← Voltar ao feed

Executivo chileno é preso por racismo em voo após monitoramento da PF

2 fontes · 18 May 2026
2 consensos · 2 parciais · 0 contradições

Germán Naranjo Maldini, gerente da empresa chilena Landes, foi preso na sexta-feira (15 de maio) no Aeroporto de Guarulhos após ser monitorado pela Polícia Federal por ataques racistas e homofóbicos contra tripulantes de um voo internacional da Latam. O executivo foi interceptado quando retornava da Alemanha ao Chile com escala no Brasil.

Citações da imprensa (1)
DCM

"A Polícia Federal monitorou o executivo chileno Germán Naranjo Maldini após ele ser acusado de ataques racistas e homofóbicos em um voo internacional da Latam. Ele foi preso na sexta-feira (15), no Aeroporto de Guarulhos, quando retornava da Alemanha ao Chile com escala no Brasil."

O incidente ocorreu em 10 de maio no voo LA8070, entre São Paulo e Frankfurt. Segundo a PF, Maldini tentou abrir a porta da aeronave em pleno voo e, ao ser contido por comissários, passou a fazer ofensas de cunho racial e homofóbico. Vídeos gravados por passageiros mostram o executivo dizendo que um comissário tinha "cheiro de negro brasileiro", chamando pessoas de "negro" e "macaco" e fazendo sons imitando o animal.

Citações da imprensa (2)
DCM

"O episódio que levou ao monitoramento ocorreu em 10 de maio, no voo LA8070, entre São Paulo e Frankfurt. Segundo a PF, Maldini tentou abrir a porta da aeronave em pleno voo e, ao ser contido por comissários, passou a fazer ofensas de cunho racial e homofóbico contra integrantes da tripulação."

DCM

"Vídeos gravados por passageiros mostram Maldini dizendo que um comissário tinha "cheiro de negro brasileiro" e que ser gay "é um problema". Em outro trecho, ele chama uma pessoa de "negro" e "macaco" e faz sons imitando o animal."

Após denúncia das vítimas na Delegacia da PF em Guarulhos, a corporação instaurou investigação e pediu à Justiça Federal a prisão preventiva. Na audiência de custódia de sexta-feira, o juiz manteve a prisão preventiva de Maldini, que foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória de Guarulhos, onde permanece à disposição da Justiça.

Citações da imprensa (1)
Folha De S

"Na sexta-feira, Maldini passou por audiência de custódia em que o juiz manteve sua prisão preventiva. Ele foi encaminhado ao CDP (Centro de Detenção Provisória) de Guarulhos, onde se encontra à disposição da Justiça."

Pelo atual marco legal brasileiro, o executivo pode ser condenado a pena de 2 a 5 anos de prisão pelo crime de racismo — que desde 2023 inclui a injúria racial pela Lei nº 14.532. O crime é inafiançável e imprescritível. A Landes afastou Maldini "formal e preventivamente" após a repercussão, enquanto a Latam informou oferecer apoio psicológico e assistência jurídica ao funcionário vítima das agressões.

Citações da imprensa (2)
Folha De S

"O passageiro pode ser condenado a cumprir pena de 2 a 5 anos de prisão pelo crime de racismo (que inclui a injúria racial). Não há direito a fiança."

Gov

"A Lei nº 14.532/2023, que equipara a injúria racial ao crime de racismo, foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União nesta quarta-feira (11/01)."

1. O que se sabe (2)

Incidente ocorreu no voo LA8070 da Latam entre São Paulo e Frankfurt em 10 de maio de 2026

2 fontes DCM Jornal GGN

Maldini foi preso em 15 de maio no Aeroporto de Guarulhos quando retornava da Europa

2 fontes DCM Jornal GGN
2. Onde a cobertura é mais esparsa (2)

Cobertos por apenas algumas fontes, ou onde os relatos divergem.

Cobertos por apenas algumas fontes (2)

Landes afastou Maldini 'formal e preventivamente' de suas funções após repercussão do caso

Reportado por: DCM Jornal GGN

PF passou a monitorar ativamente Maldini por meio de sistemas de inteligência após denúncia

Reportado por: DCM Jornal GGN
3. O que ainda não se sabe (3)
  • Qual a situação processual específica de Maldini — se foi formalmente denunciado ou ainda está em fase de inquérito?

    Por que ainda não se sabe: As fontes mencionam prisão preventiva e investigação da PF, mas não esclarecem se o Ministério Público Federal já apresentou denúncia formal.

    Não cobriram: DCM Jornal GGN
  • Houve outros passageiros ou tripulantes vítimas das ofensas além do comissário mencionado nos vídeos?

    Por que ainda não se sabe: As reportagens falam genericamente em 'tripulantes' e 'vítimas' no plural, mas só detalham as ofensas contra um comissário específico.

  • Qual a posição oficial da Anac sobre o caso e se pretende adotar medidas administrativas?

    Por que ainda não se sabe: Uma fonte menciona que a Anac 'pode adotar medidas', mas não há detalhes sobre investigação administrativa em curso ou sanções específicas consideradas.

    Não cobriram: DCM Jornal GGN

Todas as fontes

2