O STJ negou na sexta-feira (24) o pedido de liberdade para MC Ryan SP, Poze do Rodo e Raphael Sousa Oliveira (dono da página Choquei), mantendo-os presos na Operação Narco Fluxo. Os três haviam sido soltos na quinta-feira (23) por habeas corpus, mas a Polícia Federal pediu conversão para prisão preventiva no mesmo dia.
A Operação Narco Fluxo foi deflagrada pela Polícia Federal para desarticular um grupo suspeito de movimentar R$ 1,6 bilhão do PCC através de esquema de lavagem de dinheiro usando plataformas de apostas. A investigação aponta que o grupo teria usado apostas ilegais, rifas clandestinas e empresas de fachada para lavar recursos ligados ao tráfico internacional de drogas.
O STJ negou, na sexta-feira (24), o pedido de liberdade para MC Ryan SP, Poze do Rodo e Raphael Sousa Oliveira, dono do perfil Choquei, mantendo a prisão preventiva decretada no âmbito da Operação Narco Fluxo. Os três haviam sido soltos na quinta-feira (23) por habeas corpus, mas a Polícia Federal pediu a conversão da prisão temporária em preventiva ainda no mesmo dia, acolhida pelo juiz federal Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal Criminal de Santos.
A decisão do STJ ocorre em meio a investigações sobre uma organização criminosa que movimentou R$ 1,6 bilhão. O nome do ministro relator não foi divulgado, mas a corte rejeitou o recurso da defesa, mantendo os argumentos que justificam a preventiva: garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal ou asseguração da aplicação da lei penal.
MC Ryan SP, nome artístico de Ryan Santana dos Santos, possui ao menos três processos indexados no Escavador [1], a maioria na área cível. O cantor, descrito no Wikidata como cantor e compositor brasileiro [2], já havia sido alvo de ações judiciais, mas esta é a primeira vez que responde por crime de organização criminosa.
Poze do Rodo, ou MC Poze do Rodo, também figura como cantor de funk carioca no Wikidata [3]. Raphael Sousa Oliveira, responsável pela página Choquei, não possui registros públicos no Wikidata.
O juiz Roberto Lemos dos Santos Filho, que decretou a nova ordem de prisão, tem vasta experiência na magistratura federal. Segundo o Escavador [4], é doutor em Direito Ambiental Internacional pela Universidade Católica de Santos (2023), mestre em Direito, e atua como juiz federal titular da 5ª Vara Federal Criminal de Santos desde 2013. Já foi juiz de Direito no TJ/MS, juiz eleitoral, e juiz auxiliar da Corregedoria da Justiça Federal da 3ª Região.
A defesa dos investigados não se manifestou até o fechamento desta edição.
Fontes
- Escavador — busca por "MC Ryan SP" (Ryan Santana dos Santos). Disponível em: https://www.escavador.com/nomes/mc-ryan-sp-5c3afb336b
- Wikidata — entrada Q115170010. Disponível em: http://www.wikidata.org/entity/Q115170010
- Wikidata — entrada Q108927194. Disponível em: http://www.wikidata.org/entity/Q108927194
- Escavador — perfil de Roberto Lemos dos Santos Filho. Disponível em: https://www.escavador.com/sobre/6375724/roberto-lemos-dos-santos-filho
- Escavador — busca por "Roberto Lemos dos Santos Filho". Disponível em: https://api.escavador.com/api/v1/busca?q=Roberto%20Lemos%20dos%20Santos%20Filho&qo=pessoa&page=1
O que as fontes dizem
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STJ negou o pedido de liberdade em 24 de abril de 2026
As prisões temporárias foram convertidas em preventivas
A investigação envolve movimentação de R$ 1,6 bilhão
Juiz Roberto Lemos dos Santos Filho decretou a nova ordem de prisão