Mães pesquisadoras enfrentam descredenciamento em programas de pós-graduação numa proporção quase duas vezes maior que pais — 66,1% versus 37,5% — quando perdem produtividade acadêmica mínima exigida. Os dados, de levantamento do movimento Parents in Science com cerca de mil docentes, mostram como a parentalidade afeta desigualmente as carreiras científicas no Brasil. ✓
Citações da imprensa (1)
"Entre os pais, 43,7% deixaram o programa onde atuavam por iniciativa própria, enquanto 37,5% foram descredenciados por perda de produtividade. Já entre as mães, a ordem se inverte: apenas 24,6% saíram a pedido, enquanto 66,1% foram descredenciadas por não apresentarem mais a produção mínima exigida."
O país forma mais doutoras do que doutores há mais de 20 anos, mas mulheres continuam minoria entre professores e recebem apenas um terço das bolsas de produtividade CNPq — as destinadas a cientistas com maior destaque. Dos 407 mil alunos de mestrado e doutorado no Brasil, 224 mil (55%) são mulheres, segundo dados da CAPES de 2024. ✓
Citações da imprensa (2)
"Há mais de 20 anos, o Brasil forma mais doutoras do que doutores e ainda assim as mulheres continuam sendo minoria entre os professores de graduação e pós-graduação. Além disso, elas recebem apenas um terço das bolsas de produtividade, destinadas a cientistas com maior destaque na carreira acadêmica."
"Segundo dados da CAPES, dos 407 mil alunos de mestrado e doutorado no Brasil, 224 mil são mulheres. Elas representam uma maioria significativa, totalizando 55% dos matriculados em cursos de pós-graduação stricto sensu."
O Parents in Science foi fundado em 2016 pela pesquisadora Fernanda Staniscuaski (UFRGS) ao lado de outras seis mães e um pai para debater a parentalidade entre pesquisadores. O movimento hoje reúne mais de 90 cientistas associados e produz dados sobre um universo que o Brasil não contabiliza oficialmente — o número de pesquisadores e docentes que têm filhos. ✓
Citações da imprensa (2)
"Então fundou, em 2016, ao lado de outras seis mães e um pai, o movimento Parents in Science para debater a parentalidade entre pesquisadores."
"Uma das principais frentes do Parents in Science tenta preencher uma lacuna de dados sobre esse universo, já que o Brasil não tem uma contagem oficial sobre o número de pesquisadores e docentes que têm filhos, o que impede que o impacto na carreira seja devidamente medido."
Entre novos bolsistas de produtividade CNPq em 2024, 40% são mulheres, superando a média de aprovação, segundo o Ministério da Ciência e Tecnologia. Mas o levantamento do Parents in Science mostra que mães enfrentam maior dificuldade para retornar após descredenciamento: 38% não conseguiram se reinserir, contra 25% dos pais na mesma situação. ✓
Citações da imprensa (2)
"Entre os novos bolsistas, 40% são mulheres, superando a média histórica de aprovação e refletindo o compromisso com a equidade de gênero."
"Considerando apenas as pessoas que saíram por perda de produtividade, 38% das mães não conseguiram retornar, contra 25% dos pais."
Parents in Science foi fundado em 2016 por Fernanda Staniscuaski e outros seis cientistas (seis mães e um pai)
Brasil forma mais doutoras do que doutores há mais de 20 anos, mas mulheres continuam minoria entre professores
Cobertos por apenas algumas fontes, ou onde os relatos divergem.
Nenhuma lacuna ou divergência identificada — as fontes convergem.
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Quais são os critérios específicos da CAPES para credenciamento e descredenciamento de docentes em programas de pós-graduação?
Por que ainda não se sabe: Tentativa de obter documentos normativos da CAPES no DOU (2020-2026) não encontrou regulamentações específicas sobre os critérios de produtividade exigidos
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Quantos pesquisadores e docentes brasileiros têm filhos e qual o impacto preciso na carreira?
Por que ainda não se sabe: Brasil não possui contagem oficial do número de pesquisadores e docentes que têm filhos, conforme relatado pelo Parents in Science
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Como fatores como raça e deficiência dos filhos amplificam o impacto da parentalidade nas carreiras científicas?
Por que ainda não se sabe: Pesquisadora menciona que mulheres pretas, pardas e indígenas são mais sub-representadas e mães de filhos com deficiência ocupam menos espaços, mas dados específicos não foram quantificados