A defesa de Bolsonaro reforçou na segunda-feira (13) o pedido para que Carlos Eduardo Antunes Torres, irmão de criação de Michelle, tenha acesso à casa onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar. Moraes havia barrado o pedido anterior e pediu as qualificações profissionais de Torres. Os advogados responderam que ele não é da área da saúde, mas querem que ele ajude Michelle nos cuidados.
Bolsonaro está cumprindo prisão domiciliar temporária de 90 dias para recuperação de broncopneumonia, conforme autorização do ministro Alexandre de Moraes do STF. Durante a prisão domiciliar, ele pode receber apenas a família mais próxima, médicos e advogados, sendo proibido de receber outras visitas.
Ministro Alexandre de Moraes substituiu prisão domiciliar por preventiva após violação do monitoramento eletrônico e evidências de tentativa de obstrução, considerando insuficiência das medidas anteriores diante da proximidade do trânsito em julgado da condenação [1].
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decretou em 22 de novembro de 2025 a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, substituindo sua prisão domiciliar e determinando seu recolhimento na Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal [1]. A decisão monocrática foi submetida a referendo da Primeira Turma do STF em sessão virtual extraordinária convocada para 24 de novembro pelo ministro Flávio Dino, presidente do colegiado .
A fundamentação explícita para a medida mais rigorosa centrou-se em um "risco iminente de fuga a partir de ocorrência de violação do equipamento de monitoramento eletrônico (tornozeleira) à 0h08min do dia 22/11, indicando tentativa de rompimento do dispositivo" [1]. O ministro também citou a "possibilidade de deslocamento para embaixadas próximas à residência, considerando que as investigações revelaram um antecedente de planejamento de pedido de asilo em representação diplomática" e uma "tentativa de obstrução e fiscalização da prisão domiciliar a partir de convocação pública para uma vigília nas proximidades da residência de Bolsonaro, feita por parlamentar e familiar do réu" .
O ato foi produzido por decisão monocrática do ministro relator Alexandre de Moraes, com base em pedido da Polícia Federal e manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República [1]. O documento registra que "Bolsonaro já havia violado medidas anteriormente impostas, incluindo o uso indevido de redes sociais e condutas que contrariavam regras da prisão domiciliar" e que, "diante da proximidade do trânsito em julgado da condenação a 27 anos e 3 meses de reclusão, o STF considerou que a manutenção da prisão domiciliar não era capaz de neutralizar o risco" .
Fontes
- STF — Notícia oficial da decisão, "A pedido da PF, STF decreta prisão preventiva de Jair Bolsonaro": https://noticias.stf.jus.br/postsnoticias/stf-decreta-prisao-preventiva-de-jair-bolsonaro/
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A defesa apresentou o pedido reforçado na segunda-feira, 13 de abril
Carlos Eduardo Antunes Torres é irmão de criação de Michelle Bolsonaro
Alexandre de Moraes rejeitou o pedido anterior e solicitou as qualificações profissionais de Torres
A defesa afirma que Torres não é da área da saúde
Moraes autorizou o médico ortopedista Alexandre Firmino Paniago para visitas permanentes sem aviso prévio
Bolsonaro está em prisão domiciliar por 90 dias no Condomínio Solar de Brasília desde 27 de março
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Torres preparava as refeições de Bolsonaro quando ele estava na Papudinha
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Torres é pré-candidato a deputado distrital pelo PL-DF
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