O Recife inaugurou dois parques alagáveis - um no Ipsep em novembro de 2024 e outro no Campo do Barro em janeiro de 2025. Um terceiro parque no Umuarama já teve licitação publicada. Os parques fazem parte do conceito de 'cidade esponja' para lidar com alagamentos.
Os parques alagáveis fazem parte do conceito de 'cidade esponja', desenvolvido pelo arquiteto chinês Kongjian Yu, como alternativa às soluções de drenagem convencionais em cidades tropicais submetidas a precipitações torrenciais. O Recife ocupa a 16ª posição mundial no ranking das cidades mais vulneráveis à mudança do clima segundo o IPCC.
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Recife ocupa a 16ª posição mundial do IPCC no ranking das cidades mais vulneráveis às mudanças climáticas
O primeiro parque alagável foi entregue em novembro de 2024 às margens do rio Tejipió, entre os bairros de Areias e Ipsep, com 3,9 mil m² e investimento de R$ 2,5 milhões
O Parque Alagável Campo do Barro foi inaugurado em janeiro de 2025 no bairro do Barro, com mais de 23 mil m², investimento de R$ 3,4 milhões e capacidade para 1.510 m³ de água
O terceiro parque, Parque Alagável Umuarama, também no Barro, já teve licitação publicada com investimento previsto de R$ 3,8 milhões
Os parques funcionam como bacias de retenção, ficam secos na maior parte do ano e acumulam água apenas em períodos de chuva intensa
Os conceitos foram desenvolvidos pelo arquiteto chinês Kongjian Yu, criador da ideia de 'cidade esponja', que faleceu em acidente de avião no Pantanal no ano passado
Moradores do Ipsep relataram falta de informação e participação da comunidade durante o processo de construção do parque
O Parque da Tamarineira alagou com as chuvas de abril mas não foi projetado para ser alagável