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Douglas Ruas é eleito presidente da Alerj e articula estratégias para assumir governo do Rio

4 fontes · 18 Apr 2026

Douglas Ruas (PL) foi eleito presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro nesta sexta-feira, 17 de janeiro. A eleição foi marcada pelo boicote da oposição e aconteceu três semanas após a primeira votação ter sido anulada pela Justiça. Ruas agora articula para assumir o governo estadual, já que é o primeiro na linha sucessória.

O Rio de Janeiro vive uma crise institucional sem precedentes após o ex-governador Cláudio Castro renunciar na véspera de ser condenado pelo TSE por abuso de poder, deixando o governo nas mãos do presidente do Tribunal de Justiça. A presidência da Assembleia Legislativa é estratégica porque seu ocupante é o primeiro na linha sucessória para o governo estadual, já que não há governador nem vice no exercício do cargo.

Onde discordam: 3 relatos parciais · 4 consensos Ver o que discorda →
O que mais se sabe A partir de documentos e dados públicos.

Ministros divergem sobre se a renúncia de Cláudio Castro, antes de condenação por abuso de poder, constitui causa eleitoral que exigiria voto popular, ou se abre espaço para escolha indireta pela Assembleia Legislativa [1].

O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar, em 8 de abril de 2026, duas ações que definirão o formato da eleição para o mandato-tampão de governador do Rio de Janeiro [1]. O julgamento foi iniciado após a renúncia do governador Cláudio Castro em 23 de março de 2026, que ocorreu antes de uma condenação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder, e a renúncia anterior do vice-governador Thiago Pampolha em 2025 .

A divergência central entre os ministros relatores gira em torno da classificação da causa da vacância do cargo. Para o ministro Cristiano Zanin, a eleição deve ser direta, pois a vacância tem causa eleitoral. Ele argumenta que *"a renúncia de Castro foi uma tentativa de burlar a cassação pelo TSE e não afasta os aspectos eleitorais da dupla vacância"* [1]. Em contrapartida, o ministro Luiz Fux votou pela eleição indireta, sustentando que, como o TSE admitiu a renúncia como legítima e não decretou cassação, o STF não poderia rever esse entendimento por meio de reclamação .

O julgamento ocorre em sessão plenária do STF, com a apresentação dos votos dos relatores das ações: a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7942, relatada por Luiz Fux, que questiona a Lei Complementar estadual 229/2026 que prevê eleição indireta; e a Reclamação (RCL) 92644, relatada por Cristiano Zanin, que questiona a decisão do TSE que determinou eleições indiretas [1]. As ações foram apresentadas pelo Partido Social Democrático (PSD) . Os relatores também divergiram sobre o procedimento de uma eventual eleição indireta: Fux defendeu voto secreto para evitar exigência de contrapartida, enquanto Zanin defendeu voto aberto para conferir transparência . O julgamento não foi concluído e prosseguiu em sessão posterior .

Fontes

  1. STF — Notícia oficial do julgamento, "STF começa a julgar formato de eleição suplementar para governador do Rio de Janeiro": https://noticias.stf.jus.br/postsnoticias/stf-comeca-a-julgar-formato-de-eleicao-suplementar-para-governador-do-rio-de-janeiro/
O que apuramos além das fontes (3)

O que as fontes dizem

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Douglas Ruas (PL) foi eleito presidente da Alerj em 17 de janeiro de 2026

4 fontes
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A primeira eleição de 26 de março foi anulada pela Justiça

3 fontes
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O desembargador Ricardo Couto está comandando o estado interinamente

3 fontes
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Cláudio Castro renunciou antes de ser condenado pelo TSE por abuso de poder

2 fontes
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Ruas recebeu 44 votos de 70 deputados possíveis

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25 parlamentares da oposição boicotaram a votação

Reportado por: oglobo.globo.com congressoemfoco.com.br
Parcial

O STF debate se a eleição para governador-tampão deve ser direta ou indireta

Reportado por: Terra Grande imprensa oglobo.globo.com
Silêncio de: Veja Grande imprensa congressoemfoco.com.br

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