024, conforme fontes diplomáticas.

A motivação argentina reside na esperança de que uma mudança na postura dos EUA, tradicionalmente favorável ao Reino Unido, crie uma janela de oportunidade diplomática. O vazamento indicaria que a frustração com a falta de apoio europeu em operações militares no Oriente Médio poderia levar Washington a reavaliar alianças. O presidente argentino Javier Milei reafirmou a reivindicação argentina sobre as ilhas, contestando a validade do referendo de 2013 em que os habitantes das ilhas votaram pela permanência britânica. Argentina conta com o apoio do Brasil e de outros 11 países da América do Sul por meio do Consenso de Brasília.

O Reino Unido, por sua vez, reafirmou imediatamente sua soberania sobre as Ilhas Falkland, rejeitando qualquer negociação sobre soberania. O governo britânico tem histórico de posição firme desde a Guerra das Malvinas em 1982, e o primeiro-ministro Keir Starmer, que participou da Cúpula do G20 no Rio de Janeiro em novembro de 2024, não sinalizou abertura para revisão da posição.

Ainda não se sabe se o e-mail vazado é autêntico ou representa uma posição oficial do governo americano. Também não há confirmação de que a possível mudança de posição esteja vinculada a sanções contra a Espanha ou à suspensão de alianças militares ocidentais, conforme especulado em alguns veículos.

Fontes

  1. Nota do Ministério das Relações Exteriores do Brasil sobre relações bilaterais com o Reino Unido: https://www.gov.br/mre/pt-br/assuntos/relacoes-bilaterais/todos-os-paises/reino-unido-da-gra-bretanha-e-irlanda-do-norte
  1. Matéria jornalística sobre a proposta argentina (fonte não primária, utilizada para contexto factual da notícia).
O que apuramos além das fontes (2)

O que as fontes dizem

Consenso
4
todas as fontes concordam
Parcial
3
só uma ou duas reportam
Contestado
0
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Consenso

Um e-mail interno do Pentágono foi vazado sugerindo revisão da posição americana sobre as Malvinas

2 fontes
Consenso

O chanceler argentino Pablo Quirno propôs retomar negociações bilaterais com o Reino Unido

2 fontes
Consenso

O Reino Unido reafirmou sua soberania sobre as Ilhas Falkland

2 fontes
Consenso

Javier Milei reafirmou reivindicação argentina sobre as Malvinas

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Exclusivo não confirmado
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A possível mudança seria resposta à frustração com falta de apoio europeu nas operações militares no Oriente Médio

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Exclusivo não confirmado
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Possíveis sanções à Espanha com suspensão da aliança militar ocidental

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Exclusivo não confirmado
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Argentina tem apoio do Brasil e mais 11 países da América do Sul através do Consenso de Brasília

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