O Conselho Monetário Nacional aprovou quinta-feira (23) uma nova linha de crédito para empresas aéreas domésticas lidarem com o aumento de custos operacionais, principalmente combustível. O dinheiro vem do Fundo Nacional de Aviação Civil e será emprestado via BNDES, com prazo de até 5 anos e taxa de 4% ao ano.
O setor aéreo brasileiro tem enfrentado pressão crescente devido ao aumento dos custos operacionais, especialmente com combustível, que representa um dos principais gastos das companhias aéreas. O Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC) é um fundo público voltado ao desenvolvimento do setor aéreo, e o BNDES é o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social responsável por operacionalizar empréstimos governamentais.
Medida visa evitar repasse imediato de custos aos consumidores e mitigar riscos de descontinuidade operacional no setor aéreo, segundo o CMN [1].
O Conselho Monetário Nacional aprovou em 23 de abril de 2026 uma linha de crédito para capital de giro de empresas de transporte aéreo regular doméstico, com recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC) operacionalizados pelo BNDES ou outras instituições financeiras habilitadas [1]. A resolução CMN nº 5.297/2026 prevê prazo de reembolso de até 60 meses, carência de 12 meses e taxa de 4% ao ano ao FNAC, acrescida de encargos bancários .
A decisão do colegiado, presidido pelo ministro da Fazenda Dario Durigan e composto pelo presidente do Banco Central Gabriel Galípolo e pelo ministro do Planejamento Bruno Moretti, tem como fundamento explícito "mitigar os efeitos de choques recentes sobre os custos operacionais do setor, especialmente aqueles relacionados à elevação dos preços de combustíveis" [1]. O objetivo, conforme o comunicado oficial, é "contribuir para a manutenção da oferta de transporte aéreo e da conectividade nacional, reduzindo a necessidade de repasse imediato de custos aos consumidores e mitigando riscos de descontinuidade operacional no setor" .
A linha é reembolsável e sem garantia do Tesouro Nacional, transferindo o risco de crédito para as instituições financeiras operadoras [1]. Ela se soma a um apoio orçamentário de R$ 4 bilhões aprovado em dezembro de 2024, também com recursos do FNAC e operação pelo BNDES, com o objetivo de estimular o setor e ampliar rotas regionais, conforme anunciado pelo Ministério de Portos e Aeroportos [2].
As fontes primárias disponíveis não informam o montante total disponibilizado pela nova linha, nem os critérios de elegibilidade das empresas aéreas ou limites de encargos bancários. Também não há detalhes sobre eventual necessidade de aprovação de outras instâncias.
Fontes
- Ministério da Fazenda — "CMN aprova linha de crédito para capital de giro no setor aéreo com recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil" (23/4/2026): https://www.gov.br/fazenda/pt-br/assuntos/noticias/2026/abril/cmn-aprova-linha-de-credito-para-capital-de-giro-no-setor-aereo-com-recursos-do-fundo-nacional-de-aviacao-civil
- Ministério de Portos e Aeroportos — "Aviação civil brasileira contará com R$ 4 bi para desenvolvimento do setor aéreo e criação de novas rotas" (26/12/2024): https://www.gov.br/portos-e-aeroportos/pt-br/assuntos/noticias/2024/12/aviacao-civil-brasileira-contara-com-r-4-bi-para-desenvolvimento-do-setor-aereo-e-criacao-de-novas-rotas
O que as fontes dizem
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CMN aprovou linha de crédito para empresas aéreas na quinta-feira (23)
Recursos vêm do Fundo Nacional de Aviação Civil e serão emprestados via BNDES ou bancos autorizados
Empréstimos têm prazo de até 5 anos, carência de até 1 ano e custo de 4% ao ano mais taxas bancárias
Empréstimos não têm garantia do governo
Medida foi criada para enfrentar aumento de custos com combustível