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PF detecta R$ 14,2 milhões da Refit para empresa de família de Ciro Nogueira

17 fontes · 22 May 2026
1 consensos · 1 parciais · 1 contradições

A Polícia Federal identificou um pagamento de R$ 14,2 milhões da Athena Real Estate LTDA — empresa ligada ao fundo EUV Gladiator do grupo Refit — para a Ciro Nogueira Agropecuária e Imóveis LTDA, de familiares do senador Ciro Nogueira (PP-PI). A transação foi detectada durante a Operação Sem Refino, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes em 15 de maio de 2026 para investigar esquemas de fraude e sonegação fiscal no setor de combustíveis.

Citações da imprensa (2)
Stf Notícias

"O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a pedido da Polícia Federal (PF) para a realização da Operação Sem Refino, na manhã desta sexta-feira (15), e determinou o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra várias autoridades do Rio de Janeiro, bem como o afastamento do exercício de funções públicas. Na mesma decisão foi determinada a prisão preventiva do dono da Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, Ricardo Magro."

Band

"A PF detectou a transferência de R$ 14,2 milhões da Athena, 'principal beneficiária' do fundo, para a empresa Ciro Nogueira Agropecuária e Imóveis. A contabilidade não informa o motivo do pagamento nem dá detalhes sobre o negócio, o que deve ser aprofundado em um próximo momento da investigação."

O senador confirmou o pagamento e disse que se refere à venda de 40 hectares em Teresina (PI) para construção de uma distribuidora de combustíveis. "O valor mencionado pelo repórter se refere à venda dessa área, situada em local altamente valorizado em Teresina, cuja venda foi regular e totalmente declarada junto aos órgãos competentes", afirmou em nota. Segundo Ciro Nogueira, ele detinha participação inferior a 1% na empresa familiar à época da negociação, em 2024.

Citações da imprensa (1)
G1

"O valor mencionado pelo repórter se refere à venda dessa área, situada em local altamente valorizado em Teresina, cuja venda foi regular e totalmente declarada junto aos órgãos competentes em valores condizentes com o mercado"

A Operação Sem Refino tem como principal alvo Ricardo Magro, dono da Refit e apontado pela Receita Federal como o maior devedor contumaz de impostos do Brasil, com dívidas que superam R$ 26 bilhões. A investigação apura um esquema de lavagem de dinheiro estruturado via factorings para "dar aparência de legalidade aos recursos oriundos de vendas subfaturadas de combustível pela refinaria às distribuidoras", segundo a Petição 16028 do STF.

Citações da imprensa (1)
Stf Petição 16028

"o grupo criminoso, com o objetivo de dar aparência de legalidade aos recursos oriundos de vendas subfaturadas de combustível pela refinaria às distribuidoras, teria estruturado um circuito financeiro por meio das factorings YIELD FINANCIAL SERVICES S/A (CNPJ n. 19.872.663/0001-24) e ALPHA FINANCIAL S.A. (CNPJ n. 44.254.375/0001-53), responsáveis por centralizar os pagamentos dos postos revendedores"

Em entrevista posterior, Ciro Nogueira disse que "a própria empresa não pagou até o final, por isso não foi transferido até agora", contradizendo informações da PF que apontam o pagamento integral de R$ 14,2 milhões. A investigação também identificou repasses de R$ 1,3 milhão da Refit para Jonathas Assunção Salvador Nery de Castro, ex-secretário executivo da Casa Civil quando Ciro Nogueira foi ministro no governo Bolsonaro.

Citações da imprensa (1)
Correio do Povo

"A própria empresa não pagou até o final, por isso não foi transferido até agora. Uma transação comercial mais do que lícita. Vocês vão ver que não tem nenhuma ilegalidade"

1. O que se sabe (1)

Ricardo Magro é o maior devedor contumaz de impostos do Brasil segundo a Receita Federal, com dívidas superiores a R$ 26 bilhões

5 fontes Band G1 Jovem Pan Money Times InfoMoney
2. Onde a cobertura é mais esparsa (2)

Cobertos por apenas algumas fontes, ou onde os relatos divergem.

Cobertos por apenas algumas fontes (1)

Jonathas Assunção recebeu R$ 1,3 milhão da Refit quando era secretário executivo da Casa Civil sob Ciro Nogueira

Reportado por: Jovem Pan Money Times G1

Versões em conflito (1)

Status do pagamento de R$ 14,2 milhões

3 fontes — "Pagamento foi integral, conforme contabilidade da Athena analisada pela PF": Stf Investigação Band G1
2 fontes — "Pagamento não foi concluído porque compradora "não pagou até o final"": Correio do Povo InfoMoney
3. O que ainda não se sabe (3)
  • Qual o status atual do pagamento — foi integral conforme a PF ou parcial conforme Ciro Nogueira?

    Por que ainda não se sabe: Ciro Nogueira afirmou que o pagamento não foi concluído, mas a PF detectou transferência integral de R$ 14,2 milhões. A assessoria do senador não respondeu sobre essa divergência.

  • Qual era exatamente a estrutura societária da empresa familiar na época da transação?

    Por que ainda não se sabe: Ciro Nogueira diz que tinha participação inferior a 1%, mas não há detalhamento público da composição societária em 2024.

    Não cobriram: Folha Valor Econômico
  • Como funcionava o circuito financeiro entre os fundos Refit e as empresas de fachada?

    Por que ainda não se sabe: A PF menciona estrutura via factorings YIELD e ALPHA, mas os detalhes operacionais do esquema ainda não foram divulgados publicamente.

Todas as fontes

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