Bancos brasileiros relataram resultados divergentes no primeiro trimestre de 2026, com a Caixa Econômica Federal registrando queda de 34,4% no lucro e o Nubank ampliando carteira de crédito em 40% no período. Os números, divulgados quinta-feira (14), refletem os efeitos das novas regras do Banco Central para provisões de crédito — a Resolução 4.966/2021, que entrou em vigor no início de 2025 e exige provisionamento de perdas esperadas, não apenas perdas efetivamente registradas. ✓
Citações da imprensa (2)
"A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido recorrente de R$ 3,5 bilhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 34,4% em relação ao mesmo período do ano passado"
"A carteira de crédito total expandiu 40% YoY e 7% QoQ para US$ 37,2 bilhões"
A Caixa reportou lucro líquido recorrente de R$ 3,5 bilhões no trimestre, contra R$ 5,3 bilhões no mesmo período de 2025. Segundo o banco estatal, as provisões para perdas saltaram 225% em 12 meses, chegando a R$ 6,5 bilhões, em função da transição regulatória que elevou as reservas para possíveis calotes. A inadimplência subiu para 3,71%, alta de 1,22 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre do ano anterior. ✓
Citações da imprensa (2)
"Provisão para perdas: R$ 6,5 bilhões (+225% em 12 meses)"
"Segundo o banco, as provisões passaram a considerar perdas esperadas nas operações de crédito, e não apenas perdas efetivamente registradas"
O Nubank seguiu trajetória oposta, registrando lucro líquido de US$ 871 milhões (crescimento de 41% ano contra ano) e expandindo a carteira de crédito para US$ 37,2 bilhões. O CFO Guilherme Lago disse que as provisões do banco cresceram 33% no trimestre porque "crescemos mais e ganhamos mais market share" do que o mercado esperava. As provisões do Nubank totalizaram US$ 1,79 bilhão, acima do consenso de analistas que projetava crescimento de apenas 7%. ✓
Citações da imprensa (2)
"O lucro líquido alcançou US$ 871 milhões no trimestre, um aumento de 41% YoY"
"as provisões do Nubank cresceram 33% em relação ao quarto tri, para US$ 1,79 bilhão"
No varejo, o GPA ampliou prejuízos para R$ 1,347 bilhão no trimestre, contra perdas de R$ 93 milhões no mesmo período de 2025. A empresa, que protocolou plano de recuperação extrajudicial aprovado por credores em 5 de maio, atribuiu R$ 1,014 bilhão do resultado a efeitos não recorrentes e sem impacto no caixa. Excluindo esses efeitos, o prejuízo ajustado teria sido de R$ 333 milhões. ✓
Citações da imprensa (2)
"O GPA (PCAR3) reportou prejuízo líquido continuado de R$ 1,347 bilhão no primeiro trimestre de 2026"
"Em comunicado divulgado em 5 de maio, o GPA protocolou plano de recuperação extrajudicial aprovado pela maioria dos credores"
Resolução 4.966/2021 do Banco Central mudou critério de provisões de perdas esperadas
Cobertos por apenas algumas fontes, ou onde os relatos divergem.
Cobertos por apenas algumas fontes (2)
GPA teve R$ 1,014 bilhão em efeitos não recorrentes sem impacto no caixa
Nubank atingiu breakeven no México pela primeira vez
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Como as novas regras do BC afetaram outros grandes bancos brasileiros além da Caixa?
Por que ainda não se sabe: Apenas resultados da Caixa e Nubank foram reportados pelos outlets no período de referência
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Qual o impacto quantificado da Resolução 4.966/2021 no setor bancário como um todo?
Por que ainda não se sabe: Fontes explicam o mecanismo da regra mas não fornecem dados setoriais agregados
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Quando será a homologação judicial do plano de recuperação extrajudicial do GPA?
Por que ainda não se sabe: Empresa informou apenas que protocolou o plano em 5 de maio, sem cronograma judicial