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Câmara adia relatório da PEC que reduz jornada para 40h por divergência sobre transição

8 fontes · 20 May 2026
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A Câmara dos Deputados adiou para segunda-feira (25) a apresentação do relatório sobre a Proposta de Emenda à Constituição que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, após divergências entre governo e parlamentares sobre o período de transição. O relator Leo Prates (Republicanos-BA) havia prometido entregar o parecer nesta quarta-feira (20), mas reunião na noite de terça entre o presidente da Câmara Hugo Motta (Republicanos-PB) e os ministros Luiz Marinho (Trabalho) e José Guimarães (Relações Institucionais) não chegou a acordo.

Citações da imprensa (1)
Www1

"A divulgação do parecer sobre a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 6x1, prevista para esta quarta-feira (20), foi adiada para segunda (25) por divergências entre o governo Lula (PT), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o relator do projeto, o deputado Leo Prates (Republicanos-BA), em torno de alguns pontos do texto, como o período de transição."

O governo Lula defende implementação imediata ou transição de até três anos, enquanto deputados do centrão querem pelo menos quatro anos para adaptação. A PEC — resultado da fusão das propostas de Reginaldo Lopes (PT-MG) de 2019 e Erika Hilton (Psol-SP) de 2025 — estabelecerá dois dias de descanso semanal, um preferencialmente aos domingos, proibindo efetivamente a escala 6x1.

Citações da imprensa (2)
Www1

"A PEC reduzirá a jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40 horas, mas o governo defende a diminuição imediata ou uma transição mais rápida, enquanto os deputados do centrão querem um período de transição mais longo, de pelo menos quatro anos."

A Crítica

"As Propostas de Emenda à Constituição (PECs 221/2019 e 08/2025), que tratam da redução da jornada de trabalho, estão em análise em uma Comissão Especial da Câmara dos Deputados e receberam apenas duas emendas. As matérias foram apresentadas pelos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG), em 2019, e Erika Hilton (Psol-SP), em 2025."

A proposta já enfrenta resistência organizada: 174 deputados assinaram emenda do deputado Tião Medeiros (PP-PR) para adiar qualquer mudança até 2036, incluindo dois parlamentares do Amazonas. O setor do agronegócio calcula que o fim da escala 6x1 aumentará custos da mão de obra rural em 22%, segundo estudo da Frente Parlamentar da Agropecuária citado pelo deputado Rodrigo da Zaeli (PL-MT).

Citações da imprensa (2)
A Crítica

"Dois deputados federais do Amazonas, Alberto Neto (PL-AM) e Fausto Júnior (União Brasil-AM), assinaram a emenda que propõe adiar para 2036 o fim da escala de trabalho 6x1 — modelo em que o trabalhador atua por seis dias consecutivos e folga apenas um. A proposta foi apresentada pelo deputado Tião Medeiros (PP-PR) e já reúne o apoio de 174 parlamentares."

Gazeta do Povo

"ele citou um estudo da Frente Parlamentar de Agropecuária, segundo o qual a mudança vai impactar em 22% o custo da mão-de-obra na produção do campo."

Motta mantém a meta de votar a PEC no plenário ainda em maio, precisando de 308 votos em dois turnos para aprovação. O presidente da Câmara confirmou que ainda não há acordo selado com o Senado para tramitação posterior. Pesquisa da Nexus indica que 73% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6x1 sem redução salarial.

Citações da imprensa (2)
Correio do Povo

"Motta também disse que mantém a previsão de votação da PEC no plenário na semana que vem, mas informou que não há um acordo já selado para a tramitação no Senado."

DCM

"Levantamento da Nexus apontou que 73% dos brasileiros são favoráveis ao fim da escala 6×1 sem corte no salário."

1. O que se sabe (2)

PEC reduzirá jornada de 44h para 40h semanais com dois dias de descanso

3 fontes Www1 Brasil de Fato Congressoemfoco

Votação prevista para maio de 2026 requer 308 votos em dois turnos

2 fontes Www1 Congressoemfoco
2. Onde a cobertura é mais esparsa (2)

Cobertos por apenas algumas fontes, ou onde os relatos divergem.

Cobertos por apenas algumas fontes (2)

Flávio Bolsonaro propôs alternativa com pagamento por hora trabalhada

Reportado por: DCM Veja
Não cobriram: Www1 Brasil de Fato Congressoemfoco

Abrasel Amazonas se posicionou contra proibição da escala 6x1

Reportado por: A Crítica
Não cobriram: Www1 Brasil de Fato Congressoemfoco
3. O que ainda não se sabe (4)
  • Qual será o período de transição definitivo acordado entre governo e Congresso?

    Por que ainda não se sabe: Governo quer até 3 anos, centrão quer pelo menos 4 anos, sem acordo fechado após reunião de terça-feira

  • Como ficará a regulamentação de categorias específicas como saúde e segurança pública?

    Por que ainda não se sabe: Está definido que será em lei posterior ou convenções coletivas, mas detalhes não foram divulgados

  • Qual será o posicionamento do Senado sobre prioridade de tramitação?

    Por que ainda não se sabe: Motta confirmou não haver pré-acordo com o Senado para tramitação

  • Quais medidas de mitigação de custos para empresas serão incluídas no texto?

    Por que ainda não se sabe: Prates indicou que formas de mitigar impacto para custos das empresas ainda serão debatidas ao longo da semana

Todas as fontes

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