A Justiça de São Paulo aprovou na quarta-feira (15) a interdição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de 94 anos, após pedido dos filhos Paulo Henrique, Luciana e Beatriz. Paulo Henrique foi nomeado curador provisório e passa a responder pelos atos civis e patrimônio do pai. A decisão foi baseada em laudo médico que atesta o agravamento do quadro de Alzheimer.
Fernando Henrique Cardoso foi presidente do Brasil de 1995 a 2002 e permaneceu ativo no debate político após deixar o cargo. A interdição é um instrumento previsto no Código Civil necessário quando uma pessoa não consegue responder por seus atos devido a limitações físicas ou mentais, permitindo que um curador assuma a responsabilidade legal pelos atos civis e administração patrimonial.
A decisão, baseada em laudo médico, visa garantir suporte e preservar direitos do ex-presidente diante de comprometimento cognitivo associado à idade avançada [1].
O Tribunal de Justiça de São Paulo decretou, na quarta-feira (15), a interdição judicial do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de 94 anos, a pedido de seus três filhos, que apresentaram laudo médico ao processo [1]. A medida, conhecida como curatela, declara uma pessoa incapaz de responder por seus próprios atos, incluindo gestão de bens e decisões da vida civil, e nomeia um curador para representá-la — no caso, o filho Paulo Henrique foi designado curador provisório .
A fundamentação legal, conforme o Código Civil brasileiro (artigo 1.767), aplica-se a doenças mentais graves ou condições crônicas incapacitantes, como o Alzheimer diagnosticado em Cardoso. A reportagem da TV Alepi explica que a Justiça "levou em consideração o agravamento de seu quadro de saúde, especialmente em razão de doenças degenerativas associadas à idade avançada" [1]. O objetivo explícito é proteger o indivíduo: "Com a progressão da doença, o indivíduo pode perder a capacidade de realizar atividades cotidianas, tomar decisões financeiras ou até se locomover com segurança. Nesses casos, a curatela surge como uma medida de proteção" , garantindo que "a pessoa tenha seus direitos preservados e receba o suporte necessário para sua segurança e bem-estar" .
O processo segue o mecanismo procedural padrão de interdição, tramitando em segredo de Justiça, com os filhos como requerentes e o Tribunal de Justiça de São Paulo como órgão decisor [1]. Paulo Henrique, como curador provisório, tem 15 dias para obter a anuência da companheira de Cardoso, Patrícia Kundrát, conforme informações não consensuais entre fontes. Os advogados Caetano Berenguer, Fabiano Robalinho e Henrique Avila, do escritório Bermudes Advogados, assinaram a petição inicial.
Fontes
- Assembleia Legislativa do Piauí (TV Alepi) — "Interdição e curatela: entenda quando a Justiça pode declarar alguém incapaz": https://www.al.pi.leg.br/comunicacao/tv-assembleia/noticias-tv/interdicao-e-curatela-entenda-quando-a-justica-pode-declarar-alguem-incapaz
O que as fontes dizem
Clique em qualquer afirmação para ver as citações e fontes primárias.
A decisão foi tomada na quarta-feira (15) pelo Tribunal de Justiça de São Paulo
Fernando Henrique Cardoso tem 94 anos
A interdição foi pedida pelos filhos Paulo Henrique, Luciana e Beatriz
Paulo Henrique foi nomeado curador provisório
O pedido foi acompanhado de laudo médico
A decisão está relacionada ao diagnóstico de Alzheimer
O processo tramita em segredo de Justiça
Paulo Henrique tem 15 dias para conseguir a anuência da companheira Patrícia Kundrát
A petição foi assinada pelos advogados Caetano Berenguer, Fabiano Robalinho e Henrique Avila do escritório Bermudes Advogados