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UE retira Brasil de lista de exportadores de carne animal por antimicrobianos

9 fontes · 13 May 2026
2 consensos · 2 parciais · 1 contradições

A União Europeia decidiu retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal destinados ao consumo humano para o bloco europeu a partir de 3 de setembro de 2026. Segundo a Agência Brasil, a decisão foi tomada após votação no Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia, responsável por atualizar a lista de países aptos a exportar produtos de origem animal para a União Europeia.

Citações da imprensa (1)
Agência Brasil

"Segundo o texto, a decisão foi tomada após votação realizada no Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia, responsável por atualizar a lista de países aptos a exportar produtos de origem animal para a União Europeia."

A exclusão é baseada no Regulamento (UE) 2019/6 sobre produtos medicinais veterinários, que proíbe o uso de antimicrobianos para promoção de crescimento na União Europeia e estende esta proibição a animais e produtos de origem animal exportados para a UE. O regulamento europeu também proíbe o uso em animais de 11 classes de antibióticos, 6 substâncias antibióticas específicas e 18 substâncias antivirais reservadas para tratamento humano, conforme estabelecido no Regulamento (UE) 2022/1255.

Citações da imprensa (1)
Ema Presentation List Of Antimicrobials Reserved For Treatment Of Humans

"Human Reserve List - Regulation (EU) 2022/1255. Substances banned for use in animals. Antibiotics: • Carboxypenicillins • Monobactams • Ureidopenicillins • Phosphonic acid • Ceftobiprole derivates • Ceftaroline • Glycopeptides • Cephalosporins with • Lipopeptides beta-lactamase • Oxazolidinones inhibitors • Fidaxomicin • Siderophore • Plazomicin cephalosporins • Glycylcyclines • Carbapenems • Eravacycline • Penems • Omadacycline. 11 antibiotic classes, 6 antibiotic substances and 18 antiviral substances"

O governo brasileiro reagiu com "surpresa" à decisão, segundo nota conjunta dos ministérios das Relações Exteriores, da Agricultura e do Desenvolvimento. A nota afirma que o Brasil "tomará prontamente todas as medidas necessárias para reverter essa decisão, voltar à lista de países autorizados e garantir o fluxo de vendas desses produtos para o mercado europeu". O chefe da delegação brasileira junto à União Europeia tem reunião agendada para esta quarta-feira (13) com autoridades sanitárias europeias.

Citações da imprensa (1)
Agência Brasil

"O Governo do Brasil tomará prontamente todas as medidas necessárias para reverter essa decisão, voltar à lista de países autorizados e garantir o fluxo de vendas desses produtos para o mercado europeu"

A medida afeta exportações brasileiras de carne bovina, aves, ovos, mel, peixes e animais vivos destinados à alimentação — contratos que somam US$ 2 bilhões, segundo o Jornal do Brasil. As exportações brasileiras seguem ocorrendo normalmente até a entrada em vigor da medida em setembro, e outros países do Mercosul como Argentina, Paraguai e Uruguai permaneceram autorizados a exportar normalmente para o bloco europeu.

Citações da imprensa (1)
Jornal do Brasil

"produtos brasileiros como carne bovina, carne de frango, ovos, mel, peixes e animais vivos destinados à alimentação - contratos que somam US$ 2 bi"

1. O que se sabe (2)

A medida europeia entrará em vigor em 3 de setembro de 2026, e as exportações brasileiras seguem normalmente até esta data

O governo brasileiro classificou a decisão como 'surpresa' e prometeu tomar medidas para revertê-la

4 fontes Agência Brasil O Globo Opera Mundi Jornal GGN
2. Onde a cobertura é mais esparsa (3)

Cobertos por apenas algumas fontes, ou onde os relatos divergem.

Cobertos por apenas algumas fontes (2)

A decisão é motivada por protecionismo europeu e pressão de agricultores franceses, não por questões sanitárias

Reportado por: Congressoemfoco O Globo Jornal GGN

O valor dos contratos afetados soma US$ 2 bilhões

Reportado por: Jornal do Brasil

Versões em conflito (1)

Timing da decisão em relação às negociações em curso

2 fontes — "O Brasil estava em negociação bilateral com a UE sobre antimicrobianos desde outubro de 2025 e a decisão pegou de surpresa": Correio do Povo Jc
1 fonte — "A missão de avaliação da UE estava programada para o segundo semestre de 2026, após a implementação dos protocolos": Congressoemfoco
3. O que ainda não se sabe (3)
  • Quais são os fundamentos técnicos específicos que levaram a UE a considerar as garantias brasileiras insuficientes?

    Por que ainda não se sabe: As autoridades europeias indicaram que o Brasil não apresentou garantias suficientes sobre o controle do uso de antimicrobianos, mas os critérios específicos de avaliação não foram detalhados publicamente.

  • Que documentos ou evidências específicas o Brasil precisará fornecer para voltar à lista de países autorizados?

    Por que ainda não se sabe: A reunião entre autoridades brasileiras e europeias está agendada para buscar esclarecimentos sobre os motivos da exclusão, mas os requisitos para reversão ainda não foram especificados.

    Não cobriram: Correio do Povo Jc
  • Por que outros países do Mercosul permaneceram na lista enquanto o Brasil foi excluído?

    Por que ainda não se sabe: As fontes mencionam que Argentina, Paraguai e Uruguai permaneceram autorizados, mas não explicam as diferenças nos sistemas de controle de antimicrobianos que justificariam tratamentos distintos.

    Não cobriram: Agência Brasil O Globo

Todas as fontes

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