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Cármen Lúcia diz que família aconselha ela a deixar STF por ataques machistas

3 fontes · 14 Apr 2026

A ministra Cármen Lúcia declarou na segunda-feira (13) que familiares a aconselham a deixar o STF por causa de ataques machistas que recebe diariamente. Ela falou sobre o assunto em uma palestra do Instituto FHC em São Paulo.

Cármen Lúcia é atualmente a única ministra mulher do STF e não é a primeira vez que relata ser alvo de ataques machistas. Recentemente, ela foi comunicada sobre uma ameaça de bomba com o intuito de matá-la, evidenciando a escalada das ameaças contra integrantes da Corte.

Onde discordam: 1 relato parcial · 5 consensos Ver o que discorda →
O que mais se sabe A partir de documentos e dados públicos.

Ministra, única mulher na corte, expõe em palestra no Instituto FHC o 'momento de tensão' vivido pelo Supremo e admite que magistrados podem recusar vagas para evitar hostilidades.

A ministra Cármen Lúcia, a única mulher entre os onze integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), revelou que sua família a aconselha a deixar a corte devido aos ataques machistas que tem sofrido. A declaração foi feita durante a palestra 'O Brasil na visão das lideranças públicas', organizada pelo Instituto Fernando Henrique Cardoso em São Paulo na última segunda-feira (13).

A magistrada, que possui milhares de processos indexados em seu nome conforme dados do Escavador [1], afirmou estar vivendo um 'momento de tensão' no qual o Supremo é questionado pela sociedade. Ela também mencionou que, no mês passado, recebeu uma ameaça de bomba, um episódio que, até o momento, não teve seu andamento investigativo detalhado publicamente pelas autoridades. Uma busca por notícias relacionadas no portal do STF não retornou resultados específicos sobre o caso [2].

Cármen Lúcia, identificada no Wikidata como a juíza brasileira nascida em 1954 [3], foi além ao comentar o impacto desse clima hostil na carreira judiciária. Segundo ela, alguns magistrados podem recusar cadeiras no Supremo para evitar ataques semelhantes, um sinal preocupante para a independência e a atratividade do mais alto cargo da Justiça brasileira.

Em um relato pessoal marcante, a ministra mencionou ter votado contra o próprio pai em um caso judicial relacionado a poupadores. Embora a síntese original não detalhe o contexto específico desse julgamento, a afirmação ilustra o tipo de dilema ético e familiar que pode surgir no exercício da magistratura no STF.

A fala de Cármen Lúcia joga luz sobre a pressão e a violência de gênero que permeiam o ambiente institucional, levantando questões sobre a sustentabilidade da carreira de mulheres em posições de alto escalão no Judiciário em um cenário de crescente polarização.

O que apuramos além das fontes (3)

O que as fontes dizem

Consenso
5
todas as fontes concordam
Parcial
1
só uma ou duas reportam
Contestado
0
as fontes se contradizem

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Consenso

Cármen Lúcia participou da palestra 'O Brasil na visão das lideranças públicas', organizada pelo Instituto FHC em São Paulo na segunda-feira (13)

3 fontes
Consenso

Ela é a única ministra mulher no STF

3 fontes
Consenso

No mês passado, ela informou ter recebido uma ameaça de bomba

3 fontes
Consenso

A ministra disse que alguns magistrados podem recusar cadeiras no Supremo para evitar ataques

3 fontes
Consenso

Cármen Lúcia afirmou que há um 'momento de tensão' no qual o Supremo é questionado pela sociedade

3 fontes
Parcial

A ministra mencionou ter votado contra o próprio pai em um caso relacionado a poupadores

Silêncio de: Hoje em Dia

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