O presidente da Câmara, Hugo Motta, criou na sexta-feira (24) uma comissão especial para analisar as propostas que reduzem a jornada de trabalho e acabam com a escala 6x1. As PECs já tiveram a admissibilidade aprovada na CCJ na quarta-feira (22) e agora seguem para análise de mérito.
As propostas de redução da jornada de trabalho ganharam força com o movimento 'Vida Além do Trabalho', que busca o fim da escala 6x1 para melhorar a saúde mental e a qualidade de vida dos trabalhadores. A comissão especial analisará duas PECs: uma que reduz a jornada de 44 para 36 horas semanais em dez anos, e outra que prevê escala de quatro dias de trabalho por semana.
Dois dias após admissibilidade na CCJ, presidente da Câmara dá sinal de prioridade política à reforma que pode reduzir jornada para 36h semanais ou instituir escala 4x3 [1].
O presidente da Câmara, Hugo Motta, criou na sexta-feira, 24 de abril de 2026, comissão especial para analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19, que reduz a jornada de trabalho e acaba com a escala 6x1 [1]. A admissibilidade da matéria havia sido aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) dois dias antes, em 22 de abril . A comissão analisará duas propostas principais: a de Reginaldo Lopes (PT-MG), que prevê redução gradual para 36 horas semanais em dez anos, e a de Erika Hilton (PSOL-SP), que institui escala 4x3 (quatro dias trabalhados, três de descanso) .
A criação da comissão especial é um passo procedimental necessário para que a PEC avance ao Plenário e indica vontade política de dar prosseguimento à pauta trabalhista, possivelmente em resposta a pressões de centrais sindicais e do governo Luiz Inácio Lula da Silva, que enviou projeto de lei com urgência para reduzir a jornada para 40 horas semanais [1]. As propostas visam melhorar as condições de trabalho e a qualidade de vida dos trabalhadores, adequando a carga horária a padrões mais modernos .
A comissão será composta por membros titulares e suplentes, mas há divergência entre as fontes sobre o número exato: a maioria aponta 37 titulares e 37 suplentes, enquanto outras registram 38 titulares e 38 suplentes [1]. Ainda não há consenso sobre o relator: Paulo Azi (União-BA) é cotado para continuar, mas centrais sindicais pedem que Paulinho da Força (Solidariedade-SP) seja o designado . Motta teria intenção de votar a proposta em maio, mas o cronograma ainda não foi oficializado .
Fontes
- Perfil diarizado da PEC 221/19 e das notícias sobre a comissão especial (fontes: Câmara dos Deputados, veículos de imprensa) — sem URL única disponível.
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Hugo Motta criou a comissão especial na sexta-feira (24) para analisar a PEC 221/19
A admissibilidade foi aprovada na CCJ na quarta-feira (22)
A comissão analisará duas propostas: uma de Reginaldo Lopes (PT-MG) que reduz para 36 horas semanais em dez anos e outra de Erika Hilton (PSOL-SP) que prevê escala 4x3
Lula enviou projeto de lei com urgência para reduzir jornada para 40 horas semanais
Motta quer votar a proposta em maio
Paulo Azi é cotado para continuar como relator
Centrais sindicais pediram que Paulinho da Força seja o relator
Número de membros da comissão