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Lula critica Trump em entrevista alemã e afirma que não foi eleito 'imperador do mundo'

12 fontes · 17 Apr 2026

Lula concedeu entrevista à revista alemã Der Spiegel publicada na quinta-feira (16) em que afirmou que Trump não foi eleito 'imperador do mundo' e não pode ficar ameaçando outros países com guerra. O presidente brasileiro embarcou no mesmo dia para viagem oficial à Europa com compromissos na Alemanha, Espanha e Portugal.

Esta entrevista ocorre em meio a crescentes tensões internacionais e a um histórico de conflitos comerciais entre Brasil e Estados Unidos, incluindo tarifas impostas pelo governo Trump sobre produtos brasileiros entre abril e agosto de 2025. Lula havia feito declaração similar em julho de 2025, quando criticou o tarifaço norte-americano, ocasião em que a Casa Branca rebateu o presidente brasileiro.

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O que mais se sabe A partir de documentos e dados públicos.

Em entrevista coletiva, presidente fundamenta crítica a Trump e apelo por reunião sobre Irã na necessidade de paz e governança multilateral, atribuindo guerra na Ucrânia à falha do Conselho de Segurança e buscando reposicionar o país como ator de peso [1].

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em entrevista coletiva a correspondentes estrangeiros no Palácio do Planalto em 2 de agosto de 2023, articulou uma crítica ao unilateralismo internacional e defendeu uma atuação mediadora do Brasil, incluindo a convocação de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre o Irã e a reforma do próprio conselho [1]. A transcrição oficial da Presidência da República registra o discurso, que também anunciou o relançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e uma cúpula amazônica.

A fundamentação central para a postura crítica e mediadora reside na avaliação de que o Conselho de Segurança da ONU falhou em seu papel. Lula afirmou que "essa guerra [na Ucrânia] deveria estar sendo discutida na ONU" e que "o papel do Brasil é esse, é o de tentar construir, junto com outros países, uma proposta de paz" [1]. Ele vinculou a busca pela paz à necessidade de redirecionar recursos, argumentando que "se esse dinheiro [gasto na guerra] fosse aplicado para combater a fome, certamente esse dinheiro daria para acabar a fome" . A crítica implícita a ações unilaterais de potências se alinha a essa defesa do multilateralismo como via para a paz.

O ato foi produzido através de uma entrevista coletiva (café da manhã) concedida a correspondentes estrangeiros, um mecanismo de comunicação oficial direta [1]. Os protagonistas identificados no documento são o próprio presidente Lula; o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, citado como porta-voz da posição brasileira; e Celso Amorim, designado como "enviado especial para assuntos bélicos", indicando uma estrutura dedicada à mediação . O ministro da Comunicação, Paulo Pimenta, também é mencionado, sinalizando o caráter coordenado da divulgação .

As fontes primárias disponíveis não detalham propostas concretas ou termos de negociação para a paz na Ucrânia, apenas a intenção de mediação. Também não especificam os nomes de todos os países convidados para a cúpula amazônica ou os detalhes dos projetos do novo PAC. Permanece uma lacuna sobre a data exata da viagem internacional mencionada na notícia (entre 17 e 21 de abril), pois o documento primário recuperado é de agosto e não aborda esse deslocamento específico.

Fontes

  1. Presidência da República — Transcrição integral da entrevista coletiva do presidente Lula a correspondentes estrangeiros: https://www.gov.br/planalto/pt-br/acompanhe-o-planalto/entrevistas/entrevista-do-presidente-luiz-inacio-lula-da-silva-em-cafe-da-manha-com-correspondentes-estrangeiros

O que as fontes dizem

Consenso
3
todas as fontes concordam
Parcial
1
só uma ou duas reportam
Contestado
1
as fontes se contradizem

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Consenso

Lula afirmou que Trump não foi eleito 'imperador do mundo' e não pode ficar ameaçando outros países com guerra

9 fontes
Consenso

Lula pediu aos líderes da China (Xi Jinping), Rússia (Vladimir Putin) e França (Emmanuel Macron) que convocassem reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre o Irã

7 fontes
Consenso

Lula defendeu reforma no Conselho de Segurança da ONU para incluir novos membros permanentes

5 fontes
Parcial

Viagem ocorre entre os dias 17 e 21 de abril

Contestado

Fonte da entrevista

2 fontes — "Entrevista foi dada ao jornal espanhol El País": Jornal do Brasil Opera Mundi Partidário
4 fontes — "Entrevista foi dada à revista alemã Der Spiegel": Brasil 247 Partidário G1.globo.com Grande imprensa Jornal GGN Partidário Carta Capital Partidário

Todas as fontes

Imprensa 12