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TSE confirma cassação de prefeita de SP por usar igreja em campanha eleitoral

2 fontes · 22 May 2026
2 consensos · 1 parciais · 0 contradições

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve por unanimidade a cassação da prefeita de Votorantim (SP) Fabíola Alves da Silva (PSDB), do vice-prefeito Cesar Silva (PSDB) e do vereador Pastor Lilo (MDB) por abuso de poder político e econômico mediante uso de igreja para promoção eleitoral. A decisão, publicada em 18 de maio de 2026, confirmou entendimento do TRE-SP sobre o caso das eleições de 2024.

Citações da imprensa (1)
InfoMoney

"O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve, por unanimidade, a condenação da prefeita de Votorantim, no interior de São Paulo, Fabíola Alves da Silva (PSDB), seu vice, Cesar Silva (PSDB) e do vereador Alison Andrei Pereira de Camargo, conhecido como Pastor Lilo (MDB), pela utilização de um culto religioso para promover candidaturas nas eleições de 2024. O acórdão foi publicado na última segunda-feira, 18."

O ministro relator Antonio Carlos Ferreira destacou que "a estrutura e a autoridade religiosas foram deliberadamente instrumentalizadas como plataforma de promoção eleitoral" quando o pastor declarou do púlpito que a Igreja do Evangelho Quadrangular de Votorantim estava "fechada" com os candidatos e mencionou projeto de "eleger 120 vereadores" nas eleições. O TSE considerou que as declarações "afastam, de plano, qualquer pretensão de que o evento tivesse caráter exclusivamente espiritual".

Citações da imprensa (2)
Con Jur

"Esse conjunto de declarações — proferidas do púlpito, em contexto de culto público, diante de numerosa audiência — afasta, de plano, qualquer pretensão de que o evento tivesse caráter exclusivamente espiritual, demonstrando, ao contrário, que a estrutura e a autoridade religiosas foram deliberadamente instrumentalizadas como plataforma de promoção eleitoral das candidaturas presentes"

InfoMoney

"o pastor do culto também declarou: "A igreja quadrangular aqui de Votorantim, nós estamos fechados com o pastor Lilo""

A decisão reafirma jurisprudência de 2020 que rejeita figura autônoma de "abuso de poder religioso", mas estabelece que uso da estrutura e autoridade religiosa pode configurar abuso político ou econômico quando demonstrados desvio de finalidade e impacto na igualdade do pleito. O TSE exige "entrelaçamento" — atos praticados por meio da igreja devem estar associados a formas tipificadas de abuso de poder para configurar ilícito eleitoral.

Citações da imprensa (2)
Con Jur

"A conclusão é do Tribunal Superior Eleitoral, que negou seguimento ao recurso ajuizado por candidatos nas eleições de 2024 em Votorantim (SP) que foram apoiados por uma igreja local. [...] O resultado reafirma uma jurisprudência construída em 2020 que rejeitou a figura autônoma do abuso de poder religioso"

Tse Temas Selecionados Ac

"o abuso de poder de autoridade religiosa, porquanto falto de previsão expressa no ordenamento eleitoral, só pode ser reconhecido quando exsurgir associado a alguma forma tipificada de abuso de poder"

Além do culto com "inegável caráter eleitoreiro", o TSE considerou irregular reajuste de 34,1% no contrato de aluguel pago pela prefeitura à igreja em ano eleitoral "sem justificativa idônea", contrastando com reajuste de apenas 2,45% em contrato similar no mesmo período. Os políticos cassados ficam inelegíveis por oito anos.

Citações da imprensa (2)
InfoMoney

"O tribunal destacou que o culto teve "inegável caráter eleitoreiro""

InfoMoney

"Além da participação no culto, a Justiça Eleitoral considerou irregular um reajuste de 34,1% no contrato de aluguel pago pela prefeitura à igreja por um imóvel utilizado pela Secretaria Municipal de Cultura. [...] A decisão também ressaltou que outro contrato semelhante firmado pela prefeitura teve reajuste de apenas 2,45% no mesmo período."

1. O que se sabe (2)

TSE manteve por unanimidade cassação dos três políticos por abuso de poder mediante uso de estrutura religiosa

2 fontes InfoMoney O Liberal

Pastor declarou do púlpito que igreja estava 'fechada' com candidatos e mencionou projeto de eleger 120 vereadores

2 fontes InfoMoney O Liberal
2. Onde a cobertura é mais esparsa (1)

Cobertos por apenas algumas fontes, ou onde os relatos divergem.

Cobertos por apenas algumas fontes (1)

Ministro Edson Fachin defendeu em voto vencido (2020) reconhecimento autônomo de abuso de poder de autoridade religiosa

Reportado por: Precedent Analysis Via Fact Cards
Não cobriram: InfoMoney O Liberal
3. O que ainda não se sabe (3)
  • Qual foi o argumento específico das defesas dos políticos cassados no recurso ao TSE?

    Por que ainda não se sabe: A imprensa menciona que 'O Estadão tenta contato com as defesas' mas não reporta o conteúdo dos recursos apresentados

    Não cobriram: InfoMoney O Liberal
  • Quantos fiéis estavam presentes no culto considerado eleitoreiro?

    Por que ainda não se sabe: TSE menciona 'numerosa audiência' mas fontes não quantificam o público presente

    Não cobriram: InfoMoney O Liberal
  • Houve outros casos similares julgados pelo TSE desde a jurisprudência de 2020?

    Por que ainda não se sabe: Decisão reafirma jurisprudência mas fontes não contextualizam frequência de casos similares

    Não cobriram: InfoMoney O Liberal

Todas as fontes

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