O presidente argentino Javier Milei anunciou na terça-feira que vai enviar uma proposta de reforma eleitoral ao Congresso na quarta-feira. A reforma quer acabar com as eleições primárias obrigatórias, mudar as regras de financiamento de campanha e proibir pessoas com condenações criminais de concorrer.
As primárias argentinas, conhecidas como PASO (eleições prévias simultâneas e obrigatórias dos partidos), são consideradas o ponto mais polêmico da reforma proposta. Milei anunciou planos mais amplos de reformas estruturais, incluindo 90 reformas em 2026 para redesenhar a arquitetura institucional do país para os próximos 50 anos.
O presidente argentino Javier Milei anunciou na terça-feira que enviará uma proposta de reforma eleitoral ao Congresso na quarta-feira. A reforma visa acabar com as eleições primárias obrigatórias, modificar as regras de financiamento de campanha e proibir candidaturas de pessoas com condenações criminais.
A reforma, que será enviada ao Senado primeiro, busca eliminar as Primárias Abertas, Simultâneas e Obrigatórias (PASO), instituídas em 2009 para selecionar candidatos e reduzir o número de partidos. Milei argumenta que as primárias são uma 'farsa' e onerosas. A proibição de condenados criminais se alinha com seu discurso contra a 'impunidade'.
Além disso, o projeto prevê um mecanismo de 'recomeço' que permite a partidos em crise se reorganizarem sob novas siglas, e altera o financiamento de campanhas, que atualmente combina fundos públicos e privados. A reforma é vista como uma tentativa de fortalecer o sistema partidário e reduzir a fragmentação.
A proposta de Milei não é inédita: a Argentina já debateu mudanças nas PASO desde 2015, mas nenhuma avançou. A iniciativa agora ganha força com a base do presidente no Congresso, embora enfrente resistência da oposição peronista.
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Milei anunciou que enviará a proposta de reforma eleitoral ao Congresso na quarta-feira
A reforma busca eliminar as eleições primárias obrigatórias
A reforma mudará as regras de financiamento de campanha
A reforma proibirá pessoas com condenações criminais de concorrer a cargos públicos
Milei fez uma postagem no X dizendo 'Acabou a impunidade. Acabou a farsa. Viva a liberdade, caramba'
A reforma inclui um mecanismo de 'recomeço' que permite partidos em crise se reorganizarem sob novas siglas